Atualizado em julho de 2026.
A Cordilheira dos Andes abriga entre 104 e 110 montanhas acima de 6 mil metros de altitude — uma variação que depende dos critérios de proeminência e dominância topográfica adotados para definir uma montanha independente. Até hoje, nenhum montanhista no mundo conseguiu ascender a todos esses cumes, o que torna este circuito um dos maiores e mais desafiadores Grand Slams ainda inéditos do montanhismo mundial.
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Este projeto guarda forte semelhança com outros grandes marcos do esporte, como a conquista dos 14 picos acima de 8 mil metros no Himalaia ou a escalada dos 82 cumes oficiais de 4 mil metros nos Alpes. No entanto, a versão sul-americana destaca-se como uma das mais complexas e completas de todas: exige navegar por regiões de isolamento extremo, enfrentar montanhas técnicas de alta dificuldade e gerenciar aproximações brutas com logísticas complexas em pleno deserto da Puna do Atacama ou no Altiplano.
Até pouco tempo atrás, o número de brasileiros com conquistas expressivas no seismilismo andino era bastante restrito. Esse cenário mudou drasticamente nas últimas duas décadas, impulsionado pelo compartilhamento de informações e pela inspiração gerada pelo Portal AltaMontanha. Hoje, uma nova geração de montanhistas acumula bagagem na alta altitude e lidera expedições rumo a picos isolados, sem trilhas marcadas e totalmente distantes dos holofotes e do fluxo comercial dos destinos mais frequentados.
O AltaMontanha, em parceria com o renomado historiador e estatístico de montanhismo Rodrigo Granzotto Peron, monitora há anos o desempenho das expedições brasileiras na cordilheira. Com o amadurecimento do esporte e o surgimento de um sólido volume de atletas que romperam a barreira dos 10 cumes andinos, apresentamos o “Clube dos 6 mil” — um espaço para homenagear e documentar esses feitos extraordinários.
Nota de rigor estatístico: A lista do Clube dos 6 mil contabiliza estritamente cumes únicos. Repetições da mesma montanha a trabalho ou em temporadas diferentes são registradas como mérito profissional no texto descritivo, mas contam como um único pico na pontuação geral do ranking.
CONFIRA ABAIXO:
Pedro Manuel Martins: 10 cumes

Pedro Manuel Martins
Português naturalizado brasileiro, Pedro Manuel Martins vive em São Paulo há mais de três décadas, onde cultiva sua paixão pelo montanhismo de altitude. Ele consolidou seu nome no “Clube dos 6 mil” após uma trajetória consistente por diversas regiões dos Andes, alcançando a marca histórica de 10 montanhas com mais de 6.000 metros de altitude.
O currículo andino de Pedro destaca-se pela variedade geográfica, acumulando picos emblemáticos na Bolívia, Chile, Argentina e Equador. Seus 10 cumes são: Huayna Potosí (6.088m), Parinacota (6.348m), Illimani (6.438m), Nevado San Francisco (6.018m), Ojos del Salado (6.893m), Barrancas Blancas (6.119m), Vicuñas (6.067m), Chimborazo (6.310m), Chachani (6.057m), Acotango (6.052m) e Hualca Hualca (6025m).
André Fuão: 10 cumes

André Fuão
Nutricionista esportivo, empresário e multiatleta, André Fuão é um verdadeiro viajante do mundo, acumulando passagens por mais de 80 países. Com uma bagagem impressionante de mais de 14.000 quilômetros de trilhas percorridas, seu currículo inclui grandes desafios de ultra longa distância, como a mítica Pacific Crest Trail (PCT) nos Estados Unidos. No montanhismo, estreou em grande estilo ao escalar o Monte Aconcágua em estilo solo.
Seus 10 cumes únicos acima de 6 mil metros nos Andes são: Aconcágua (6.962 m), Mercedario (6.720 m), Illimani (6.438 m), Parinacota (6.348 m), Pomerape (6.282 m), Chachani (6.057 m), Acotango (6.052 m — escalado 3 vezes), Acamarachi (6.048 m), Nevado San Francisco (6.018 m) e o Huayna Potosí (6.088 m — escalado 4 vezes, pelas rotas Normal e Francesa).
Fábio Ferreira (Noia): 10 cumes
Amplamente conhecido no meio pelo apelido de Noia, Fábio Ferreira é um experiente montanhista que se destaca pela versatilidade na alta montanha. Além das ascensões clássicas, ele é um praticante assíduo de Hike and Fly — modalidade extrema que combina a subida rápida e autônoma com a descida de parapente a partir do topo ou de encostas elevadas.
Seu sólido currículo andino conta com montanhas de alta exigência técnica no Peru e grandes gigantes bolivianos e argentinos. Seus 10 cumes acima de 6 mil metros são: Aconcágua (6.962 m), Huascarán Norte (6.655 m), Sajama (6.542 m), Ancohuma (6.427 m), Cerro La Ramada (6.384 m), Chopicalqui (6.354 m), Huayna Potosí (6.088 m), Chachacomani (6.074 m), Artesonraju (6.025 m) e Quitaraju (6.025 m).
Edson Hostins: 10 cumes
Edson Hostins conquistou seu passaporte definitivo para o “Clube dos 6 mil” ao atingir o topo do imponente Illimani, na Bolívia, consolidando sua décima montanha de grande altitude nos Andes. A experiência marcante ficou registrada nas palavras do próprio montanhista: “Pegamos um nascer do sol incrível, e nela bati uma meta que tinha colocado há alguns anos, que era fazer 10 cumes de 6k”.
Além do gigante de La Paz, o sólido currículo andino de Hostins estende-se por várias das fronteiras mais isoladas da região, incluindo montanhas técnicas e vulcões de grande relevância logística. Seus 10 cumes acima de 6 mil metros são: Ojos del Salado (6.893 m), Sajama (6.542 m), Illimani (6.438 m), Parinacota (6.348 m), Pomerape (6.282 m), Huayna Potosí (6.088 m), Guallatiri (6.071 m), Acotango (6.052 m), Capurata (6.022 m) e Nevado San Francisco (6.018 m).
Rosane Zeni (Frida): 10 cumes

Frida
Uma das figuras mais queridas e respeitadas do cenário de montanhismo de Curitiba, Rosane Zeni — amplamente conhecida como Frida — é professora de Geografia e de Educação Física e soma uma bagagem rara: são cerca de 40 anos dedicados às montanhas. Ela carimbou sua entrada oficial no “Clube dos 6 mil” em 2025, coroando décadas de experiência com um currículo de alta montanha invejável.
Seus 10 cumes acima de 6 mil metros nos Andes reúnem alguns dos maiores gigantes do continente e vulcões de grande relevância geográfica: Aconcágua (6.962 m), Ojos del Salado (6.893 m), Bonete Chico (6.759 m), Sajama (6.542 m), Illimani (6.438 m), Parinacota (6.348 m), Huayna Potosí (6.088 m), Acotango (6.052 m), Nevado San Francisco (6.018 m) e Uturuncu (6.008 m).
Wellington Miranda: 10 cumes

Wellington Miranda
Natural de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, Wellington Miranda — o Well — iniciou sua trajetória no montanhismo por volta de 2014, dedicando-se inicialmente à escalada em rocha e às técnicas verticais da Serra do Mar. Sua introdução à alta altitude ocorreu no Cerro Plata, pavimentando o caminho para que, logo em sequência e com muita dedicação, ele conquistasse o topo do maciço Aconcágua.
Sua entrada definitiva no “Clube dos 6 mil” veio após uma temporada avassaladora entre fevereiro e março de 2025, quando faturou impressionantes 6 cumes de grande altitude em pouquíssimos dias. Entre os feitos dessa jornada, destaca-se a ascensão dupla do Ermitaño e do Peña Blanca em um único dia, ao lado do montanhista boliviano Alex Tinta. Atualmente, Well atua profissionalmente como guia de montanha pela operadora Soul Outdoor, sediada em Curitiba.
Seus 10 cumes acima de 6 mil metros nos Andes são: Aconcágua (6.962 m), Ojos del Salado (6.893 m), Illimani (6.438 m), El Ermitaño (6.146 m), Huayna Potosí (6.088 m — escalado 2 vezes), Vulcão Copiapó (6.052 m), Peña Blanca (6.030 m), Nevado San Francisco (6.018 m — escalado 3 vezes) e Laguna Blanca (6.012 m).

