Caminho onde Roberto se perdeu é fechado por corredores de montanha

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O caminho utilizado pelo jovem Roberto Farias Thomaz, de 19 anos, antes de se perder na região do Pico Paraná, foi fechado em uma ação conjunta realizada pelos corredores de montanha Gilberto Bandeira e Dani Davanso, em parceria com o Instituto Água e Terra (IAT).

Contenção feita para que os visitantes não entrem no local. Foto: Gilberto Bandeira

Grande conhecedor das trilhas na região, Gilberto Bandeira, que também participou das buscas pelo jovem, relatou em suas redes sociais que esta foi a quarta vez que esteve no Pico Paraná, a maior montanha da região Sul do Brasil, somente esse ano. Desta vez, no entanto, o objetivo foi diferente: instalar uma contenção com cordas na entrada de uma trilha equivocada, que não leva a nenhum destino seguro.

Além das cordas entrelaçadas, formando uma barreira física, também foi instalada uma placa indicando que o local é uma “área em recuperação”, reforçando a orientação para que o público não acesse o trecho. As cordas utilizadas na ação foram doadas pela Via Alta Montanha, ginásio de escalada indoor localizado no bairro Mercês, em Curitiba.

O corredor levando o material para ser instalado no local. Foto: @bandpenta

Aproveitando a investida, os corredores também reforçaram as marcações da trilha principal, utilizando fitas para indicar o caminho correto aos visitantes, e realizaram a limpeza do A2, um dos pontos de acampamento da região que sofre com o acúmulo de lixo.

“Hoje foi uma atividade diferente. Levamos as cordas lá para isolar uma área de risco e colocamos uma plaquinha lá. O que era uma missão se tornou duas. Acabei trazendo o lixinho que estava lá no A2. Vamos colaborar do jeito que a gente pode” disse Bandeira em vídeo publicado em suas redes sociais após retornar da montanha.

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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