Brasileiro é resgatado após três dias desaparecido na travessia dos Dientes de Navarino, na Patagônia chilena

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O gaúcho Leandro Gambetta Schirmbeck, de 61 anos, foi resgatado após passar três dias desaparecido durante a travessia dos Dientes de Navarino, em Puerto Williams, na Patagônia chilena. O circuito é considerado o trekking mais ao sul do mundo e é conhecido pelas mudanças climáticas repentinas e condições adversas.

Momento em que Leandro encontra a equipe de resgate. Foto: Carabineros Región Magallanes @CarabMagallanes

Leandro foi dado como desaparecido no dia 20/02, após não chegar ao ponto final da trilha na data prevista. Como estava realizando a travessia sozinho e havia interrompido a comunicação com a família, sua esposa acionou as autoridades chilenas, que iniciaram as buscas imediatamente.

O montanhista foi localizado no dia 22/02, após intensas operações de resgate. Ele foi avistado por tripulantes de um helicóptero da Seção Aérea de Punta Arenas, próximo ao Rio Guerrico. Segundo informações oficiais, Leandro sofreu uma lesão no tornozelo, o que o impediu de continuar caminhando. Apesar disso, ele contava com equipamentos e conseguiu permanecer abrigado até a chegada das equipes.

Por volta das 9h30, ele foi evacuado de helicóptero e encaminhado ao hospital de Puerto Williams. Seu estado de saúde é estável e ele não corre risco de vida.

O brasileiro contou com ajuda para embarcar no helicóptero. Foto: Carabineros Región Magallanes @CarabMagallanes

Dientes de Navarino

A travessia dos Dientes de Navarino percorre a Ilha Navarino, no extremo sul do Chile, na região da Patagônia. O circuito contorna um maciço montanhoso cujas formações rochosas lembram “dentes” recortando o horizonte.

Embora não apresente grandes dificuldades técnicas ou altitude elevada, a trilha, com cerca de 40 a 50 quilômetros, exige experiência em navegação, boa resistência física e preparo para enfrentar ventos intensos, frio e mudanças bruscas de tempo, mesmo durante o verão. O percurso atravessa passos de montanha, vales isolados, turfeiras e lagunas de origem glacial, além de oferecer vistas privilegiadas do Canal de Beagle, proporcionando uma experiência remota e selvagem em um dos cenários mais austrais da América do Sul.

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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