Luciano Azevedo
Luciano Azevedo: 10 cumes
Luciano Azevedo consolidou seu nome no “Clube dos 6 mil” em 2024, alcançando seu décimo cume andino de grande altitude após uma impressionante e rápida sequência de ascensões. Seu ritmo firme e regular nas montanhas permitiu que ele acumulasse um currículo técnico de peso em pouco tempo, transitando com facilidade entre os gigantes dos Andes Centrais e as exigentes montanhas da Bolívia.
Seus 10 cumes acima de 6 mil metros nos Andes são: Aconcágua (6.962 m), Mercedário (6.720 m), Sajama (6.542 m), Illimani (6.438 m), Parinacota (6.348 m), Pomerape (6.282 m), Barrancas Blancas (6.119 m), Huayna Potosí (6.088 m — escalado pela técnica Rota Francesa), Chachacomani (6.074 m) e Acotango (6.052 m).
Julianu Lorne: 10 Cumes
Praticante de atividades outdoor desde a infância, Julianu Lorne ingressou formalmente no montanhismo em 2014, lapidando sua experiência técnica nas verticais do Rio de Janeiro. Em 2021, expandiu seus horizontes para o ambiente de alta altitude, transformando a paixão em profissão: hoje, ele atua como guia e é proprietário da operadora Pure Mountain Expedições.
Julianu completou sua décima montanha única acima de 6 mil metros nos Andes em janeiro de 2023, ao atingir o topo do Aconcágua. Seus 10 cumes andinos destacam-se pela alta relevância logística e são: Aconcágua (6.962 m — escalado 5 vezes), Mercedário (6.720 m), Sajama (6.542 m), Illimani (6.438 m), Parinacota (6.348 m), Chimborazo (6.310 m), Pomerape (6.282 m), Huayna Potosí (6.088 m), Acotango (6.052 m) e Nevado San Francisco (6.018 m).
Ediceu Pereira: 10 cumes

Ediceu Pereira.
Paulista da capital, Ediceu é um verdadeiro exemplo de determinação e resiliência no montanhismo. Superando as dificuldades iniciais comuns aos atletas que vivem ao nível do mar, ele evoluiu de forma sólida para consolidar seu espaço na lista seleta do “Clube dos 6 mil”, acumulando ascensões de grande respeito na Puna do Atacama e nos Andes Centrais.
Seus 10 cumes acima de 6 mil metros nos Andes são: Aconcágua (6.962 m — escalado pela desafiadora Rota 360), Ojos del Salado (6.893 m), Mercedário (6.720 m), El Ermitaño (6.146 m), Barrancas Blancas (6.119 m), Huayna Potosí (6.088 m), Vicuñas (6.067 m), El Fraile (6.061 m), Peña Blanca (6.030 m) e Nevado San Francisco (6.018 m).
Silvana Teixeira Lopes: 11 cumes

Silvana Lopes
Multiatleta de São Paulo, Silvana Lopes demonstra uma consistência impressionante na alta montanha, dedicando-se anualmente a expedições de grande altitude. Sua trajetória começou de forma gradual com trekkings técnicos na Serra da Mantiqueira, na divisa entre São Paulo e Minas Gerais, servindo de base para que ela carimbasse seu passaporte para o “Clube dos 6 mil” em dezembro de 2025. Seu currículo atual conta com uma fantástica seleção de gigantes, concentrada especialmente na desafiadora região da Puna do Atacama.
Seus 11 cumes acima de 6 mil metros nos Andes são: Ojos del Salado (6.893 m), Walther Penck (6.658 m), Incahuasi (6.621 m), El Muerto (6.510 m), Parinacota (6.348 m), Medusa (6.120 m), Huayna Potosí (6.088 m), Vicuñas (6.060 m), Volcán del Viento (6.028 m), Nevado San Francisco (6.018 m) e Acotango (6.050 m).
Yuri Martins da Silva: 11 cumes
O montanhista Yuri Martins da Silva integra o seleto “Clube dos 6 mil” com um sólido histórico de 11 cumes acima dos seis mil metros nos Andes. Praticante da modalidade há cerca de sete anos, ele iniciou sua trajetória nas trilhas técnicas da Serra da Mantiqueira e progrediu de forma gradual até os grandes maciços andinos, fundamentando sua evolução em treinos intensos, estudos e muita prática.
Seus 11 cumes acima de 6 mil metros nos Andes são: Ojos del Salado (6.893 m), Cerro Mercedário (6.710 m), Sajama (6.542 m), Illimani (6.438 m), Chopicalqui (6.354 m), Parinacota (6.348 m), El Ermitaño (6.146 m), Vulcão San Pedro (6.145 m), Huayna Potosí (6.088 m), Acotango (6.052 m) e Nevado San Francisco (6.018 m).
Gustavo Guimarães: 11 cumes

Gustavo Guimarães
Montanhista mineiro, Gustavo Guimarães alcançou o “Clube dos 6 mil” traçando uma linha expressiva de ascensões que cruzam as fronteiras da Argentina, Chile, Bolívia e Equador. Seu currículo reúne uma excelente mescla de vulcões isolados na Puna e picos clássicos de grande relevância técnica nas cordilheiras Real e Ocidental.
Seus 11 cumes acima de 6 mil metros nos Andes são: Aconcágua (6.962 m), Ojos del Salado (6.893 m), Mercedário (6.720 m), Sajama (6.542 m), Illimani (6.438 m), Parinacota (6.348 m), Chimborazo (6.310 m), Pomerape (6.282 m), Huayna Potosí (6.088 m), Acotango (6.052 m) e Nevado San Francisco (6.018 m).
Cláudia Bento: 11 cumes

Claudia Bento.
Montanhista de São Paulo (SP), Cláudia Bento possui um dos históricos mais expressivos do montanhismo de altitude brasileiro. Ela fez história ao se tornar a primeira mulher do país a conquistar o topo do Pico Lenin (7.134 m), no Quirguistão, e
expandiu suas fronteiras ao Himalaia ao escalar o gigante Manaslu (8.163 m), no Nepal. Sua entrada definitiva no “Clube dos 6 mil” andino ocorreu em 2022, após assinar as exigentes ascensões do Ancohuma, Pomerape e Illampu.
Seus 11 cumes únicos acima de 6 mil metros nos Andes são: Aconcágua (6.962 m), Mercedário (6.720 m), Sajama (6.542 m), Illimani (6.438 m), Illampu (6.368 m), Ancohuma (6.427 m), Parinacota (6.348 m — escalado 2 vezes), Pomerape (6.282 m), Huayna Potosí (6.088 m), Chachacomani (6.074 m) e Acotango (6.052 m).
Pedro Abrão: 12 cumes

Pedro Abrão
Paranaense de Maringá, mas atualmente residindo na capital paulista, Pedro Abrão construiu um currículo de alta montanha impressionante em um curto espaço de tempo. Suas ascensões concentram-se fortemente na isolada região do Paso de San Francisco e na Puna do Atacama, entre o Chile e a Argentina, onde conquistou vários dos maiores gigantes do continente. Além disso, seu histórico destaca-se pela versatilidade ao somar montanhas de grande exigência técnica nas cordilheiras Branca (Peru) e Real (Bolívia), além dos imponentes maciços dos Andes Centrais.
Seus 12 cumes acima de 6 mil metros nos Andes são: Aconcágua (6.962 m), Ojos del Salado (6.893 m), Monte Pissis (6.795 m), Bonete Chico (6.759 m), Tres Cruces Sur (6.748 m), Llullaillaco (6.739 m), Cerro Mercedário (6.720 m), Chopicalqui (6.354 m), Huayna Potosí (6.088 m), Vicuñas (6.072 m), Tocllaraju (6.034 m) e Nevado San Francisco (6.018 m).
Fabiano Conrado: 14 cumes

