Três montanhistas espanhóis são resgatados com vida após acidente no nevado Jirishanca

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Três montanhistas espanhóis foram resgatados com vida após sofrerem um acidente enquanto escalavam a via “La Suerte”, no nevado Jirishanca, na Cordilheira Huayhuash, no Peru.

O Jirishanca é uma das montanhas mais técnicas do Peru. Foto: Wikimédia Commons

De acordo com Beto Pinto Toledo, presidente da AGMP, Iker Madoz, Ibon Mendia e Joan Domingo caíram durante a primeira enfiada da via. Inicialmente, um deles ficou impossibilitado de se mover. No entanto, o grupo conseguiu descer por conta própria até uma lagoa, de onde solicitou ajuda.

Equipe espanhola iniciando a temporada de escaladas no Peru. Foto: @Ikermadoz

Em seguida, foi feito contato com a Polícia Nacional do Peru. Entretanto, o helicóptero de resgate de alta montanha encontrava-se avariado no campo de morena do nevado Huascarán e, por isso, não pôde ser mobilizado.

Diante da emergência, a AGMP, a Polícia de Alta Montanha, a Delegacia de Queropalca e moradores da região iniciaram uma operação de resgate terrestre. Equipes de socorro em montanha, acompanhadas por tropeiros, cavalos e burros, conseguiram alcançar o grupo de montanhistas.

Apesar das dificuldades iniciais de locomoção, os três foram retirados da região e levados de volta a Huánuco sem ferimentos graves. O desfecho acabou dando um significado simbólico ao nome da via escolhida para a escalada: “La Suerte”.

O Jirishanca com 6.094 metros de altitude é considerado uma das montanhas mais técnicas e exigentes da Cordilheira Huayhuash. Além disso, a via escalada pelos espanhóis é normalmente percorrida apenas por escaladores com ampla experiência em escalada de alta dificuldade.

A via La Suerte possui 18 lances graduada em até 5.11d, o equivalente ao 7c brasileiro.  A via conquistada em 2003, segue até a crista onde se conecta com a rota de conquista.

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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