Wayne Merry, conquistador do bigwall The Nose falece aos 88 anos

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Wayne Merry um dos conquistadores da famosa via de bigwall The Nose, faleceu essa semana aos 88 anos. A sua obra prima na escalada foi a conquista dessa via em Yosemite, no ano de 1958. Além de escalador ele também dedicou a sua vida como socorrista de montanha.

Wayne Merry escalando a The Nose.

Alguns materiais usados na conquista da via.

A abertura dessa linha foi um marco para época. Merry se juntou a Warren Harding e George Whitmore com o intuito de chegar ao topo do El Capitan. Eles levaram mais de 18 meses nesse projeto, escalando trecho a trecho e fixando cordas. De tempos em tempos eles desciam para descansar e retornavam a abertura da via de onde haviam parado. Eles usaram pitons e peças improvisadas como pedaços de pés de fogão.

A investida foi coroada com uma bela via de 870 metros de altura dividida em 31 enfiadas, graduada em VI 5.9 C2. Essa linha se tornou uma das mais famosas rotas de bigwall é procurada por escaladores do mundo todo. Leva se em torno de quatro a cinco dias para completá-la.

Um descanso durante a conquista.

Mas desde que foi conquistada, The Nose também atraiu diversos escaladores de elite em uma competição informal para escalá-la em tempo recorde . Em 1975, John Long, Jim Bridwell e Billy Westbay realizaram essa escalada em apenas um dia. Em 1993, Lynn Hill e, nos últimos anos, Dean Potter, Timmy O’Neill, Hans Florine, Yuji Hirayama, Alex e Thomas Huber bateram esse recorde. Atualmente o tempo mais rápido é de Tommy Caldwell e Alex Honnold que a escalaram em apenas 1 hora, 58 minutos e 7 segundos.

Além de deixar essa via como legado, Merry também ajudou dezenas de pessoas com os resgates e por fim mudou-se para o Canadá onde apoiou o desenvolvimento e o treinamento de serviços de assistência e resgate em áreas remotas do país.

Wayne Merry

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Sobre o autor

Maruza Silvério

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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