Censo Montanhismo 2025 convida praticantes de atividades em montanha a participar de levantamento nacional

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Está aberto o Censo Montanhismo 2025 (CEMON), um projeto voluntário e colaborativo que busca identificar o perfil da comunidade de montanhistas e de pessoas que praticam atividades em ambientes de montanha no Brasil. A iniciativa tem como objetivo compreender quem são esses praticantes, como se relacionam com o ambiente natural e quais são seus hábitos, percepções e desafios.

Montanhistas assistindo ao Pôr do Sol na travessia Petropólis x Teresópolis. Foto: Jéssica Moura

O questionário aborda cinco eixos principais: o perfil dos participantes; as atividades praticadas e seus desdobramentos específicos; o nível de engajamento com o montanhismo; a percepção sobre infraestrutura e segurança; e o perfil de consumo e comportamento em áreas naturais. Nesta edição, além das atividades tradicionais de caminhada e escalada, o censo também amplia o olhar para modalidades como mountain bike e corrida de montanha.

Esta é a segunda edição do projeto. A primeira versão do Censo Montanhismo foi lançada em 2020 e seus resultados estão disponíveis ao público. A nova edição busca atualizar os dados e aprofundar a compreensão sobre a diversidade de práticas em um país marcado por diferentes relevos e paisagens.

Montanhistas a caminho do pernoite no Pico dos Marins. Foto: Kayna Moreira

De acordo com a organização, todas as respostas são anônimas. O CEMON não coleta endereços de e-mail, e o Google Forms utilizado na pesquisa não registra o IP dos participantes, garantindo que não haja identificação direta ou indireta dos respondentes. Os dados serão utilizados exclusivamente para fins estatísticos.

O resultado final do Censo Montanhismo 2025 será apresentado em um relatório consolidado, que poderá ser acompanhado por meio do perfil oficial do projeto no Instagram, @censo_montanhismo.

Segundo os idealizadores, mais do que discutir conceitos, o censo busca responder a perguntas essenciais para o futuro das atividades ao ar livre no país: quem somos, quantos somos e como praticamos o montanhismo e esportes afins. A participação da comunidade é considerada fundamental para que os dados reflitam a realidade brasileira.

O projeto é idealizado por Giselle Saraiva de Melo (@gisamelo100), voluntária no montanhismo organizado, membro do Comitê Gestor da Trilha Transespinhaço e atual Diretora Financeira da Associação Cultural e Esportiva de Escalada de Minas Gerais (ACEC-MG).

O questionário do Censo Montanhismo 2025 está disponível online e pode ser respondido por qualquer pessoa que pratique atividades em ambientes de montanha.

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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