Carretera Austral: Do Camping Las Torres del Simpson à Coyhaique

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Acompanhe os relatos de Aline Souza em sua cicloviagem pela Carretera Austral desde o começo:

Carretera Austral de Bike

Dia 12 – 03/01/2019

 

  • Trajeto: do Camping Las Torres del Simpson à Coyhaique
  • Distância: 42km
  • Acumulado de subidas:
  • Acumulado de descidas:
  • Terreno: asfalto

Depois do longo percurso de ontem, hoje todos dormiram até mais tarde. Acordei, fiquei no celular por um tempo … e nada dos meninos se mexerem. Me ajeitei e desci, eram umas 9h.

Embaixo o estavam tomando um Mate, entrei na roda. Logo os meninos desceram.

Fiz café passado, um dos carinhos que me faço dia após dia. Valeu muito a pena três trazido café do Brasil. Junto do café, comi o tal panetone que o Julien não cansa de comprar (diferente do brasileiro, o daqui é super pesado, cai como uma pedra no estômago, da para pedalar 20km/fatia rss).

Ficamos de papo e fomos ajeitando as coisas aos poucos. Fui a mais demorada, pra variar. Tive que colocar minhas bolsas que havia tirado por conta do furo do pneu.

Saímos do Camping as 11:30, super tarde. Não me preocupei, havíamos decidido ficar em Coyhaique, então teríamos menos de 50km para fazer no dia. Eu preferia seguir um pouco mais, mas Julien queria ir ao banco e fazer algumas outras coisas na cidade, aparentemente também queria descansar. Topei. Pedalar em grupo tem disso, abrimos mão das nossas vontades pelo bem comum.

Mesmo tendo chovido bastante a noite, quando saímos do Camping, estava apenas nublado e lindo. Aquelas montanhas que nos encantaram no dia anterior continuavam ali encantando nossos olhos.

Logo nos primeiros km uma cachoeira para ser apreciada da estrada. Adoro.

A caminho foi se desenvolvendo sem muita dificuldade. Estávamos animados e eu seguia puxando o grupo. Passamos pelos ciclistas franceses que estavam no nosso camping. Por algum tempo pedalamos juntos, 8 cicloturistas enfileirados.

Logo o sol apareceu e o céu ficou azul novamente, é muito bom, todos ficam muito animados.

O povo seguia querendo pedalar rápido, não posso falar nada, no começo era eu quem estava pilhando. Eu até poderia seguir junto, me sentia bem, mas o dia estava tão lindo, tínhamos pouco mais de 40km para cumprir, e eu queria aproveitar cada momento. Então, coloquei o pé no freio.

Os meninos me esperaram algumas vezes, acho que ficaram um pouco incomodados com minha lerdeza. Tentei explicar, não sei se entenderam.

Começamos a ter vento a favor. Bike ia que ia. Em uma das boas subidas foi até engraçado, o vento era tão forte que nos empurrava morro acima, fiquei rindo sozinha, com dificuldade de acreditar no que estava acontecendo.

No topo de uma subida mais longa conhecemos um dinamarquês, ficamos de papo por um tempo. Muita gente que encontramos na Carretera, maioria europeus, vem viajando a muito tempo, meses, pensa na experiência maravilhosa.

No ponto mais alto do dia, como recompensa, um mirante com uma vista da linda Coyhaique.

Chegamos na cidade por volta das 15h. Já havíamos escolhido o hostel e nos dirigimos até ele. Estava vazio, só pra nós. Ajeitei minhas coisas, tomei banho e, assim como todos, pedi para lavar todas as minhas roupas. A situação não estava ruim, mas depois de 12 dias lavando roupa no banheiro, sair com roupas bem limpinhas certamente será bem agradável.

Eu e Julien fomos passear na cidade. Fui de shorts, camiseta e anorak, o que me sobrou. Estava quente, mas por conta do ventinho o anorak era importante.

