
Parede sul Aconcagua – Autor: Hilton Benke
O andinista, identificado apenas pelas iniciais K. B., integrava uma expedição acompanhada por um guia autorizado quando passou mal de forma repentina próximo ao cume, a mais de 6.800 metros de altitude. O cume do Aconcágua possui 6.961 metros, o que indica que o montanhista estava a cerca de 150 metros verticais do cume no momento do colapso.
Tentativas de reanimação sem sucesso
Segundo informações das autoridades do Parque Provincial Aconcágua, o guia acionou imediatamente o serviço médico ao perceber que seu cliente havia desmaiado. Equipes de resgate e profissionais de saúde chegaram ao local ainda durante a tarde de domingo e iniciaram manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP).
Apesar dos esforços, o montanhista não respondeu aos procedimentos. A morte foi oficialmente constatada por volta das 14h, quando os médicos decidiram interromper as tentativas de reanimação por ausência total de sinais vitais.
Resgate condicionado ao clima
Equipes da Patrulha de Resgate e do corpo de guarda parques foram deslocadas até a área com apoio de helicóptero. A recuperação do corpo, no entanto, depende diretamente das condições meteorológicas, que costumam mudar rapidamente em grandes altitudes. A Justiça provincial de Mendoza assumiu o caso, mas reforçou que qualquer operação de retirada será feita apenas quando houver segurança operacional.
Temporada começa com alerta

Helicóptero de resgate no Aconcagua – Foto de Hilton Benke
De acordo com o Ministério de Segurança da província de Mendoza, esta é a primeira morte da temporada, que começou oficialmente em 1º de novembro e segue até meados de fevereiro. Em temporadas anteriores, o Aconcagua chegou a registrar números bem mais elevados, com até uma dezena de mortes em um único ciclo.
No último ano, mais de 55 mil pessoas visitaram a montanha, com 190 operações de resgate e duas mortes registradas ao longo de toda a temporada. As autoridades reforçam que, nos últimos anos, houve um aumento nos controles médicos e na fiscalização do nível de experiência dos montanhistas, justamente para reduzir ocorrências graves em altitude extrema.
Alta montanha não perdoa
O caso reforça uma realidade conhecida por quem frequenta ambientes de altitude extrema: acima dos 6.000 metros, o corpo humano opera no limite. Mesmo montanhistas experientes, acompanhados por guias e bem aclimatados, estão sujeitos a colapsos súbitos provocados por hipóxia, edema cerebral ou edema pulmonar de altitude.
No Aconcagua, cada metro final rumo ao cume cobra um preço físico alto — e, às vezes, fatal.












