Escalador morre após queda de aproximadamente 60 metros em Itatim (BA)

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Um escalador de 40 anos morreu após sofrer uma queda enquanto praticava escalada no município de Itatim. A vítima foi identificada como Igor Andreoni Barbabella de Oliveira.
De acordo com informações preliminares, o acidente ocorreu após o rompimento da corda de segurança durante a escalada. Igor e sua parceira estavam na via Lisbela e o Prisioneiro, graduada em 6º sup, no Morro da Ponta Aguda, quando ele sofreu uma queda de aproximadamente 60 metros.

Morro da Ponta Aguda. Foto: Wikimapia

O caso chama atenção por ser o primeiro acidente registrado no Brasil envolvendo a morte de um escalador em decorrência do rompimento de uma corda.
Segundo relato da companheira de escalada que estava com ele no momento do acidente, Igor seguia pela segunda enfiada da via após realizar proteção em duas chapas. Por se tratar de uma escalada considerada de baixo grau de dificuldade para ele ( entorno de 5°grau), o escalador possivelmente teria optado por continuar sem adicionar proteções móveis ao longo do trecho.

A corda rompida. Foto: Divulgação.

Ela relatou ainda que, no momento da queda, não sentiu o impacto da corda no aparelho de segurança, o que reforça a suspeita de rompimento do equipamento. A corda utilizada tinha cerca de um ano e meio de uso.
Equipes da Polícia Militar, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e do Corpo de Bombeiros foram acionadas, mas infelizmente  oescalador não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
As circunstâncias do acidente serão investigadas pelas autoridades competentes, que devem apurar as causas exatas da queda e se houve falha no equipamento utilizado.

A equipe AltaMontanha lamenta profundamente o ocorrido e se solidariza com familiares e amigos.

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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