Estávamos morrendo de fome, para variar. Comemos empanada, entramos numas lojas de artigos esportivos (tudo caríssimo) e, antes de voltar ao hostel, tomamos sorvete artesanal.

Passamos num mercado grande, a 1 quadra do hostel, para fazer algumas compras. Já havia ficado um pouco atordoada na cidade, com tanta gente, carros, semáforos, no mercado atordoei de vez, pensa no movimento, filas …

Comprei algumas coisas úteis e difíceis de encontrar nas pequenas vilas e também alguns agradinhos.

A noite no hostel cozinhei quinoa com brócolis.

Combinei com o Julien de sairmos cedo no dia seguinte, já que temos intenção de fazer um trajeto mais longo.

Pancinha cheia, bora dormir.

CONTINUA…

Carretera Austral: de Coyhaique à Villa Cerro Castilho

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Sobre o autor

Aline Elétrica

Aline Souza, mais conhecida como Aline Elétrica por ser engenheira elétrica é uma multi atleta de Florianópolis - SC. Ela pratica corridas de aventura, trekking, ciclo turismo e escalada em rocha. Siga ela no Instagram @alineeletrica

4 Comentários

  1. Avatar

    Aline, que prazer encontrar este seu relato de viagem pela Carretera Austral. Já fiz de moto em 2015 e durante o caminho me apaixonei pela ideia de fazer de bicicleta. Tenho quase tudo pronto, tenho treinado, mas, ainda não sei que época do ano seria melhor. Quando fui de moto era março e tinha muuuito vento….mesmo para moto. Pensei que, talvez, se possa ir na primavera, que ainda é frio, mas, tem menos vento. Aceito sugestões.
    A princípio, vou sozinho, mas, não descarto viajar com outro(s) cicloturista(s). Se houver algum candidato, podemos falar. Apenas, não sou um grande atleta e a parceria teria de ser tranquila.
    Grande abraço para vc e parabéns pela viagem e por motivar outras pessoas a saírem por este mundo a fora.

    • Avatar

      Oi Paulo, tudo bom? Que legal que fez a carretera de moto e pretende fazer de bike. Eu fiquei pensando em como seria lindo fazer com um carro preparado em que pudesse parar em qualquer lugar, dormir e acordar com uma vista linda, mesmo com certo conforto. No meu entendimento o verão é a melhor época para ir, por conta do frio. Já sofri nesse período imagina com temperaturas negativas. Se quiser conversar me escreva no instagram (@alineeletrica) ou email ([email protected]). Abraçao

  2. Avatar

    Aline, que prazer encontrar este seu relato de viagem pela Carretera Austral. Já fiz de moto em 2015 e durante o caminho me apaixonei pela ideia de fazer de bicicleta. Tenho quase tudo pronto, tenho treinado, mas, ainda não sei que época do ano seria melhor. Quando fui de moto era março e tinha muuuito vento….mesmo para moto. Pensei que, talvez, se possa ir na primavera, que ainda é frio, mas, tem menos vento. Aceito sugestões.
    A princípio, vou sozinho, mas, não descarto viajar com outro(s) cicloturista(s). Se houver algum candidato, podemos falar. Apenas, não sou um grande atleta e a parceria teria de ser tranquila.
    Grande abraço para vc e parabéns pela viagem e por motivar outras pessoas a saírem por este mundo a fora.

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      Oi Paulo, tudo bom? Que legal que fez a carretera de moto e pretende fazer de bike. Eu fiquei pensando em como seria lindo fazer com um carro preparado em que pudesse parar em qualquer lugar, dormir e acordar com uma vista linda, mesmo com certo conforto. No meu entendimento o verão é a melhor época para ir, por conta do frio. Já sofri nesse período imagina com temperaturas negativas. Se quiser conversar me escreva no instagram (@alineeletrica) ou email ([email protected]). Abraçao

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