Fabiano Conrado
Catarinense radicado no Acre, Fabiano Conrado iniciou suas incursões na alta altitude andina no período pós-pandemia e, desde então, vem demonstrando uma evolução impressionante. Em poucos anos de atividade constante, ele construiu um currículo robusto e diversificado, colecionando cumes de grande relevância na Bolívia e, especialmente, na isolada região da Puna do Atacama.
Seus 12 cumes acima de 6 mil metros nos Andes são: Ojos del Salado (6.893 m), Walther Penck (6.658 m), Parinacota (6.348 m), Medusa (6.120 m), Huayna Potosí (6.088 m), Vicuñas (6.072 m), Acotango (6.052 m), Vulcão Pili (6.046 m), Peña Blanca (6.030 m), Volcán del Viento (6.028 m), Nevado San Francisco (6.018 m), Uturuncu (6.008 m) e Chachani (6.057 m) e Hualca Hualca (6025m).
Ana Lícia Sudo: 13 cumes

Ana Licia Sudo
Natural de Mogi das Cruzes (SP), Ana Lícia Sudo possui uma sólida e respeitável trajetória na alta montanha, realizando expedições consistentes há mais de uma década. Seu currículo andino destaca-se pela impressionante variedade geográfica, acumulando cumes de grande relevância na Argentina, Chile, Bolívia e Equador, o que demonstra sua enorme experiência em diferentes terrenos e logísticas de altitude.
Seus 13 cumes acima de 6 mil metros nos Andes são: Aconcágua (6.962 m), Ojos del Salado (6.893 m), Cerro Mercedário (6.720 m), Illimani (6.438 m), Parinacota (6.348 m), Chimborazo (6.310 m), Aracar (6.095 m), Huayna Potosí (6.088 m), Acotango (6.052 m), Peña Blanca (6.030 m), Hualca Hualca (6.025 m), Nevado San Francisco (6.018 m) e Uturuncu (6.008 m).
Henrique Franke: 13 cumes

Henrique Franke
Guia de montanha gaúcho, Henrique Franke ganhou projeção nacional após conquistar o topo do Monte Everest, a montanha mais alta do mundo. Nos Andes, ele acumula uma sólida trajetória com múltiplas ascensões em picos de extrema exigência técnica e complexidade logística. Demonstrando uma enorme regularidade e intimidade com a altitude, Franke coleciona várias repetições marcantes: alcançou o cume do Huayna Potosí impressionantes 6 vezes, o Aconcágua em 3 oportunidades e o Sajama por duas vezes.
Seus 13 cumes únicos acima de 6 mil metros nos Andes são: Aconcágua (6.962 m), Cerro Mercedário (6.720 m), Tupungato (6.565 m), Sajama (6.542 m), Illimani (6.438 m), Parinacota (6.348 m), Pomerape (6.282 m), El Quewar (6.140 m), Chearoco (6.104 m), Huayna Potosí (6.088 m), Chachacomani (6.074 m), Acotango (6.052 m) e San Pedro (6.145 m).
Wenceslau Madeira: 14 cumes

Wenceslau Madeira
Wenceslau Madeira Junior carimbou seu passaporte definitivo para a alta montanha ao alcançar o topo do Coropuna (6.425 m), no Peru. Em uma intensa expedição por solo peruano, ele faturou três cumes de 6 mil metros de uma só vez, impulsionando seu currículo para a marca de 14 montanhas únicas na Cordilheira dos Andes.
Para Wenceslau, o montanhismo vai muito além do esporte: é uma missão de vida, saúde e resiliência. Ele iniciou a atividade em 2020, logo após seu pai ser diagnosticado com uma neuropatia degenerativa hereditária. “Cada treino, cada cume alcançado, é também uma tentativa de adiar ao máximo uma possível condição futura”, resume. Entre suas memórias marcantes, ele aponta o Parinacota como a montanha mais desafiadora devido ao desgaste físico da ocasião, e o Monte Kilimanjaro, na África (sua primeira montanha de altitude), como sua maior realização pessoal.
Seus 14 cumes acima de 6 mil metros nos Andes são: Ojos del Salado (6.893 m), Illimani (6.432 m), Coropuna (6.425 m), Parinacota (6.348 m), El Ermitaño (6.146 m), Huayna Potosí (6.088 m), Chachani (6.057 m), Acotango (6.052 m), Vulcão Copiapó (6.052 m), Peña Blanca (6.030 m), Hualca Hualca (6.025 m) e Nevado San Francisco (6.018 m), Huayna Potosí (6.088 m) e Illimani (6.438 m).
Carolina Schmitz: 14 cumes

Catarinense de Blumenau, Carolina Schmitz consolidou seu nome no “Clube dos 6 mil” após imprimir um ritmo impressionante na alta montanha. Sua entrada definitiva no grupo veio coroada por uma temporada espetacular no início de 2025, quando faturou quatro gigantes andinos de uma só vez. O currículo de Carol destaca-se pela alta exigência física e logística, reunindo vários dos maiores maciços da Terra de Fogo e da Puna do Atacama, além de picos clássicos da Bolívia e do Equador.
Seus 14 cumes únicos acima de 6 mil metros nos Andes são: Aconcágua (6.962 m), Ojos del Salado (6.893 m), Monte Pissis (6.795 m), Bonete Chico (6.759 m), Tres Cruces Sur (6.748 m), Incahuasi (6.621 m), Parinacota (6.348 m), Chimborazo (6.310 m), Las Tórtolas (6.160 m), El Ermitaño (6.146 m), Huayna Potosí (6.088 m), Vicuñas (6.072 m), Acotango (6.052 m) e Nevado San Francisco (6.018 m).
Jessica Cristina Moura: 14 cumes

Jessica Cristina
Guia de montanha natural de Itanhandu (MG), Jessica Cristina Moura teve as cristas da Serra da Mantiqueira como seu quintal decasa, onde lapidou a base de sua resistência. Após intensas temporadas de trabalho e exploração nos Andes, ela construiu um currículo formidável com foco na isolada região da Puna do Atacama. Demonstrando enorme regularidade na condução de grupos e em ascensões pessoais, ela já carimbou o cume do gigante Ojos del Salado e do Nevado San Francisco por duas vezes cada.
Seus 14 cumes únicos acima de 6 mil metros nos Andes são: Ojos del Salado (6.893 m — escalado 2 vezes), Walther Penck (6.658 m), Parinacota (6.348 m), El Solo (6.208 m), El Ermitaño (6.146 m), Medusa (6.120 m), Barrancas Blancas (6.119 m), Vicuñas (6.072 m), Vulcão Copiapó (6.052 m), Peña Blanca (6.030 m), Volcán del Viento (6.028 m), Nevado San Francisco (6.018 m — escalado 2 vezes), Cerro Laguna Blanca (6.012 m) e Uturuncu (6.008 m).
Valmor Pepe Fiamoncini: 14 cumes

Pepe Fiamoncini no cume do Illimani.
O multiatleta Walmor Pepe Fiamoncini formou-se em Administração e Contabilidade, mas optou por deixar o universo corporativo de lado para se dedicar integralmente aos seus sonhos através do esporte e do montanhismo de alta altitude. Dono de um espírito explorador marcante, ele fez história ao se tornar a primeira pessoa no mundo a atravessar o imenso Salar de Uyuni, na Bolívia, inteiramente correndo. Nos Andes, consolidou uma linha de ascensões extremamente forte e técnica, carimbando com autoridade seu passaporte para o “Clube dos 6 mil”.
Seus 14 cumes únicos acima de 6 mil metros nos Andes são: Aconcágua (6.962 m), Ojos del Salado (6.893 m), Sajama (6.542 m), Illimani (6.438 m), Parinacota (6.348 m), Pomerape (6.282 m), Chimborazo (6.263 m), Nevado Copa (6.188 m), Chearoco (6.104 m), Huayna Potosí (6.088 m), Chachacomani (6.074 m), Vicuñas (6.067 m), Acotango (6.052 m) e Nevado San Francisco (6.018 m).
Eduardo Tonetti: 14 cumes

