O dia que estive no Topo do Mundo

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Apesar de tudo o que se diz de como é desconfortável a noite no campo 3, a minha foi surpreendentemente tranquila. Claro que não dormi mais do que uma hora a cada vez.

16 e 17/05/2010

Nesta altitude, 7300 metros, o sono é muito superficial. Mesmo usando oxigênio ao fluxo de meio litro por minuto acordava frequentemente. Também estava preocupado com o Greg que a cada instante gemia de dor. Como havia dado meu colchonete inflável para ele para que tivesse mais conforto, estava dormindo em cima de um fino colchonete diretamente sobre o gelo e meus pés estavam gelados a noite toda.

Esperamos que o sol esquentasse nossas barracas para nos levantarmos, mas muito antes que isso já estávamos despertos envolvidos na interminável função de derreter gelo para poder nos hidratarmos para o longo dia que tínhamos pela frente. Na realidade o dia de cume começava aqui, no campo 3 a 7300 metros de altitude, 1550 metros abaixo.

Hoje iríamos subir ao campo 4 a 7950 metros, passar lá no máximo 7 horas tentando ter algum descanso e de lá subir ao cume. Era como se pela manhã subíssemos um 8.000 metros como o Gasherbrun 1 ou 2, ou o Shishapagma, eles três apenas poucos metros mais altos do que o nosso campo 4 e daí, a tarde, escalassemos o Everest.

Não conseguia deixar de pensar se seria capaz de tal feito. Sei que dentro de mim consigo buscar forças para coisas que a princípio pensava que não seria capaz, mas o tamanho da façanha que tinha pela frente abalava minhas convicções. Mas, como tudo até agora nesta expedição, tinha que pensar em cada etapa e não no todo que era muito intimidante. Então o trabalho agora era chegar ao campo 4, o famoso South Col ou Colo Sul.

Coloquei meu down suit, harness, botas duplas e crampons e comecei a longa subida até a Yellow Band, a faixa de rocha mais clara que atravessa a parede do Lhotse ao redor de 7500 metros de altitude. Nesta altitude, a parede do Lhotse é inclinada porém o gelo está coberto de neve e degraus foram cavados pelos que nos antecederam de modo que pude subir sem grande esforço até a Yellow Band. Estou agora com oxigênio com fluxo de 2 litros por minuto e isso ajuda grandemente.

Passei a noite razoavelmente bem, estou descansado, saudável e me sinto forte. Com isso um grande otimismo me invade e finalmente sinto que dentro de menos de 24 horas estarei no cume do Everest. Essa simples certeza faz com que todos meus pelos se arrepiem. Desde que sai de Katmandu já se passaram 50 dias e agora, neste minuto, pela primeira vez sinto que posso realmente realizar meu sonho. Pela primeira vez vejo que estar no cume do mundo está ao alcance de minhas mãos.

Após uma hora de subida íngrime o caminho cruza para a esquerda e sigo em direção a Yellow Band. Agora já não é tão fácil, pois escalamos entre neve, gelo e rocha e é preciso mais concentração para não escorregar. A visão daqui é indescritível. Descendo diretamente abaixo de meus pés por 1000 metros está a parede do Lhotse. No meio desta longa rampa de gelo os pontinhos amarelos das barracas do campo 3. Mais abaixo, a direita, em um canto protegido do Vale do Silêncio, o campo 2. Um pouco mais abaixo se vê as poucas barracas do campo 1 e logo em seguida este enorme rio de gelo despenca no vazio da cascata de gelo!

O próximo obstáculo é o Geneva Spur que deste ângulo parece apenas a encosta de uma elevação de ao redor de 200 metros. Sei que da crista ao campo 4 são apenas meia hora de caminho plano. Com determinação inicio a subida que de um modo geral é por neve firme com alguns trechos verticais mas curtos de rocha. Tinha iniciado o dia as 8 da manhã e agora, a uma e meia estava prestes a chegar ao Colo Sul.

