O número de praticantes de montanhismo nas principais unidades de conservação do Paraná que abrigam montanhas importantes do Estado, quase dobrou nos últimos cinco anos. Um levantamento recente, divulgado pelo Instituto Água e Terra (IAT), aponta que os parques estaduais com montanhas administrados pelo órgão registraram aumento de 93,7% no fluxo de visitantes entre 2021 e 2025.
Os dados consideram três áreas tradicionais para a prática do montanhismo no estado: o Parque Estadual Pico do Marumbi, o Parque Estadual Pico Paraná e o Parque Estadual Serra da Baitaca, destinos clássicos do montanhismo paranaense. Juntas, essas unidades passaram de 63.423 visitantes em 2021 para 122.847 em 2025.
O maior crescimento foi registrado no Parque Estadual Serra da Baitaca, que mais do que dobrou o número de frequentadores no período. Este é o Parque mais próximo a cidade de Curitiba e que abriga montanhas mais acessíveis como o Anhangava e o Pão de Loth. O local passou de 42.208 visitantes em 2021 para 88.209 em 2025, representando um aumento de 109%.
No Parque Estadual Pico Paraná, onde está localizado o ponto culminante da região Sul do Brasil, o número de visitantes subiu de 8.304 para 15.056 no mesmo período, crescimento de 81,3%. Já o Parque Estadual Pico do Marumbi registrou aumento de 12.911 para 19.582 visitantes, alta de 51,7%.
Considerado o berço do montanhismo brasileiro, o Paraná possui uma longa tradição na prática do esporte, com trilhas e montanhas que atraem tanto iniciantes quanto montanhistas experientes.
Com o aumento da procura, os gestores das unidades reforçam a importância de medidas de segurança e planejamento por parte dos visitantes. Entre as recomendações estão o preenchimento do cadastro de entrada e saída nos parques, informando contatos de emergência, dados de saúde, experiência em ambientes de montanha e equipamentos de segurança.
Também é orientado que os visitantes evitem realizar trilhas sozinhos, utilizem vestimentas e equipamentos adequadas, levem água e alimentação suficientes e, principalmente para quem não conhece o percurso, considerem a contratação de guias ou condutores especializados.
Segundo o gerente das unidades de conservação do IAT, Jean Alex dos Santos, a orientação preventiva é fundamental para reduzir riscos. “Quando os visitantes são informados dos riscos logo na entrada, eles fazem a trilha com uma atenção redobrada, algo que diminui a chance de incidentes”, afirma.