Edu Tonetti no cume do Plata – Fonte: Arquivo pessoal
Guia de montanha profissional formado pela renomada Escuela Provincial de Guías de Alta Montaña y Trekking (EPGAMT) e atualmente radicando sua base em Mendoza, na Argentina, Eduardo Tonetti é um dos grandes nomes da alta altitude. Com uma carreira profundamente ligada ao teto das Américas, Edu acumula a impressionante marca de 12 ascensões ao topo do Aconcágua. Além de seu trabalho constante no gigante andino, seu currículo destaca-se pela enorme solidez e por múltiplas repetições em montanhas desafiadoras da Puna, tendo escalado o Ojos del Salado e o Nevado San Francisco por três vezes cada.
Seus 14 cumes únicos acima de 6 mil metros nos Andes são: Aconcágua (6.962 m — escalado 12 vezes), Ojos del Salado (6.893 m — escalado 3 vezes), Tres Cruces Sur (6.746 m), Cerro Mercedário (6.720 m), Tres Cruces Central (6.629 m), Tupungato (6.565 m), Illimani (6.430 m), Parinacota (6.348 m), Cerro Mesa (6.200 m), Barrancas Blancas (6.119 m), Huayna Potosí (6.088 m), Vicuñas (6.067 m), Acotango (6.052 m) e Nevado San Francisco (6.018 m — escalado 3 vezes).
Gabriel Tarso: 14 cumes

Gabriel Tarso no cume do Everest
Fotógrafo, cinegrafista e montanhista, Gabriel Tarso é natural do Vale do Paraíba, em São Paulo. Grande parte de sua impressionante bagagem em altitude foi construída unindo a paixão técnica ao seu trabalho profissional, registrando imagens marcantes dos Andes para documentários de canais de peso como o Canal Off e a Red Bull TV. Seu currículo andino diferencia-se pela exploração de montanhas extremamente isoladas e raramente frequentadas, como os Vulcões Vallecitos de Catamarca (6.168 m), o Nevado del Toro (6.168 m) e o Cerro Colorados (6.080 m). Um de seus maiores feitos nos Andes foi a conquista do imponente e técnico Nevado del Plomo (6.070 m), onde assinou a histórica primeira ascensão brasileira da montanha. Além de sua forte atuação na América do Sul, Tarso possui uma sólida carreira internacional no Himalaia e Karakoram, tendo conquistado o topo do Monte Everest (8.848 m) por três vezes e o temido K2 (8.611 m).
Seus 14 cumes únicos acima de 6 mil metros nos Andes são: Aconcágua (6.962 m), Huascarán Sul (6.746 m), Coropuna (6.405 m), Vulcão Antofalla (6.390 m), Chopicalqui (6.354 m), Cerro Majadita (6.280 m), Cerro Mesa (6.200 m), Vulcões Vallecitos (6.168 m), Nevado del Toro (6.168 m), Marmolejo (6.108 m), Cerro Colorados (6.080 m), Nevado del Plomo (6.070 m — primeira ascensão brasileira), Vicuñas (6.067 m) e Nevado San Francisco (6.018 m).
Luiz Antônio Felber: 16 cumes

Luis Antonio Felber
Natural de Pouso Alegre (MG), Luiz Antônio Felber é um nome histórico e amplamente respeitado no montanhismo de altitude brasileiro. Ele ganhou grande projeção nacional em 2010 ao conquistar o topo do Cho Oyu (8.188 m), na cordilheira do Himalaia, a sexta maior montanha do mundo. Além desse impressionante gigante, seu vasto currículo internacional inclui o temido Denali (6.190 m), no Alasca, e o Monte Kilimanjaro (5.895 m), o teto da África. Nos Andes, Felber construiu uma trajetória de extrema regularidade, mesclando de forma impecável os grandes maciços clássicos com os vulcões mais isolados do continente.
Seus 15 cumes únicos acima de 6 mil metros nos Andes são: Aconcágua (6.962 m), Ojos del Salado (6.893 m), Illimani (6.438 m), Parinacota (6.348 m), Vulcão Solo (6.208 m), Barrancas Blancas (6.119 m), Huayna Potosí (6.088 m), Vicuñas (6.067 m), Acotango (6.052 m), Vulcão Copiapó (6.052 m), Vulcão Pili / Acamarachi (6.046 m), Peña Blanca (6.030 m), Nevado San Francisco (6.018 m), Chachani (6.057 m) e Uturuncu (6.008 m) e Hualca Hualca (6025m).
Jean-Louis Depocas: 17 cumes

Jean-Louis Depocas
Fotógrafo nascido em São Paulo, mas radicado em Curitiba, Jean-Louis Depocas é formado em Administração pelo Insper. Ele deu os seus primeiros passos no montanhismo nas encostas do Morro do Anhangava, a tradicional montanha-escola da Serra do Mar paranaense, que serviu de trampolim para suas grandes aventuras verticais. Em 2023, Jean-Louis fez uma pausa no mercado corporativo para realizar um extenso mochilão de exploração pelos Andes, iniciando a jornada na gelada Ushuaia e subindo o continente até o Equador. A expedição resultou em uma das sequências mais impressionantes da atualidade, cruzando a marca de dez cumes em abril de 2025 e acumulando um sólido currículo de 16 montanhas andinas acima dos 6 mil metros. Seu histórico destaca-se pela altíssima resistência física, incluindo duas travessias duplas de cumes conquistados no mesmo dia (os vulcões San Pablo e San Pedro, e a sequência de Peñas Blancas com o El Ermitaño).
Seus 16 cumes únicos acima de 6 mil metros nos Andes são: Ojos del Salado (6.893 m), Sajama (6.542 m), Illimani (6.438 m), Parinacota (6.348 m), Cerro Pular (6.233 m), El Ermitaño (6.146 m — escalado no mesmo dia que o Peñas Blancas), Volcán San Pedro (6.145 m — escalado no mesmo dia que o San Pablo), Volcán San Pablo (6.118 m — escalado no mesmo dia que o San Pedro), Huayna Potosí (6.088 m — escalado 2 vezes), Vicuñas (6.067 m), Socompa (6.051 m), Acotango (6.052 m), Vulcão Copiapó (6.052 m), Acamarachi (6.048 m), Palpana (6.040 m) e Peña Blanca (6.030 m — escalado no mesmo dia que o El Ermitaño).
Kaynã Moreira: 17 cumes