Da crista sigo por entre um estreito e um pouco traiçoeiro caminho de neve e pedras soltas até que após uma curva me deparo com o famoso campo 4. Que decepção! Em todas as fotos que vi toda a extensão do South Col era coberta por neve, mas neste ano de pouco inverno nosso acampamento está entre pedras e lixo de inúmeras expedições anteriores. Se isso desagrada a vista, o que se ve de nossa barraca é deslumbrante. Finalmente posso ver minha rota de escalada ao cume.

A Triangular Face levando 500 metros acima ao Balcony, um pequeno platô a 8500 metros de onde seguindo por uma estreita crista se chega ao South Summit, ou Cume Sul e de lá, passando pelo Hilary Step se chega ao Summit Ridge e finalmente ao cume. Mas, minha visão se desfaz rapidamente, pois logo após chegarmos o acampamento é envolvido por uma grossa camada de nuvens, o vento aumenta e começa a nevar. Dentro de nossa barraca nossas expressões refletem o que se passa em nossos corações. Não é justo, após tanto esforço, tanto sofrimento e na hora que podemos ver o nosso sonho se realizando uma cruel mudança de tempo nos faz ver a possibilidade de ter de dar a volta e descer até o campo base e esperar por uma nova janela. Será possível?

São 3 da tarde e não podemos fazer nada a não ser esperar. O ideal seria que estivéssemos nos hidratando, tentando comer algo e até quem sabe dormindo um pouco. Mas, a incerteza nos paraliza. Quase não conversamos, apenas olhamos um ao outro com expressão vazia. Não é necessário conversar, sabemos perfeitamente bem o que se passa dentro de cada um. Eu me pergunto se terei forças para fazer tudo novamente. Descer ao campo base, esperar novamente por bom tempo, subir ao campo 2, fazer o mais difícil dos dias, do campo 2 ao campo 3, passar frio, exaustão construir dentro de mim novamente a esperança, o otimismo, a determinação necessária para chegar aqui novamente.

As horas vão passando e como com toda má notícia aos poucos você vai se acostumando com o inevitável. O rádio não se silencia. Do campo 4 ao campo base buscando informações, buscando a última previsão de tempo que nos conte o que acontecerá nesta noite. Então magicamente, as 6:30 da tarde o céu se clareia e um lindo por do sol tinge de rosado o Lhotse. Em um frenesi de atividade colocamos os dois fogareros em fogo máximo para derreter gelo e começamos a preparar nossas mochilas.

A barraca para 4 pessoas agora habitada por 5 mais mochilas, cilindros de oxigênio, nossas esperanças e expectativas, está um pandemônio. Pernas se misturam com braços e tubos de oxigênio. Marcamos a saída para as 21 horas na expectativa de estar no cume ao redor de 10 horas depois.

Resolvo ir ao banheiro para evitar de ter problemas pela manhã, meu horário habitual enquanto que os outros resolvem tomar Imodium para inibir a atividade intestinal normal. Quando termino de fazer tudo que precisava me sento em um canto da barraca, fecho os olhos e medito por alguns minutos procurando acalmar minha mente que está agitadíssima. Finalmente o momento chegou. As nove em ponto saio da barraca, troco meu cilindro por um cheio, coloco os crampons e junto com Padawa, o sherpa que subirá comigo, parto rumo ao topo do mundo.

Logo ao sair da barraca vejo uma enorme linha de luzes subindo em direção ao Balcony.  Sei que vários grupos estão subindo hoje, mas a longa linha me assusta. O pesadelo de 96 está sempre presente quando por um número excessivo de escaladores uma grande tragédia aconteceu. Afasto esses pensamentos da cabeça e me concentro no trabalho a frente.

Tento acalmar meu coração que bate descontroladamente. Sei que tenho que encontrar meu ritmo. A temperatura está confortável, estou forte e confiante. Sigo a longa linha, mas logo percebo que está demasiadamente lento para mim. Aproveito que o ângulo de subida é suave, me desclipo da corda fixa e ultrapasso pelo menos vinte escaladores. Isto me enche de confiança e sigo adiante. Algo porém começa a me encomodar.

