Três são levados a julgamento pela morte de Tito Traversa - AltaMontanha.com - Portal de Montanhismo, Escalada e Aventuras
Acidente

Três são levados a julgamento pela morte de Tito Traversa

O responsável pela atividade, o monitor e a empresa fabricante das borrachinhas de mosquetão serão julgados por homicídio involuntário. O jovem escalador de 12 anos morreu em um acidente durante uma atividade realizada em Orpierre, na França.

Fonte: Redação - com informações de Desnivel.com

A notícia da morte de Tito Traversa sacudiu a comunidade da escalada em 2013. O menino italiano de 12 anos sofrera um acidente enquanto escalava, em uma atividade realizada junto a outras crianças, em uma excursão na região francesa de Orpierre. Tito caiu mais de 20 metros até o chão e ficou em coma, morrendo dois dias depois, no hospital. 
 
Poucas semanas mais tarde, foi aberta uma investigação na Itália, através de uma denúncia feita pelo pai de Tito, com o intuito de esclarecer o caso e seus responsáveis. Inicialmente, cinco pessoas foram acusadas de homicídio involuntário: o dono da empresa fabricante do material que se rompeu durante a queda, o proprietário da loja que o vendeu, o responsável pelo clube que organizou o passeio a Orpierre e os dois instrutores que acompanhavam as crianças. Também foi acusada uma sexta pessoa, parente da menina que havia emprestado seu equipamento a Tito, e que, sem ter conhecimentos sobre escalada, teria montado as costuras de maneira errada. 
 
A Causa: o mosquetão mal montado
 
O acidente de Tito aconteceu por um erro rudimentar na montagem das costuras. Tito subiu a via, e o acidente aconteceu quando ele iniciou a descida. Oito das dozes costuras que estavam na via estavam com um dos mosquetões solto, preso apenas pela borrachinha que ajuda a evitar que a fita saia do lugar.
 
Também foi averiguado que Tito escalou sem capacete, o que também pode ter agravado o caso.
 
Os três acusados
 
Na semana passada, as investigações foram concluídas, e o julgamento deve começar em breve. Os acusados são Luca Giammarco, representante legal da empresa Bside, organizadora da excursão em que as crianças estavam, o monitor Nicola Galizia, e Carlo Paglioli, representante legal da Aludesign, a empresa que produz o material que se rompeu, e que está sendo acusada de não oferecer as instruções adequadas para a correta utilização de seu produto. 
 
 
 
 
 
 

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