Kaynã Moreira
Nascido no coração da Serra da Mantiqueira, Kaynã Moreira iniciou sua trajetória no montanhismo com impressionantes 14 anos de idade, realizando ascensões na Serra do Papagaio e completando a exigente travessia da Serra Fina pela primeira vez. No mesmo ano, começou a atuar na região como auxiliar de guia, transformando cedo a montanha em sua escola de vida e profissão. Com uma evolução meteórica e consistente na alta altitude, acumulou expedições marcantes ao lado da operadora Soul Outdoor. Apesar da juventude, Kaynã já se posiciona no pelotão de elite do “Clube dos 6 mil” andino, ostentando um robusto currículo de 17 cumes únicos, com destaque para a impressionante regularidade de ter escalado o topo do maciço Ojos del Salado por 5 vezes e o Nevado San Francisco por 3 vezes.
Seus 17 cumes únicos acima de 6 mil metros nos Andes são: Aconcágua (6.962 m — escalado 2 vezes), Ojos del Salado (6.893 m — escalado 5 vezes), Walther Penck (6.658 m), Vulcão Nascimento (6.475 m), Parinacota (6.348 m — escalado 2 vezes), Vulcão Solo (6.208 m), El Ermitaño (6.146 m — escalado 2 vezes), Medusa (6.120 m), Barrancas Blancas (6.119 m — escalado 2 vezes), Huayna Potosí (6.088 m — escalado 2 vezes), Vicuñas (6.067 m), Acotango (6.052 m — escalado 2 vezes), Vulcão Copiapó (6.052 m), Peña Blanca (6.030 m — escalado 2 vezes), Volcán del Viento (6.028 m), Nevado San Francisco (6.018 m — escalado 3 vezes) e Laguna Blanca (6.012 m).
Daniela Pagliarini: 17 cumes
Gaúcha de Santa Maria (RS), Daniela Pagliarini atualmente reside no Chile, onde atua profissionalmente como guia de alta montanha. Sua trajetória no montanhismo começou em 2019 com a ascensão do Cerro El Plomo, servindo de porta de entrada para uma carreira meteórica na altitude que hoje já soma mais de duas dezenas de cumes. Ela inaugurou sua lista acima dos seis mil metros em 2022, ao conquistar o imponente e isolado Tupungato. Desde então, Daniela consolidou-se como um dos maiores nomes do montanhismo feminino do país, acumulando um currículo formidável e de altíssima exigência logística na Puna do Atacama e nos Andes Centrais, com destaque para múltiplas repetições como ter escalado o topo do gigante Ojos del Salado por duas vezes e o vulcão Las Tórtolas por impressionantes quatro vezes.
Seus 17 cumes únicos acima de 6 mil metros nos Andes são: Aconcágua (6.962 m), Ojos del Salado (6.893 m — escalado 2 vezes), Bonete Chico (6.759 m), Tres Cruces Sur (6.746 m), Incahuasi (6.620 m), Tupungato (6.565 m), Sajama (6.542 m), El Muerto (6.517 m — escalado 2 vezes), Parinacota (6.342 m — escalado 2 vezes), Pomerape (6.282 m), Las Tórtolas (6.160 m — escalado 4 vezes), El Ermitaño (6.146 m — escalado 2 vezes), Barrancas Blancas (6.119 m), Vicuñas (6.067 m), Guallatiri (6.063 m), Acotango (6.052 m) e Nevado San Francisco (6.018 m — escalado 2 vezes).
Alan Lima: 20 cumes

Alan no cume do Huayna Potosí. Foto: Alam Lima.
Nascido em Itamonte (MG), Alan Lima cresceu explorando as imponentes cristas e vales da Serra da Mantiqueira, onde forjou sua base no montanhismo. Sua entrada definitiva no “Clube dos 6 mil” andino ocorreu quando ele tinha apenas 22 anos, ao conquistar o topo do desafiador Illimani, na Bolívia. Atualmente, Alan ostenta um dos históricos mais robustos e impressionantes do país, acumulando uma fantástica coleção de expedições de alta intensidade logística e isolamento geográfico na Puna do Atacama e nas cordilheiras bolivianas, incluindo múltiplas repetições em gigantes como o Sajama e o Acotango.
Seus 20 cumes únicos acima de 6 mil metros nos Andes são: Ojos del Salado (6.893 m), Llullaillaco (6.739 m), Incahuasi (6.652 m), Sajama (6.542 m — escalado 2 vezes), Illimani (6.438 m), Parinacota (6.342 m), Aucanquilcha (6.174 m), Volcán San Pedro (6.155 m), Vulcão El Ermitaño (6.145 m), Volcán San Pablo (6.110 m), Huayna Potosí (6.088 m), Cerro Vicuña (6.067 m), Volcán Socompa (6.052 m), Acotango (6.052 m — escalado 2 vezes), Vulcão Copiapó (6.052 m), Acamarachi (6.048 m), Vulcão Peña Blanca (6.030 m), Vulcão Salin (6.029 m), Vulcão Palpana (6.023 m) e Nevado San Francisco (6.018 m).
Aleomar Galassi: 24 cumes

Aleomar Gallassi.
Paulista de Taquaritinga, Aleomar Galassi apresenta um vasto e respeitável currículo no montanhismo de altitude que vai muito além dos seis mil metros, colecionando linhas em montanhas clássicas, estéticas e complexas dos Andes, como o técnico Alpamayo no Peru, o Monte Tronador na Patagônia e o cônico Licancabur na fronteira com a Bolívia. No seismilismo andino, sua trajetória é marcada por uma impressionante regularidade e um forte espírito de exploração em vulcões isolados e grandes maciços continentais, o que o posiciona no topo absoluto do ranking de cumes.
Seus 24 cumes únicos acima de 6 mil metros nos Andes são: Aconcágua (6.962 m), Ojos del Salado (6.893 m), Monte Pissis (6.795 m), Bonete Chico (6.759 m), Cerro Mercedário (6.732 m), Vulcão Parinacota (6.342 m), Vulcão Pomerape (6.282 m), Nevado Tres Cruces / Patos (6.239 m), Vulcão Solo (6.208 m), Aucanquilcha (1optionally 6.176 m), El Ermitaño (6.146 m), Volcán San Pedro (6.145 m), Barrancas Blancas (6.119 m), Nevado Famatina (6.097 m), Huayna Potosí (6.088 m), Vulcão Guallatiri (6.070 m), Vicuñas (6.067 m), Vulcão Acotango (6.052 m), Vulcão Copiapó (6.052 m), Vulcão Peña Blanca (6.033 m), Vulcão Salin (6.022 m), Nevado San Francisco (6.018 m), Laguna Blanca (6.012 m) e Vulcão Capurata (6.011 m).
Marcelo Delvaux: 23 cumes (In Memoriam)

Marcelo Delvaux no cume do Illimani – Bolívia
Montanhista mineiro, Marcelo Delvaux foi um dos poucos profissionais brasileiros formados com o prestigiado título da Escuela Provincial de Guías de Alta Montaña y Trekking (EPGAMT), em Mendoza, na Argentina. Com vasta experiência internacional e expedições espalhadas por diversos continentes, Delvaux construiu um dos currículos mais imponentes e respeitados da história do seismilismo brasileiro. Sua atuação destaca-se tanto pelo impressionante volume e regularidade em picos comerciais — dividindo o topo da estatística nacional com 12 ascensões ao Aconcágua e impressionantes 7 cumes no Huayna Potosí — quanto pelo pioneirismo em expedições estritamente exploratórias. Seu histórico reúne cumes de extrema raridade e isolamento na Puna e na Serra de Cachi, além de conquistas marcantes em montanhas pouco conhecidas de 5 mil metros na Cordilheira de Apolobamba (Bolívia) e em regiões remotas entre Arequipa e Cusco (Peru).
Seus 23 cumes únicos acima de 6 mil metros nos Andes são: Aconcágua (6.962 m — escalado 12 vezes), Ojos del Salado (6.893 m), Cerro Mercedário (6.720 m), Sajama (6.542 m), Illimani (6.430 m), Coropuna Norte (6.405 m), Nevado de Cachi (6.380 m), Parinacota (6.348 m), Coropuna Leste (6.290 m), Vulcão Pomerape (6.282 m), Chimborazo (6.267 m), Nevado de Palermo (6.150 m), Medusa (6.120 m), Marmolejo (6.108 m), Huayna Potosí (6.088 m — escalado 7 vezes), Ciénaga Grande (6.075 m), Chachani (6.057 m), Vulcão Acotango (6.052 m), Volcán del Viento (6.028 m), Hualca Hualca (6.025 m), Palpana (6.023 m), Nevado San Francisco (6.018 m) e Uturuncu (6.008 m).
Infelizmente o montanhista Marcelo Delvaux faleceu ao cair em uma greta no Coropuna em julho de 2024.
Luciana Moro: 28 cumes