Minha barriga se comporta de maneira estranha e posso ouvir um monte de ruidos. Será medo? Emoção? Mas logo percebo que não. Que estou começando a ter uma diarréia. Será possível? Não, hoje não! De resto está tudo tão perfeito. A temperatura está ideal, a noite agora estrelada, nada de vento. Bom, nada a fazer. Continuo a subir ganhando metros com facilidade. Estou com 2 litros por minuto e com isso estou economizando oxigênio já que tenho 3 cilindros para usar durante a escalada e poderia estar com 3 litros por minuto. Após duas horas olho meu altimetro e estou a 8215 metros e comemoro meu novo recorde de altitude. Já estou 14 metros acima do Cho Oyu.

As horas vão passando e tenho duas preocupações, a minha barriga e os raios que iluminam o céu ao sul de tempos em tempos. Parece que vem dos vales muito abaixo de nós, mas mesmo assim constantemente olho nesta direção para ver se há alguma mudança. Já minha barriga está cada vez pior com cólicas muito fortes e frequentes.

Quando chego a 8400 metros não posso evitar mais. Me clipo a uma antiga corda fora da rota e efetuo a complicadíssima tarefa de evacuar a 30 graus negativos com um terço do oxigênio a nivel do mar e com várias camadas de roupas além da cadeirinha. Quase gelado retomo a subida e com felicidade vejo que ao chegar ao Balcony Victor e Greg ainda estão lá descansando. Retomamos a subida juntos.

Agora faltam apenas 350 metros e tenho a certeza absoluta de que nada me impedirá de chegar ao cume. São 2 da manhã e fiz um tempo ótimo até agora. Em apenas 5 horas subi 550 metros. Aumento o fluxo de oxigênio para 3 litros por minuto e sigo pela escuridão apeanas vislumbrando o que deve ser uma crista muito estreita. Dos dois lados vejo enormes precipícios que não sei mas imagino que são de milhares de metros, de um lado levando ao Vale do Silêncio e do outro ao Tibete.

As 3 da manhã tenho um grande congestionamento a minha frente. Avanço a passo de tartaruga, mas é impossível ultrapassar. Qualquer escorregão aqui sem estar preso a corda fixa sigifica morte. Finalmente quem estava segurando a fila se senta ao lado do caminho para descansar e consigo ultrapassar.

A minha frente tenho um trecho de rocha quase vertical que me deixa completamente sem fôlego. Já estou a 8650 metros. As 4 e meia da manhã olho para trás e vejo os primeiros sinais do amanhecer. Estou tão alto que o nascer do sol não está longe. As cólicas estão cada vez mais intensas. Sei que terei de parar novamente, mas tento adiar o mais possível.

Meia hora mais tarde acontece o espetáculo que estava esperando com tanta antecipação, o sol nasce e o Everest é refletido nos vales abaixo na forma de uma perfeita pirâmide. Dou um passo e paro para admirar este lindíssimo fenômeno que já havia presenciado em outras escaladas. As 6 da manhã chego ao South Summit. Estou a apenas 150 metros verticais do cume, mas as cólicas estão tão fortes que sou obrigado a parar mais uma vez. Talvez por causa da dor, talvez por causa da confusão mental desta altitude fico 10 minutos sem luvas e quando novamente me visto já não sinto nada nas mãos. Estão completamente adormecidas.

O Padawa, que estava um pouco atrás, vendo o que eu tinha feito grita comigo que eu não poderia ter ido ao banheiro alí. É muito perigoso, grita ele comigo. Mas, é muito tarde para repreensões. Tento reaquecer minhas mãos, mas por alguns minutos penso que é tarde demais. Porém, aos poucos o sangue comeca a voltar e a dor é quase insuportável. Estou ofegante por ter estado 10 minutos sem oxigênio e gelado. Padawa coloca o máximo fluxo de oxigênio, 6 litros por minuto, e aos poucos vou me aquecendo e recuperando o fôlego.

