China libera a escalada do Shishapangma para Nirmal Purja

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Na manhã de hoje, governo Chinês anunciou a liberação de uma permissão especial para a escalada do Shishapangma para a equipe do alpinista Nirmal Nims Purja. Ele pretende concluir a escalada de todos os oito mil metros em tempo recorde e essa é a última montanha do desafio.

Nirmal Purja cada vez mais perto de concluir o seu projeto

Após fazer 13 das 14 montanhas acima de oito mil metros, Purja teve o seu projeto ameaçado por questões burocráticas. A China, país que controla a região do Tibete onde está localizada essa montanha proibiu essa escalada nessa temporada. Não é claro o motivo para tal proibição, mas acredita-se que ele possa ser por conta dos conflitos políticos entre a China e o Tibete que é considerado um estado rebelde.

Nirmal Purja no Nanga Parbat

Porém, o jornal Himalaia Times trouxe uma ótima notícia para o nepalês que pretende escalar os 14 oito mil em apenas sete meses. Segundo o jornal, a China liberou uma permissão especial para Nims e sua equipe escalarem o Shishapangma em novembro.  Isso ocorreu após apelos do alpinista em suas redes sociais e a intervenção do governo Nepalês que negociou a permissão com o país vizinho.

“As autoridades chinesas claramente me transmitiram uma mensagem de que a Embaixada da China em Katmandu fará os arranjos necessários para garantir uma permissão de escalada Shishapangma para Purja e sua equipe do Projeto Possível o mais cedo possível”, disse Dawa Sherpa, que realiza expedições de montanhismo no Tibete.

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Sobre o autor

Maruza Silvério

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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