Luciana Moro
Gaúcha de Santa Maria (RS), Luciana Moro é casada com Tiago Korb, seu principal parceiro de cordada, parceria que faz com que ambos compartilhem uma trajetória praticamente idêntica e altamente técnica nas altitudes andinas. Estudante de Educação Física na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), ela se dedica com extremo afinco e rigor atlético ao montanhismo, consolidando-se de forma incontestável como uma das montanhistas mais fortes do Brasil. Seu currículo andino impressiona pela altíssima exigência logística, reunindo travessias complexas de velocidade, grandes clássicos como a rota 360º do Aconcágua e os gigantes mais isolados da Puna do Atacama e de Catamarca, acumulando ainda repetições marcantes no Nevado San Francisco e no místico Llullaillaco.
Seus 28 cumes únicos acima de 6 mil metros nos Andes são: Aconcágua (6.962 m), Ojos del Salado (6.893 m), Monte Pissis (6.795 m), Bonete Chico (6.759 m), Llullaillaco (6.739 m — escalado 2 vezes), Cerro Mercedário (6.720 m), Vulcão Walther Penck (6.658 m), Incahuasi (6.621 m), El Muerto (6.510 m), Vulcão Antofalla (6.440 m), Nevado Tres Cruces / Patos (6.239 m), Vulcão Solo (6.208 m), Nevado de Palermo (6.184 m), Cerro Vallecitos (6.168 m), El Ermitaño (6.146 m), El Quewar (6.140 m), Medusa (6.120 m), Barrancas Blancas (6.119 m), Nevado Famatina (6.115 m), Aracar (6.095 m), Cerro Colorados (6.080 m), Ciénaga Grande (6.075 m), Vicuñas (6.067 m), Fraile (6.061 m), Vulcão Copiapó (6.052 m), Peña Blanca (6.037 m), Volcán del Viento (6.028 m) e Nevado San Francisco (6.018 m — escalado 2 vezes).
Waldemar Niclevicz: 30 cumes

Waldemar Niclevicz na base do Les Droites. Foto Pedro Hauck
O montanhista paranaense Waldemar Niclevicz é, incontestavelmente, a maior referência da história do montanhismo de alta altitude no Brasil. Com uma carreira monumental iniciada em 1989, Niclevicz fincou a bandeira brasileira no topo do mundo ao se tornar o primeiro brasileiro a conquistar o Monte Everest. Seu currículo internacional impressiona: escalou metade das 14 montanhas acima de 8 mil metros do planeta, foi o primeiro brasileiro a completar o circuito dos Sete Cumes e tornou-se o único não europeu até hoje a ascender todos os 82 cumes acima de 4 mil metros dos Alpes. No seismilismo andino, sua trajetória é de um pioneirismo absoluto e exploração incomparável, colecionando linhas de extrema complexidade técnica e isolamento geográfico por toda a extensão da cordilheira, o que o posiciona no topo isolado e absoluto do ranking nacional.
Seus 30 cumes únicos acima de 6 mil metros nos Andes são: Aconcágua (6.962 m), Ojos del Salado (6.893 m), Monte Pissis (6.795 m), Tres Cruces Sur (6.748 m), Huascarán Sul (6.746 m), Llullaillaco (6.739 m), Cerro Mercedário (6.720 m), Incahuasi (6.621 m), Sajama (6.542 m), El Muerto (6.518 m), Vulcão Antofalla (6.440 m), Coropuna (6.405 m), Illimani (6.430 m), Nevado de Cachi (6.380 m), Ausangate (6.372 m), Illampu (6.368 m), Chopicalqui (6.345 m), Parinacota (6.348 m), Ampato (6.288 m), Salcantay (6.271 m), Chimborazo (6.267 m), Las Tórtolas (6.160 m), Huayna Potosí (6.088 m), Chachacomani (6.074 m), Guallatiri (6.063 m), Solimana (6.060 m), Vulcão Copiapó (6.052 m), Chaupi Orco (6.044 m), Uturuncu (6.008 m) e Rasac (6.000 m).
Luiz Valério Pedrosa Cavalieri: 33 cumes

Luís Cavalieri na Bolívia.
Montanhista natural de Petrópolis (RJ), Luís Cavalieri começou a se dedicar ao montanhismo de altitude após os 50 anos de idade. Imprimindo um vigor físico espetacular e um ritmo frenético de expedições, cruzou rapidamente a barreira dos dez cumes e continuou avançando pelos maiores gigantes da América do Sul. Sua impressionante trajetória é marcada por uma constância admirável e um fôlego incansável para explorar os maciços mais isolados e técnicos da cordilheira, o que o posiciona hoje na liderança absoluta e isolada do ranking de cumes andinos no país.
Seus 32 cumes únicos acima de 6 mil metros nos Andes são: Aconcágua (6.962 m), Ojos del Salado (6.893 m), Walther Penck (6.658 m), Tupungato (6.570 m), Sajama (6.542 m), Illimani (6.438 m), Ancohuma (6.427 m), Parinacota (6.348 m), Vulcão Pomerape (6.282 m), Cerro Mercedário (6.720 m), Chimborazo (6.263 m), Aucanquilcha (6.176 m), Cerro Vallecitos (6.168 m), Volcán San Pedro (6.145 m), El Quewar (6.140 m), El Ermitaño (6.133 m), Medusa (6.120 m), Barrancas Blancas (6.119 m), Nevado Famatina (6.115 m), Huayna Potosí (6.088 m), Cerro Colorados (6.080 m), Chachacomani (6.074 m), Vicuñas (6.067 m), Fraile (6.061 m), Vulcão Acotango (6.052 m), Vulcão Copiapó (6.052 m), Vulcão Pili / Acamarachi (6.046 m), Palpana (6.040 m), Vulcão Peña Blanca (6.030 m), Volcán del Viento (6.028 m), Nevado San Francisco (6.018 m) e Uturuncu (6.008 m).
Ricardo Rui: 39 cumes

Ricardo Rui.
Paulistano radicado em Atibaia (SP), Ricardo Rui cravou seu nome na história do montanhismo nacional ao realizar uma temporada espetacular na Puna do Atacama no início de 2020, quando conquistou nada menos que seis montanhas de seis mil metros em uma única expedição. Muito conhecido no universo do voo livre, ele se destaca pelo domínio do Hike and Fly — a complexa modalidade de escalar montanhas de alta altitude carregando o equipamento para decolar de parapente diretamente do topo. Entre seus feitos mais ousados e raros no mundo, Rui assinou decolagens históricas dos cumes do Cerro Medusa, do Vicuñas e do colossal Ojos del Salado. Com um ritmo avassalador de expedições exploratórias e comerciais, ele construiu uma sólida linha de ascensões que o posiciona hoje no topo absoluto e isolado do ranking de cumes andinos no Brasil.
Seus 39 cumes únicos acima de 6 mil metros nos Andes são: Ojos del Salado (6.893 m), Monte Pissis (6.795 m), Bonete Chico (6.770 m), Vulcão Walther Penck (6.658 m), Sajama (6.542 m), El Muerto (6.518 m), Vulcão Nascimento (6.475 m), Vulcão Antofalla (6.440 m), Illimani (6.430 m), Ancohuma (6.427 m), Coropuna (6.425 m), Cerro La Ramada (6.384 m), Parinacota (6.348 m), Vulcão Pomerape (6.282 m), Chimborazo (6.263 m), Nevado Tres Cruces / Patos (6.239 m), Vulcão Solo (6.208 m), Aucanquilcha (6.176 m), El Ermitaño (6.146 m), Volcán San Pedro (6.145 m), El Quewar (6.140 m), Medusa (6.120 m), Barrancas Blancas (6.119 m), Volcán San Pablo (6.110 m), Chearoco (6.104 m), Huayna Potosí (6.088 m), Chachani (6.075 m), Chachacomani (6.074 m), Baboso (6.070 m), Vicuñas (6.067 m), Fraile (6.061 m), Vulcão Acotango (6.052 m), Vulcão Copiapó (6.052 m), Vulcão Pili / Acamarachi (6.046 m), Palpana (6.040 m), Vulcão Peña Blanca (6.033 m), Volcán del Viento (6.028 m), Nevado San Francisco (6.018 m) e Laguna Blanca (6.018 m).
Maria Tereza Ulbrich: 40 cumes