Passados 15 minutos recomeço a escalada, mas a minha frente está o Hilary Step, uma seção de rocha quase vertical com 10 metros de altura. Sou obrigado a tirar as mittens e colocar luvas mais finas para poder ter mais agilidade na rocha. Escalo, mas mais uma vez estou exausto e tenho que ficar alguns minutos parado para que minha repiração volte ao normal. Olho para cima e avisto o cume. Estou na foto que tantas milhares de vezes admirei nesses 20 anos que venho para a região do Everest.

A crista do cume com suas lindas curvas de gelo contrastando com o céu mais azul do mundo. Cheio de uma nova energia cruzo os poucos metros que me separam do cume. Lá esta Greg vindo em minha direção com seu generoso abraço, Marco sempre sério, mas de uma amizade constante, Rob com seu bonito sorriso e Victor me recebendo. Eles estão prontos para descer, só estavam esperando por mim. São 8 da manhã do dia 17 de maio de 2010 e eu estou no topo do mundo!

Tiro as tradicionais fotos, olho deslumbrado ao meu redor, pego algumas pedras do cume e antes mesmo que perceba já estou iniciando a longa descida. O tempo já está começando a mudar, uma fina nuvem de neve cobre o ar e a previsão é de ventos muito fortes a tarde.

Quero ficar mais tempo, quero sentar e observar tudo com calma, quero agradecer ao mundo, aos meus amigos, a Chomolungma a oportunidade de ter chegado aqui. Mas, não posso. A subida é apenas metade do caminho. Vou até o altar e deixo o cartão postal que o Lama Geshe me deu além de duas pequenas ilustrações das Taras, divindades femininas budistas que representam compaixão. Agradeço a Chomolungma pela permissão de ter chegado lá. Olho para o Nepal de um lado, para o Tibete do outro, viro as costas e inicio a longa e árdua jornada rumo ao campo base três quilômetros e meio verticais abaixo.

Mesmo com as duas paradas e com as fortes cólicas cheguei ao cume em menos de 11 horas e assim que começo a descer me deparo com uma enorme fila de escaladores ainda subindo. No Hilary Step tenho de ficar meia hora esperando por uma chance de descer. Desescalar estas partes de rocha íngrime cansado como estou é arriscado e tomo todo o cuidado para colocar cada pé.

No South Summit troco meu último cilindro de oxigênio e sigo a 4 litros por minuto. Calculo que terei o suficiente para chegar no campo 4. O céu está agora completamente nublado, mas o vento que havia sido previsto ainda não se manifestou. Perco altitude rapidamente e no Balcony reencontro meus amigos. Divido meu último meio litro de água com o Greg e o Marco. Assim como eles tenho uma bola na garganta e cada vez que engulo saliva é como se estivesse engolindo fogo. O pequeno gole de água não alivia, mas sei que em breve, muito em breve tudo terá acabado. Sigo em frente só pensando na barraca no campo 4.

A neve derreteu com o calor do sol e descer vira um suplício. A cada 10 passos escorrego e acabo sentado na neva fofa. Mesmo assim sigo montanha abaixo o mais rápido que a segurança permite. Ao meio dia me jogo dentro da barraca e assim deitado posso pela primeira vez me congratular pelo que atingi. Após muitos e muitos anos de sonhos cheguei ao topo do Everest. Sou o sétimo brasileiro a fazê-lo e o mais velho. Mas, isso é apenas estatística. Não escalo por números e sim por que amo as montanhas e por criar este tipo de ligação que criamos em nosso grupo nesses dois meses. Isto é o que realmente fica. No Cho Oyu foi assim e agora no Chomolungma também.

