Buscas por jovem desaparecido no Pico Paraná entram no segundo dia

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As buscas por um jovem de 19 anos desaparecido no Pico Paraná, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, entraram no segundo dia. Roberto Farias Thomaz desapareceu em 01/01, após passar a noite de réveillon na montanha acompanhado de uma amiga.

Roberto na trilha do Pico Paraná. Foto: Divulgação.

De acordo com as primeiras informações, os dois se separaram durante a descida, nas proximidades do acampamento A2. Roberto não tinha experiência em montanhismo e não possuía equipamentos adequados para passar a noite na montanha. A amiga relatou ainda que ele apresentava sinais de mal-estar e estava debilitado no momento da separação. Ela relatou ainda que Roberto não conseguiu acompanhar o ritmo do grupo e por isso ela havia o deixado para trás, mas que levou consigo os pertences dele, incluindo seu celular. Após perder o contato com o jovem, ela desceu até a base da montanha para pedir ajuda.

Segundo o capitão Dumas, do Corpo de Bombeiros do Paraná, responsável pela operação, as buscas tiveram início ainda no fim da tarde de 01/01. No segundo dia de operação, mais de 20 bombeiros atuam na região, com o apoio do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST), especializado em buscas e resgates em áreas remotas. Montanhistas voluntários também participam da ação, e uma aeronave equipada com câmera termal sobrevoa os vales da região na tentativa de localizar o jovem.

Pico Paraná, a montanha mais alta do Sul do Brasil. Foto: Rubens Nemitz Jr / Wikimedia Commons

Uma das principais preocupações das equipes de busca é o fato de a região do chamado “ponto zero”, onde Roberto foi visto pela última vez, apresentar diversos “perdidos”, trilhas secundárias que levam ao erro de navegação, além de trechos íngremes e de difícil acesso.

Casos semelhantes já foram registrados na área. Em 2021, um jovem ficou desaparecido por seis dias após errar uma trilha na mesma região. Já nos últimos meses de 2024, duas buscas foram registradas na região; Em dezembro, dois amigos se perderam no Ferraria, uma montanha vizinha ao Pico Paraná e precisaram passar a noite na mata. Em novembro, outros dois amigos se perderam durante uma travessia entre o Caratuva e o Ferraria, na mesma região. Em todos os casos, as vítimas foram encontradas com vida.

A caminhada até o Pico Paraná é considerada de nível difícil e exige experiência prévia em montanhismo, bom preparo físico e o uso de equipamentos adequados. Os Bombeiros orientam que quem pretende realizar essa aventura estude previamente a região e as trilhas, tenha o trajeto salvo em um celular com bateria carregada ou em um aparelho de GPS, leve quantidade suficiente de água e alimentos, utilize roupas adequadas às condições da montanha e evite realizar a atividade sozinho.

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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