Votação do Prêmio Mosquetão de Ouro 2025 é aberta ao público

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Começou a votação popular do Prêmio Mosquetão de Ouro, promovido pela Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada (CBME). Montanhistas e entusiastas de todo o país têm até o dia 08 de abril, às 22h, para escolher seus preferidos dentro das oito categorias da premiação.

Mosquetão de Ouro

A premiação acontece todos os anos. Foto: Divulgação

Realizado anualmente, o prêmio reconhece ações e conquistas relevantes nas montanhas ao longo do ano anterior. Ou seja, esse ano concorrem realizações feitas em 2025. Estão na disputa feitos protagonizados por 26 montanhistas, além de três iniciativas coletivas e três homenagens na categoria Memória Póstuma.

Confira os concorrentes da votação:

Na categoria Montanhismo, Jeff Santos comcorre por completar a Tríplice Coroa do Trekking nos Estados Unidos. A argentina Julieta Santamaria realizou de forma autônoma o Caminho da Mata Atlântica, ao longo da costa brasileira. Já Luiz Aragão e Rannier Barata concluíram a expedição-teste da Trilha Transmantiqueira.

Na Escalada, Ben Sotero aparece com duas indicações: a primeira delas por suas ascensões na Pedra da Fortaleza e por integrar o seleto grupo de brasileiros que já alcançaram o cume do Cerro Torre. Ele também concorre ao lado de Chris Deuto, André “Zoio” Junior e Daniel Teitelbaum pela primeira ascensão em livre da via “A Resistência”. Outra indicação é da equipe formada por Edemilson (Ed) Padilha, Valdesir Machado, Willian Lacerda e Elcio Muliki, responsável pela abertura da via “Folia do Divino”, na Pedra Riscada.

Em Altas Montanhas, Pedro Hauck concorre por ter realizado ascensões em dez países diferentes e em mais de 20 montanhas, incluindo escaladas técnicas no Quitaraju e Alpamayo, além de completar todos os picos acima de 6 mil metros na região de Catamarca (Argentina). Wellington Miranda concorre pela ascensão de dois cumes de 6 mil metros em um único dia, o Ermitaño (6.145m) e o Peña Blanca (6.081m), enquanto Tiago Toricelli é indicado pela escalada do Lhotse, no Nepal, em uma temporada desafiadora onde pouco brasileiros chegaram a cumes de 8 mil metros.

Na Escalada Esportiva, Felipe Camargo concorre pela ascensão da via “Abaporu” 13a brasileiro (9b francês), considerada a mais difícil da América do Sul. Ian Padilha entra no páreo pela escalada da via “Terceiro Elemento”, atingindo o grau 11a brasileiro (8c francês). Já Mônica Pranzl se destaca por encadenar a via “Barra Pesada” (Xa), aos 54 anos, reforçando sua longevidade e domínio no esporte.

A premiação do Mosquetão de Ouro ocorre todos os anos desde 2015.

A categoria Montanhismo e Sociedade reúne iniciativas que fortalecem a comunidade. Entre elas estão a abertura de um novo setor de escalada no Morro do 7, na Serra do Mar Paranaense, liderada por Ednilson Feola “Caniggia” , Giancarlo Castanharo “Cover”, Gustavo Castanharo “Tavinho”, Maicon Kaeber e Wilson Rulka Ceslak; Também está concorrendo o trabalho do montanhista Lucas Sato na formação de novos escaladores e compartilhamento de conhecimento técnico de forma clara, acessível e gratuita; Além das contribuições de Seu Dimas e Dona Maria Elza, que são proprietários de uma área que dá acesso a Pedra da Divisa e mantem o acesso ao local aberto além de receberem os escaladores com muita simpatia e oferecer opção de hospedagem para facilitar a prática do esporte.

Já em Montanhismo e Ação Local, concorrem projetos voltados à inclusão e desenvolvimento. A Associação Escalar, criada por André Berezoski, em São Bento do Sapucaí/SP, promove o acesso ao esporte para jovens de baixa renda; Já a Câmara Temática de Montanhismo e Ecoturismo (CTME) atua há 20 anos no Parque Nacional do Itatiaia contribuindo para a gestão e o montanhismo na região de forma voluntária; e o projeto Inclusão e Aventura, que possibilita experiências ao ar livre para pessoas com deficiência por meio de equipamentos adaptados.

Vida na Montanha é uma categoria que homenageia personagens que dedicaram suas vidas a montanha e ao montanhismo. Nela concorre esse ano: Antonio Paulo Faria, Makoto Ishibe e Tonico Magalhães que são referências fundamentais do montanhismo brasileiro. Antonio Paulo se destaca por unir prática de alto nível à produção intelectual sobre o esporte; Makoto Ishibe marcou história com ascensões pioneiras na Patagônia e grandes conquistas no Brasil; e Tonico Magalhães é reconhecido por sua contribuição na abertura de vias e pelo estilo ético e técnico que influenciou gerações de escaladores.

Já Edson Vandeira, Mozart Catão e Werner Edvino Wiermes (Tarzan) estão na categoria Memória Póstuma e são homenageados por suas trajetórias marcantes no montanhismo. Edson se destacou como montanhista e fotógrafo em expedições pelo mundo; Mozart Catão foi um pioneiro brasileiro, com feitos históricos como a conquista do Everest; e Tarzan do Marumbi tornou-se uma figura lendária pela sua vida dedicada às montanhas e conexão única com a natureza.

Para participar, basta acessar o site da CBME, conferir os detalhes das indicações e votar nos seus favoritos.

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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