As próximas horas passam sem que eu perceba muito bem. A felicidade misturada com a exaustão faz com que eu me deixe ficar. Marco assume a tarefa de derreter gelo e preparar bebidas. O sol da tarde aquece a barraca e todo meu corpo pesa uma tonelada. Poderia ficar assim por dias. Mas, as 5 da tarde somos brutalmente tirados de nosso estado de relaxamento por uma chamada pelo rádio dizendo que dois dos membros da equipe do Kenton que nos últimos 3 dias tem nos acompanhado, Bonita, uma inglesa de 22 anos e Rick, um médico americano de 54 anos, dois dos mais rápidos escaladores estão ainda no Balcony.

As primeiras informações que chegam são muito confusas, mas aparentemente Bonita não consegue mais se locomover e está bastante incoerente. Em choque acompanhamos a comunicação por rádio entre eles, o seu guia Kenton e o campo base. Eu e Greg conversamos e mesmo com essas poucas informações decidimos que o melhor é tratar como edema cerebral causado por altitude e recomendamos injetar 8 mg de dexametazona. Do campo base vem a orientação de enviar cinco sherpas ao Balcony com garrafas de oxigênio e líquidos.

Assim como nós, os sherpas estão exaustos. São fortíssimos e naturalmente aclimatados, mas acabam de descer do topo do Everest que fizeram com uma só garrafa de oxigênio e carregaram outras duas para seus clientes (nós). Mas, heroicamente saem de suas barracas e voltam a subir a montanha. Levam também o kit de medicamentos de dia de cume do Greg para que eventualmente o Rick possa usar. As horas passam rapidamente sem que possamos nem pensar em dormir. Já estamos acordados há 40 horas, mas temos que começar a fazer preparativos para quando eles sejam trazidos para o campo.

O Greg e o Victor se preparam para sair ao encontro deles assim que tenham baixado um pouco mais. O frio está terrível e eles colocam tudo o que tem além de hand a feet warmers. Eu assumo a produção de água quente colocando os dois fogareiros a funcionar. Rob está com snow blindness, cegueira das neves, uma afecção temporária, mas muito dolorosa da córnea e não pode ajudar em nada. Envolvido em seu sleeping bag e com óculos escuros na barraca escura parece um velho de cem anos.

As duas da manhã Victor e Greg saem e só as 4 ficamos sabendo que as duas vítimas estão nas suas barraca e aparentemente em estado controlado. Não tem congelamento de extremidades e Bonita está coerente. Eles voltam para nossa barraca exaustos e eu continuo minha tarefa de preparar mais líquidos para hidratar a todos nós. Neste meio tempo porém, mais uma vítima aparece. 

Anita é uma húngara muito forte que já atingiu o cume do Everest no ano passado e agora está tentando sem oxigênio. Ela está na expedição do Henry Todd que está associada a nossa expedição também. A meio caminho do cume ela percebeu que não seria capaz de chegar sem oxigênio, mas nesta altura tinha gasto muito de suas reservas. Chegou ao cume e resolveu descer diretamente ao campo 2, mas a caminho começou a apresentar sintomas de HAPE, edema pulmonar de altitude. Por sorte estava acompanhada por Rob Casley, um dos guias do Henry Todd e médico.

Com o coração nas mãos acompanhei pelo rádio os sinais de piora progressiva. Mas, por sorte, também ela apresentou melhora quando chegou ao campo 2 embora tivesse de ser reagatada por helicóptero do campo base no dia seguinte.

O dia amanheceu sem que eu tivesse dormido um minuto sequer. Duas noites em claro, 1500 metros de escalada ao cume e 900 metros de descida ao campo 4. A felicidade de ter chegado ao cume do Everest se perdeu no meio de tudo isso.
 

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Sobre o autor

Manoel Morgado - Colunista

Manoel Morgado é médico de formação, mas trabalha como guia de montanha há 20 anos, atuando em vários países ao redor do mundo. Há 15 anos é montanhista, tendo como ápice de sua carreira a conquista do Everest e também a realização do projeto 7 cumes. Ele nasceu no Rio Grande do Sul, se criou em São Paulo e dede 1989 não tem casa.

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