Após uma noite mal dormida, desperto às 6 da manhã. Nem a quantidade de roupas vestidas, tampouco o saco de dormir, foram suficientes pra me aquecer satisfatoriamente. Neste tipo de clima, tem de ser um de 10º C e o meu é de -5º C.
Após uma noite mal dormida, desperto às 6 da manhã. Nem a quantidade de roupas vestidas, tampouco o saco de dormir, foram suficientes pra me aquecer satisfatoriamente. Neste tipo de clima, tem de ser um de 10º C e o meu é de -5º C.
Hoje, dia 18 de Janeiro de 2010, faz 10 anos que eu e meu amigo Maximo Kausch saímos de casa com uma mochila nas costas e retornamos somente 5 meses mais tarde, percorrendo 10 mil Km de carona pela Patagônia e escalando várias montanhas com apenas 800 dólares no bolso, numa época em que a Argentina era dolarizada…
O principal idealizador do Projeto Pró Escalar, que montou a primeira seleção de Escalada Juvenil, para competir em um Mundial, fala dos motivos que o levou a fazer o projeto. Sobre o cenário da escalada de competição e como o investimento nos jovens pode transformar a escalada, melhorar a vida das pessoas e ainda renovar o esporte e aquecer o mercado da Escalada no Brasil.
Às 5 a lua reflete, pela metade, seu brilho branco no azul esmaecido do céu. Como não está frio, visto apenas um moleton de fleece pra ir ao banheiro.
Patricia Mattos junto com Luís Alves, são os responsáveis pela realização de campeonatos de Escalada no Estado do Rio de Janeiro. Recentemente eles divulgaram, em nota oficial, um comunicado que o ranking Fluminense poderia não ocorrer em 2010 se até Março a FEMERJ não conseguisse viabilizar patrocínios. O colunista do AltaMontanha, Luciano Fernandes, entrevistou Patricia, onde ela fala da dificuldade de organizar e a importância que as competições têm para a escalada.
A CBME está oferecendo um curso para certificar e qualificar Route Setters que trabalhem em competições no Brasil. O curso é voltado para o aperfeiçoamento e adequação às normas e regras oficiais da IFSC. Veja o comunicado oficial de Luis Cesar, coordenador de competição da CBME.
O acampamento está sendo desmontado. Os porters atarefados arrumam suas cargas enquanto Ali os observa pitando um cigarro acocorado. Uma mula também integra nossa expedição. Carrega querosene, fogões e sacos de 20 kg de farinha. Devemos partir, segundo meus cálculos, às 07:15, o que de fato ocorre.
1.877,33 metros. Esta é a altura precisa e oficial do ponto culminante da região sul do Brasil, o majestoso Pico Paraná. Isso de acordo com as medições feita pela parafernália científica e tecnológica da nossa época. Essa altura muda sempre a cada nova medição, e para menos, lamentavelmente. Nossa esperança é que as novas atualizações acabem mexendo apenas na casa dos centímetros, ou milímetros quem sabe.
Era a quarta vez que eu seguia para esse vizinho do pico Paraná, um imenso bloco rochoso que compõe uma das maiores paredes de escala do Brasil. O inicio da descida é relativamente íngreme, e exige um pouco de cuidado pra não torcer um tornozelo ou se esfolar. O fim da descida é o União, o qual se cruza rapidamente, e então um pouco mais de subida, e chega-se ao Ibitirati. Já de cara fiquei buscando por uma provável saída a direita, onde começaríamos a trilha no dia seguinte. Como todo mato era igual, sair do topo seria o mais obvio, mas isso era algo a se estudar pra frente ainda. Agora, tínhamos que encontrar locais bons para armar barracas, o que é meio difícil numa rocha sólida e maciça. Mas pra minha surpresa encontrei um rapidamente, encostado na trilha do lado esquerdo.
O córrego não apresentava nada de atípico, era muito belo e a água fresca e deliciosa. Porém ele nos reservava uma surpresa mais à frente. A descida por ele era cada vez mais inclinada, e mais à frente, para nossa surpresa, um novo rapel de fez necessário. Este com certeza poderia ter sido evitado se procurássemos uma passagem pela margem, mas a pressa falou mais alto, e o sol estava baixo já. Decidimos então pelo que era mais rápido, no caso, o rapel. Íamos agora descer por uma cachoeira seca. Se o rio estivesse no seu volume normal, jamais seria possível descer por ali. A ordem de descida foi mantida, eu primeiro, depois Paulo e por fim o Sexta. Restava pouco tempo de luz para nós neste dia, e dentro da mata, já estava bem escuro.