Após 6 meses de tempestade trágica, carro é resgatado de montanha remota na Argentina - AltaMontanha.com - Portal de Montanhismo, Escalada e Aventuras
Resgate automobilístico

Após 6 meses de tempestade trágica, carro é resgatado de montanha remota na Argentina

Jipe de montanhista inglesa ficou abandonado na base do Vulcão Walther Penck, um dos mais remotos 6 mil dos Andes em Catamarca, Argentina. Só após 6 meses houve condições de chegar perto do veículo.

Fonte: Redação

No dia 25 de Março de 2015, uma poderosa tormenta assolou a região da Puna do Atacama entre o Chile e a Argentina. Esta tempestade provocou uma enchente catastrófica na cidade de Copiapó, deixando ilhados um grupo de brasileiros que acabara de escalar o Ojos del Salado, segunda montanha mais alta dos Andes localizada nesta região.
 
Além deste caso, a mesma tempestade provocou a morte do montanhista indiano Malli Mastan Babu, que tentava escalar o Três Cruces, quinta montanha mais alta do Andes, e ainda deixou isolado grupos de montanhistas em outras montanhas também altas e remotas, como o Llullaillaco, o Pissis e Walther Penck, onde estava Marion Brown, com seu jipe Suzuki Vitara.
 
O Walther Penck é a nona mais alta dos Andes e uma das mais remotas montanhas da cordilheira. Para chegar em sua base é preciso enfrentar cerca de 100 km de trilhas, cruzando vales com rios profundos, dunas e areia e planaltos com pedras afiadas. 
 
Marion, que é inglesa, mas mora na Argentina, foi pega de surpresa e teve que ser resgatada em helicóptero. O caminho, que já é difícil em boas condições, ficou impossível com tanta neve. Durante os 6 meses que se passaram, o frio do inverno transformou a neve em gelo e impediu qualquer aproximação ao veículo.
 
Somente no último sábado houve condições de resgate do veículo, que foi feito por Jonson Reynoso, que trabalha na cidade de Fiambalá organizando tours 4x4 na região. Jonson também ajuda montanhistas e oferece serviços de transporte para as montanhas da região.
 
A Puna do Atacama tem um clima tão extremo que os ventos quebraram todos os vidros do veículo. Os jatos de areia poliram a pintura e se a proprietária não tivesse um bom aditivo anti congelante, seria possível que o motor tivesse rachado, já que as temperaturas no inverno superam os -30 graus negativos.
 
Além do Vitara de Marion, há mais duas caminhonetes pertencentes ao grupo que tentava escalar o Pissis naquela data. No entanto Jonson ainda não conseguiu chegar até o local.

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