Alex Honnold realiza solo durante tempestade

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Muitos escaladores ficam abismados ao ver os feitos em solo de Alex Honnold. Se você é um daqueles que sempre se pergunta: imagine se vem uma chuva no meio dessa parede, o que ele vai fazer? Nesse final de semana ele respondeu na prática: Continuar escalando!

Honnold durante caminhada até a Agulha de La S;

O americano escalou em solo a via Thaw’s not Houlding Wright (900 m, 6b+), um sétimo grau brasileiro, na Agulha de La S no conjunto Fitz Roy. Até ai nenhuma novidade, uma vez que Honnold ficou famoso ao solar o icônico El Capitan em Yosemite e tem diversas outras conquistas em seu currículo. Porém, dessa vez a aventura em solo teve um ingrediente a mais, a chuva e a neve.

 Escalada na Agulha de La S

Honnold contou em seu instagram que a intenção era apenas dar uma volta pelas montanhas e talvez escalar alguma coisa. Quando saiu de El Chatén o dia estava ensolarado e ele decidiu ir até a Agulha de La S ver como estavam as vias. Entretanto, quando estava no meio da parede, o tempo virou e começou a chover com ventos muito fortes.

Tempo fechado na Patagônia.

“A maior parte do percurso de aproximação foi ensolarado (com chuva), mas depois de subir os primeiros 600 metros da agulha começou a nevar com bastante força e os ventos intensificaram-se. Mas nessa altura parecia mais fácil terminar a dura subida e descer a face leste do S do que subir agulha e caminhar de volta através do vale da Torre (o que é sempre uma abordagem trabalhosa)”, contou Honnold.

Após chegar ao cume, a descida foi mais fácil do que Honnold imaginava. Assim, ele concluiu a aventura chegando a El Chaltén cerca de 12 horas após ter iniciado a caminhada. No total foram quase 40 quilômetros de caminhada, 900 metros de escalada e um total de 2.300 metros de desnível.

 

Conjunto do Fitz Roy após nevasca.

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Sobre o autor

Maruza Silvério

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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