Iraniano e guia nepalês alcançam o cume do Makalu em rara ascensão de inverno

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Em uma temporada de inverno marcada por poucas expedições aos picos de oito mil metros, o iraniano Abolfazl Gozali e o guia nepalês Sanu Sherpa alcançaram o cume do Makalu, em 14/01. Esta é a segunda ascensão invernal registrada na montanha, segundo dados do Himalayan Database. Até então, apenas Simone Moro e Denis Urubko haviam atingido o cume nessas condições, em 2003.

Makalu visto do acampamento base. Foto: Sergey Pashko / Wikimédia Commons

Além de Abolfazl Gozali,  a alpinista indiana Piyali Basak também estava na equipe era liderada por Sanu Sherpa que contou também com o auxilio de outros cinco Sherpas.

Há três dias, o grupo alcançou o Campo 3, localizado a aproximadamente 7.400 metros de altitude. O plano inicial previa o retorno ao acampamento base para aguardar uma janela de bom tempo. No entanto, como não havia uma previsão favorável por um período prolongado, a equipe optou por alterar a estratégia e seguir diretamente para o ataque ao cume.

De acordo com as redes sociais da agência Makalu Adventure, Sanu Sherpa e Abolfazl Gozali foram os primeiros a alcançar o cume. O montanhista iraniano utilizou oxigênio suplementar, enquanto ainda não há confirmação se o guia nepalês fez uso do recurso, contrariando sua intenção inicial de escalar sem oxigênio. A agência também informou que Piyali Basak passou mal e precisou descer a partir do Campo 3.

Outras fontes, no entanto, indicam que uma segunda equipe teria alcançado o cume algumas horas depois, possivelmente composta por dois sherpas da mesma expedição.

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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