Pico da Neblina será reaberto em março desse ano

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O ano de 2020 começou com uma boa notícia para o montanhismo nacional. Após 16 anos fechado para turistas, o Pico da Neblina deverá ser reaberto no mês de março. O fechamento foi uma medida do Ministério Público Federal para proteger a natureza e a cultura indígena local que estava sofrendo com a visitação desordenada.

Pico da Neblina, o ponto mais alto do Brasil. Foto: Ramilla Rodrigues ICMBio

Para a reabertura do Parque Nacional do Pico da Neblina que fica dentro das Terras Indígena Yanomami foram mais de cinco anos de negociação. Assim, órgãos de proteção ambiental e de defesa indígena como ICMBio e Funai participaram das reuniões.

Com as novas regras os montanhistas deverão ser acompanhados por guias especializados. Porém, serão os índios em parceria com empresas de turismo que deverão prestar esse serviço. Segundo os coordenadores do parque esse projeto visa proteger a natureza, reduzir conflitos e promover a geração de renda sustentável e a melhoria da qualidade de vida da população Yanomami. As expedições deverão ter no máximo 10 participantes e ser acompanhadas por um guia e carregadores.

Reunião com o povo Yanomami para determinar novas regras.

Ponto mais alto do Brasil

O Pico da Neblina possui 2.993 metros de altitude, e esta localizado na Amazônia Brasileira quase na divisa com a Venezuela. Todavia, a montanha esta dentro de um território indígena que consideram a montanha sagrada. Para os Yanomamis o monte é poderoso. Dessa forma, ele também abriga espíritos que ao se zangarem com os homens, inflige severos castigos, que poderiam implicar na sua morte ou a de pessoas que a acompanham na subida.

Para chegar ao ponto mais alto do Brasil são necessários cerca de oito dias no meio da floresta amazônica. Então, além dos dias de caminhada na mata densa carregados de equipamentos, também é preciso percorrer cerca de 80 km de 4×4 mais dois dias em barcos pelo emaranhado de igarapés.

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Sobre o autor

Maruza Silvério

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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