Maria Tereza Ulbrich
Natural de Curitiba (PR), Maria Tereza Ulbrich trabalha profissionalmente com montanhismo e vem construindo um dos históricos mais impressionantes e dominantes da alta altitude sul-americana. Tete, como é amplamente conhecida, é a mulher brasileira com o maior número de cumes acima de 6 mil metros nos Andes e a líder absoluta do ranking nacional. Sua trajetória no seismilismo começou em 2014, em uma temporada na Bolívia, e desde então evoluiu para uma impressionante demonstração de vigor técnico e regularidade, incluindo o feito inédito de ser a única brasileira a conquistar duas montanhas de 6 mil metros em um único dia. Além de seu domínio avassalador nos Andes — com destaque para marcas impressionantes de trabalho e condução, como 9 cumes no Huayna Potosí e 6 no gigante Ojos del Salado —, seu vasto currículo internacional inclui picos de 6 mil metros no Himalaia, como o Chulu Far East (6.058 m) e o Lobuche East (6.119 m), o topo do técnico Himlung (7.136 m) no Nepal, e clássicos globais como o Mont Blanc (4.810 m), na França, e o Monte Elbrus (5.642 m), na Rússia.
Seus 40 cumes únicos acima de 6 mil metros nos Andes são: Aconcágua (6.962 m — escalado 2 vezes), Ojos del Salado (6.893 m — escalado 7 vezes), Vulcão Walther Penck (6.658 m), Sajama (6.542 m), El Muerto (6.518 m), Vulcão Nascimento (6.475 m), Vulcão Antofalla (6.440 m), Illimani (6.430 m), Coropuna (6.425 m), Parinacota (6.348 m — escalado 3 vezes), Chopicalqui (6.345 m), Chimborazo (6.300 m), Cerro Pular (6.233 m), Vulcão Solo (6.208 m), Aucanquilcha (6.176 m), Cerro Vallecitos (6.168 m), El Ermitaño (6.146 m), Volcán San Pedro (6.145 m), El Quewar (6.140 m), Medusa (6.120 m), Barrancas Blancas (6.119 m), Volcán San Pablo (6.110 m), Huayna Potosí (6.088 m — escalado 9 vezes), Cerro Colorados (6.080 m), Chachani (6.075 m), Chachacomani (6.074 m), Vicuñas (6.067 m — escalado 2 vezes), Fraile (6.061 m), Vulcão Acotango (6.052 m — escalado 4 vezes), Socompa (6.051 m), Vulcão Pili / Acamarachi (6.046 m), Palpana (6.040 m), Vulcão Peña Blanca (6.033 m — escalado 3 vezes), Vulcão Salin (6.028 m), Volcán del Viento (6.028 m), Quitaraju (6.025 m), Hualca Hualca (6.025 m – 2x), Nevado San Francisco (6.018 m — escalado 7 vezes), Laguna Blanca (6.018 m) e Uturuncu (6.008 m).
Tiago Korb: 58 cumes

Tiago Korb.
Gaúcho de Santa Maria (RS), mas atualmente residindo em Curitiba (PR), Tiago Korb já era amplamente conhecido por suas travessias extremamente “casca-grossa” e técnicas nas serras brasileiras antes de projetar seu nome na alta altitude continental. Korb construiu um currículo monumental e histórico de forma essencialmente independente, tornando-se o recordista absoluto e líder isolado do ranking de seismilistas no Brasil. Seu histórico impressiona não apenas pela quantidade absurda de montanhas únicas conquistadas de norte a sul da cordilheira, mas também por um volume espetacular de repetições guiando ou explorando de forma autônoma a Puna do Atacama e os Andes Centrais, acumulando marcas inacreditáveis como 12 cumes no Nevado San Francisco e 6 no gigante Ojos del Salado.
Seus 58 cumes únicos acima de 6 mil metros nos Andes são: Aconcágua (6.962 m), Ojos del Salado (6.893 m — escalado 6 vezes), Monte Pissis (6.795 m — escalado 3 vezes), Bonete Chico (6.759 m), Tres Cruces Sur (6.749 m — escalado 2 vezes), Llullaillaco (6.739 m), Cerro Mercedário (6.720 m — escalado 3 vezes), Incahuasi (6.621 m — escalado 2 vezes), Tres Cruces Central (6.629 m — escalado 2 vezes), Vulcão Walther Penck (6.658 m), El Muerto (6.510 m — escalado 2 vezes), Vulcão Nascimento (6.460 m), Cerro El Cóndor (6.450 m), Vulcão Antofalla (6.440 m), Veladero (6.436 m), Nevado de Cachi (6.380 m), Vulcão Parinacota (6.342 m), Reclus (6.304 m), Ampato (6.288 m), Vulcão Pomerape (6.282 m), Cerro Majadita (6.266 m), Nevado Tres Cruces / Patos (6.239 m), Cerro Pular (6.233 m), Vulcão Solo (6.208 m — escalado 2 vezes), Nevado de Palermo (6.184 m), Aucanquilcha (6.176 m — escalado 2 vezes), Cerro Vallecitos (6.168 m), Volcán San Pedro (6.145 m — escalado 2 vezes), Sierra Nevada (6.142 m), El Quewar (6.140 m — escalado 2 vezes), El Ermitaño (6.146 m — escalado 4 vezes), Colanguil (6.122 m), Medusa (6.120 m), Barrancas Blancas (6.119 m — escalado 2 vezes), Nevado Famatina (6.115 m), Volcán San Pablo (6.110 m), Aracar (6.095 m), Cerro Colorados (6.080 m), Chachani (6.075 m), Ciénaga Grande (6.075 m), Baboso (6.070 m — escalado 2 vezes), Vicuñas (6.067 m — escalado 2 vezes), Vulcão Guallatiri (6.070 m), Fraile (6.061 m — escalado 2 vezes), Vulcão Acotango (6.052 m), Vulcão Copiapó (6.052 m — escalado 2 vezes), Socompa (6.051 m), Vulcão Pili / Acamarachi (6.046 m — escalado 2 vezes), Palpana (6.035 m — escalado 2 vezes), Peña Blanca (6.037 m — escalado 4 vezes), Volcán del Viento (6.028 m), Vulcão Salin (6.028 m), Hualca Hualca (6.025 m), Nevado San Francisco (6.018 m — escalado 12 vezes), Laguna Blanca (6.018 m), Vulcão Capurata (6.011 m), Alto Toroni (6.003 m) e Coropuna (6.425 m).
Pedro Hauck: 69 cumes

