Cordilheira Branca, no Peru, é fechada até março

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O Parque Nacional Huascarán suspendeu as atividades turísticas de alta altitude em todos os picos nevados da região até o mês de março. A decisão foi motivada pelo recuo acelerado das geleiras e pelas condições climáticas adversas, que aumentaram significativamente o risco para os visitantes.

Escalada no Huascarán, montanha que dá nome ao parque. Foto: Pedro Hauck

 

Localizada nos Andes peruanos, a Cordilheira Branca é um dos destinos mais procurados por montanhistas de todo o mundo em busca de grandes desafios em altitude. Além das montanhas elevadas, a região abriga importantes ícones da escalada técnica. No entanto, o local vem sendo severamente impactado pelas mudanças climáticas, o que levou as autoridades do Parque Nacional Huascarán a suspender todas as atividades turísticas de alta altitude até o dia 31 de março. A medida afeta diretamente operadoras de turismo, moradores da região e praticantes de montanhismo.

Em comunicado oficial, o parque informou que a decisão se baseia em relatórios do Instituto Nacional de Pesquisa de Geleiras e Ecossistemas de Montanha (INAIGEM). Os documentos alertam para o recuo acelerado das geleiras, que tem provocado o surgimento de fendas, cavernas de gelo e a formação de lagos glaciais. O órgão também destacou os impactos das atividades de escalada sobre a conservação ambiental.

A região é reconhecida pelos seus glaciares. Foto: Pedro Hauck

“Esta medida visa proteger a segurança dos visitantes e contribuir para a conservação de ecossistemas de montanha de alta qualidade, em conformidade com o Regulamento de Uso Turístico em Áreas Naturais Protegidas”, diz o comunicado.

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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