Black Diamond, o surgimento de uma grande marca

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Começo da fábrica no quintal de casa nos anos 1950

Uma das marcas mais famosas entre escaladores, montanhistas e esquiadores da atualidade, a Black Diamond, completará 30 anos no final de 2019. Mas a sua história começou muito antes com o espírito empreendedor do seu fundador Yvon Chouinard, nos anos 1950 nos Estados Unidos.

Chouinard era escalador e sentia a necessidade de aprimorar os seus equipamentos para aumentar a segurança em suas atividades outdoor. O esporte ainda estava em desenvolvimento e não havia variedade de equipamentos. Em 1957, Chouinard foi a um ferro-velho e comprou uma forja a carvão usada, uma bigorna de 138 libras, algumas ferramentas e martelos e começou a trabalhar como ferreiro. Ele idealizou um píton que poderia ser reutilizado e testou na Face Norte da Sentinel Rock em Yosemite, uma parede pouco escalada até então.

O empreendedor Chouinard realizando os seus primeiros negócios.

Os amigos gostaram da ideia e começaram a fazer encomendas de pítons de ferro e aço. Logo ele estava fabricando esses equipamentos na garagem da casa dos seus pais em Burbank e vendendo no porta-malas de seu carro durante as viagens que fazia para se aventurar nas paredes de rocha ou surfando. O lucro não era o seu principal objetivo, Chouinard, tinha uma vida desapegada e por vezes sobrevivia com latas de atum amassadas que comprava abaixo do preço, aveia e batata.

Então, em 1965, ele fez uma parceria com Tom Frost, um engenheiro aeronáutico e também alpinista, e começaram a aprimorar os itens fabricados. Investiram em máquinas e matrizes para aprimoraram as ferramentas de escalada e torná-las mais fortes, mais leves, simples e funcionais.

Foi então que a escalada esportiva se popularizou nos EUA, mas o que poderia ser um bom sinal para o negócio dos escaladores, se tornou um problema. Pois, as peças produzidas por Chouinard, danificavam a rocha com a repetição dessas rotas. Esse problema ambiental fez com que os dois pensassem em desenvolver peças que não precisassem ser marteladas e sacadas da rocha.

Nos anos 70, eles laçaram um catálogo com esses novos produtos onde defendiam a escalada limpa como escreveu Doug Robinson: “Limpa, porque a rocha permanece inalterada pelo escalador que passa. Limpa, porque nada é martelado na rocha e depois martelado, deixando a rocha com cicatrizes e a experiência do próximo alpinista menos natural”. E as vendas explodiram, e chegaram ao ponto em que não conseguiam entregar as encomendas.

Em 1989, Chouinard  encerrou as atividades após varias crises. E seus funcionários decidiram reerguer a marca com um novo nome, a Black Diamond. Hoje a marca é um case de superação e sucesso conhecida em todo o ramo. A marca fabrica equipamentos de ponta que fornecem mais segurança as atividades outdoor.

Mas a Chouinard manteve os seus valores culturais tanto nos anos de crescimento como nos anos de crise e passou esses valores para os seus sucessores. A marca Black Diamond mantém a cultura de proporcionar o bem estar aos seus funcionários e incentiva que eles pratiquem as atividades outdoor como escalada e surfe, como conta Chouinard no seu livro “deixe meu povo surfar”.

Entre os principais equipamentos da marca estão as cadeirinhas, capacetes e sapatilhas para uso individual, proteções móveis e expressas para escalada em rocha. Piolets para a neve entre uma infinidades de produtos e acessórios para a pratica de escalada, montanhismo e esqui.

Equipamentos de gelo e rocha.

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Sobre o autor

Maruza Silvério

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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