Avaliação Jaqueta Columbia Outdry Extreme

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Pedro Hauck relata o uso da Columbia OutDry Extreme sob chuva na Serra Fina e em Curitiba. Conheça suas impressões e a diferença entre a tecnologia avaliada e opções atuais.

Por Pedro Hauck

Utilizei a jaqueta Columbia OutDry em um dia de muita chuva na Serra Fina. A Mantiqueira ofereceu um teste exigente: umidade elevada, vegetação molhada e subidas em que o corpo aquece e produz bastante suor.

Cheguei ao Pico do Capim Amarelo seco e confortável, o que me motivou a escrever esta avaliação. As notas abaixo representam minhas impressões nessa experiência, não medições de laboratório nem uma garantia de desempenho em qualquer condição.

Como funciona a OutDry Extreme

A Columbia explica que a OutDry Extreme coloca a membrana impermeável e respirável no exterior do tecido. É uma construção diferente daquelas que mantêm o tecido externo sobre a membrana; não se trata apenas de um tratamento repelente aplicado à superfície.

A membrana externa foi concebida para evitar o encharcamento do tecido exterior, conhecido como wet out. Isso não transforma respirabilidade em ausência garantida de suor ou condensação para toda pessoa e situação. O conforto observado neste relato também corresponde ao uso e às condições da atividade.

A Columbia registra a aquisição da marca e dos ativos OutDry em 2010. OutDry e OutDry Extreme precisam ser identificadas conforme a tecnologia e o produto específicos.

Pedro Hauck utilizando a jaqueta Columbia OutDry na Serra Fina

Usando a jaqueta Columbia OutDry na Serra Fina.

O que eu achei? Notas de 1 a 10

Impermeabilidade — 10. Pude testar a jaqueta com chuva constante e vento na Serra Fina. Às vezes, a chuva vinha na horizontal. Nesse uso, fiquei seco o tempo todo.

Respirabilidade — 10. Achei muito boa a maneira como a jaqueta se comportou. Durante a subida, alternava sensações de calor e frio; mesmo quando suei, não percebi condensação interna naquela experiência.

Conforto do tecido — 9. O aspecto é emborrachado: não é um tecido de “toque de seda”. Ainda assim, achei confortável para um equipamento técnico.

Escoamento da água — 10. Observei que a água escoava bem pela superfície, sem o encharcamento que percebo em alguns tecidos externos. Essa observação corresponde ao modelo e ao uso descritos.

Jaqueta Columbia OutDry sendo usada durante caminhada na Serra Fina

Jaqueta OutDry sendo usada na Serra Fina.

Modelagem — 10. Além do uso na montanha, utilizei a jaqueta na cidade. Em Curitiba, ela me protegeu durante o trajeto de bicicleta de volta do trabalho. A cor branca chamou a atenção: algumas pessoas acharam estranha, outras bonita. Eu gostei. Também achei os bolsos funcionais e bem posicionados. Para atividades na neve, vale considerar a visibilidade da cor em meio ao terreno.

Conforto geral — 10. A combinação de proteção contra chuva e vento e dos ajustes funcionou bem para mim nas situações relatadas.

Peso — 10. Considerei a jaqueta leve para a proposta de uso técnico. Essa é uma impressão de uso; não apresentei uma pesagem nem uma comparação padronizada entre modelos.

Jaqueta Columbia OutDry azul da publicação original

Jaqueta Columbia OutDry azul — Foto: Loja AltaMontanha. Imagem da publicação original.

Detalhes e acabamentos — 10. Gostei dos zíperes, dos ajustes e do acabamento da peça utilizada.

Nota pelo conjunto — 9,8. Mantendo a avaliação original, considerei a jaqueta um produto bem acabado, confortável e com desempenho muito satisfatório no teste relatado.

Uma jaqueta atual para comparar

Para quem procura proteção contra chuva, a Columbia Watertight II Masculina Black é uma opção atual na Loja AltaMontanha. Ela utiliza Omni-Tech, outra tecnologia: não é a OutDry avaliada aqui. As notas e a experiência desta matéria não constituem uma avaliação da Watertight II. Confira a ficha, o ajuste e os tamanhos disponíveis antes de escolher.

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Sobre o autor

Natural de Itatiba-SP e residente em Curitiba-PR desde 2007, Pedro Hauck é uma figura proeminente no montanhismo brasileiro. Sua formação inclui graduação em Geografia pela Unesp Rio Claro e mestrado em Geografia Física pela UFPR. Com uma carreira de mais de 27 anos, ele é guia de montanha profissional e instrutor de escalada credenciado pela ABGM, a única associação de guias de escalada profissional do Brasil. Seu currículo inclui a ascensão de mais de 180 montanhas acima de 4 mil metros, com mais da metade ultrapassando os 6 mil metros, além de um pico de 8 mil metros no Himalaia e dois de 7 mil. Pedro Hauck também atua como empresário do setor outdoor, sendo sócio da Loja AltaMontanha, uma das mais conceituadas lojas de montanhismo do país, da Via AltaMontanha, um dos maiores ginásios de escalada de Curitiba, e da Soul Outdoor, agência especializada em ascensão, trekking e cursos de montanhismo. Acompanhe Pedro Hauck no Instagram: @pehauck.

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