A viagem da dupla de montanhistas mineiros trás a tona que os meios de transportes convencionais não foram feitos para nós montanhistas.
Para começar, é impossivel, em qualquer viagem para escalar, seja ela em rocha ou gelo, carregar o limite de peso exigido pelas companhias aéreas. Nenhuma mochila com um equipo mínimo para uma expedição consegue ter apenas 20 Kg.
Este foi um dos problemas de Delvaux e Maduro. Para poderem pagar uma multa menor pelo excesso de peso, que em sua companhia era de 56 dólares por quilo(!), eles tiveram que vestir as botas duplas e a roupa de pluma em pleno verão europeu e também em Doha no Qatar, locais onde estiveram de trânsito, provocando estranhamento e gargalhadas dos outros passageiros. Isso sem falar na tralha que tiveram que carregar como bagagem de mão, pois não coube nas mochilas que foram despachadas no compartimento de carga.
Chegando em Kathmandu, a mochila de Welerson Maduro desapareceu da esteira. Ao investigar o tal sumiço, a dupla descobriu que ela havia sido levada pelos agentes da vigilância sanitária, que estavam desconfiados que eles carregavam produtos de origem animal, pois o cheiro da mochila evidenciava algo putreo lá dentro. Não era nenhum queijo ou carne estragada. Era simplesmente o fedor do saco de dormir do Welerson.
Liberados, a dupla mineira agora tem que descobrir um lavanderia que limpe sacos de dormir em Kathmandu.
Marcelo e Welerson estão indo para o Cho Oyo de maneira totalmente independente. Eles estão atualizando suas experiencia no Blog: Expedição Minas-Himalaya.