Pedro Hauck – Foto de Gabriel Tarso.
Longe dos holofotes, o montanhista paulista natural de Itatiba, mas radicado há mais de uma década em Curitiba (PR), construiu uma das carreiras mais sólidas, longevas e respeitadas do montanhismo brasileiro, acumulando mais de 28 anos de dedicação ininterrupta ao esporte. Seu currículo de alta montanha vai muito além do seismilismo andino, registrando dezenas de ascensões técnicas em montanhas de 4 e 5 mil metros, além de expressivos marcos no Himalaia e Karakoram, que incluem o cume do Manaslu (8.163 m), dois picos de 7 mil metros — o Himlung (7.136 m), no Nepal, e o Spantik Peak (7.027 m), no Paquistão —, e montanhas icônicas como o Ama Dablam, Chulu Far East, Lobuche East, Mera Peak e Island Peak. Contando as suas inúmeras repetições de trabalho e logística, ele já cruzou a fantástica barreira de mais de 110 cumes acima de 6 mil metros ao redor do globo.
VEJA MAIS: Pedro Hauck, um dos mais experientes montanhistas do Brasil
Tendo escalado ao lado de praticamente todos os nomes que integram a lista histórica do portal, Pedro Hauck destaca-se pelo pioneirismo marcante de suas expedições. Atualmente atua como guia de montanha pela operadora Soul Outdoor, é sócio do portal e da Loja AltaMontanha e possui forte atuação institucional, sendo instrutor de escalada em rocha formado pela antiga AGUIPERJ e sócio-fundador da Associação Brasileira de Guias de Montanha (ABGM). Seu histórico reúne feitos inéditos de nível mundial, sendo uma das primeiras pessoas no planeta a escalar todos os 6 mil da Bolívia, o primeiro brasileiro a conquistar os 10 vulcões mais altos da Terra e o primeiro a completar todos os picos de 6 mil metros da província de Catamarca, na Argentina.
Seus 68 cumes únicos acima de 6 mil metros nos Andes são: Aconcágua (6.962 m — escalado 5 vezes), Ojos del Salado (6.893 m — escalado 11 vezes), Monte Pissis (6.795 m), Huascarán Sul (6.768 m), Bonete Chico (6.759 m), Tres Cruces Sur (6.748 m), Llullaillaco (6.739 m), Cerro Mercedário (6.720 m), Vulcão Walther Penck (6.658 m), Incahuasi (6.621 m), Tres Cruces Central (6.629 m), Tupungato (6.565 m), Sajama (6.542 m), El Muerto (6.508 m), Vulcão Nascimento (6.475 m), Vulcão Antofalla (6.440 m — escalado 2 vezes), Illimani (6.438 m — escalado 2 vezes), Ancohuma (6.427 m), Cerro El Cóndor (6.414 m), Nevado de Cachi (6.380 m), Cerro La Ramada (6.387 m), Illampu (6.368 m), Chopicalqui (6.345 m), Parinacota (6.345 m — escalado 5 vezes), Chimborazo (6.300 m), Cerro Majadita (6.280 m), Vulcão Pomerape (6.282 m), Nevado Tres Quebradas / Patos (6.239 m), Cerro Pular (6.233 m), Vulcão Solo (6.208 m), Aucanquilcha (6.176 m), Nevado del Toro (6.168 m), Cerro Vallecitos (6.168 m), Cerro Veladero (6.436 m), Marmolejo (6.108 m), El Ermitaño (6.133 m), Medusa (6.120 m), Barrancas Blancas (6.119 m), Volcán San Pablo (6.110 m), Chearoco (6.104 m), El Quewar (6.140 m), Huayna Potosí (6.088 m — escalado 17 vezes), Cerro Colorados (6.080 m), Chachani (6.075 m), Chachacomani (6.074 m), Ciénaga Grande (6.075 m), Baboso (6.070 m), Vicuñas (6.067 m — escalado 3 vezes), Fraile (6.067 m), Vulcão Guallatiri (6.063 m), Vulcão Acotango (6.052 m — escalado 5 vezes), Vulcão Copiapó (6.052 m), Vulcão Pili (6.046 m), Chaupi Orco (6.044 m), Palpana (6.040 m), Vulcão Peña Blanca (6.033 m — escalado 5 vezes), Volcán del Viento (6.028 m), Vulcão Salin (6.028 m), Quitaraju (6.025 m), Laguna Blanca (6.018 m), Nevado San Francisco (6.018 m — escalado 9 vezes), Sierra Nevada (6.127 m), Socompa (6.051 m), Uturuncu (6.008 m), Vulcão Capurata (6.008 m), Las Tórtolas (6.160 m), Tocllaraju (6.000 m), Volcán San Pedro (6.145 m) e Hualca Hualca (6025m).
Brasileiros com quase 10 montanhas de 6 mil nos Andes:
É claro que há brasileiros que estão quase na lista. Atualizamos a tabela com os montanhistas que já fizeram mais de 7 cumes diferentes. Confira abaixo:
09 Carlos Rosasse (Aconcágua, Huayna Potosi, San Francisco, Ojos del Salado, El Muerto, Tres Cruces Central, Tres Cruces Sur, Incahuasi)
09 Paula Kapp (Huayna, Illimani, Aconcágua, Vicunhas, San Francisco, Bonete Chico, Baboso, Veladero, Mercedario). Gaúcha que mora no Rio de Janeiro também escalou uma montanha com mais de 6 mil metros no Quirguistão em sua aclimatação para o Lenin Peak, onde não chegou ao cume.
09 Paulo César Azevedo (Máfia) (Ojos, Pissis, Mercedário, Aconcágua, Bonete Chico, Walter Penck, San Francisco, Meduza, Huayna Potosi). Paranaense, foi um dos fundadores do COSMO e é montanhista há mais de 50 anos.
09 Vinicius Vieira (Aconcágua, Huayna Potosí, Veladero, Baboso, Bonete, Ojos del Salado, Vicuñas, Fraile e Pissis.
08 Carlos Moura (Las Tórtolas, Marmolejo, San Francisco, Vicuñas, Barrancas Blancas, Pena Blanca Sur (?), Ermitaño, Ojos del Salado). Responsável pela agência Mantiex de montanhismo é natural do Rio Grande do Sul, mas vive no Vale do Paraíba – SP.
08 F. A. (Huayna, Sanfra, Aconcagua, Illimani, Tocclaraju, Chopicalqui, Huascaran Norte, Huascarán Sur)*.
08 Bruno Versiani. Huayna Potosí (2004, 2006 e 2012), Tocllaraju (2007), Huascarán (2008), Illimani (2008), Chopicalqui (2008), Aconcágua (2010), Chachacomani (2010). Também escalou o Pik Lenin de 7 mil metros no Quirguistão (2013). Mineiro vive em Brasília.
08 Gustavo Belitarto (Chimborazo, Aconcagua, Sanfra, Ojos, Huayna, Illimani, Parinacota, Acotango). Bahiano, sendo o nordestino com mais montanhas acima de 6 mil metros.
08 Edson Vandeira; Aconcágua, Sajama, Acotango, Parinacota, Pomerape, Huayna, Chopicalqui, Huascarán Sul (in memorian).
*Montanhista pediu para não divulgar seu nome.
O número de montanhas de 6 mil metros não conta montanhas repetidas.
Conhece alguém com um volume de cumes acima dos 6 mil metros nos Andes que não está nesta matéria? Escreva para a gente e conte sua experiência: altamontanha(at)altamontanha.com
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8 Comentários
Olá, enviei mail pra vcs, mas retorna.
Gostaria de enviar minha lista de montanhas escaladas tbm. Se possível!
Agradeço a atenção.
Se for pra fazer uma lista bem feita e completa, faça até quem chegou em uma única Montanha só, para não deixar ninguém de fora.
Escalei o Aconcágua, Ojos del Salado, Huayna Potosi 2x, Tocllaraju, San Francisco, Illimani e 3 tentativas no Chopicalqui.
Não vi o nome do Máximo na lista. Espero que tenha sido um engano meu. Uma separação comercial, contenciosa ou não, jamais poderia apagar todas as 6.000m dele. Nem a amizade de mais de 20 anos entre os dois pode ser simplesmente varrida da história.
Ele não é brasileiro. Lamentávelmente também notificou extrajudicialmente nosso portal de notícias proibindo a divulgação de seu nome.
acho muito errado não diferenciar quem faz cume escalando e quem faz fazendo trekking , nao é a mesma coisa !!! escalar exige um nível muito mais alto e metade das pessoas que citou nao o faz !! escalar um Aconcagua não é o passeio na Disney de subir por trekking, acho que deveria fazer essa diferenciação , se nao todo mundo parece escalador pica hoje em dia, e quem real merece o mérito não o recebe !
Mas quando falam escalar é chegar ao topo. Algumas montanhas são mais técnicas, precisam de cordas, ancoragens e mosquetões, daí a sua impressão que chegar ao topo escalando é dessa forma, mas grande partes dessas montanhas chega caminhando mesmo:
Poderiam colocar uma versão em formato de tabela, com as datas das ascensões.