Bastões de caminhada: como ajustar a altura e usar as alças corretamente

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Os bastões de caminhada podem ajudar no equilíbrio e oferecer pontos adicionais de apoio em trilhas e montanhas. Nas subidas, permitem distribuir parte do esforço entre pernas, braços e ombros. O benefício depende do terreno, da regulagem e da técnica; o equipamento não garante proteção contra lesões.

Os bastões são grandes aliados tanto em caminhadas mais curtas como em expedições longas. Foto: Jéssica Moura

Como ajustar a altura

Em terreno plano, use como referência um cotovelo próximo de 90° com a ponta apoiada perto do pé. Em subidas prolongadas, experimente encurtar os bastões entre 5 e 10 cm; nas descidas, alongá-los nessa ordem de grandeza pode facilitar o apoio. São referências de ajuste, não uma medida obrigatória para qualquer pessoa ou inclinação.

Respeite a faixa indicada no modelo e nunca ultrapasse a marca STOP ou o limite de extensão. Confira se as travas estão firmes antes de apoiar o corpo. Se o ajuste deixa os ombros elevados ou causa desconforto, reavalie o comprimento e a técnica.

Como usar as alças

A alça e a manopla ajudam a apoiar a mão sem exigir que você aperte o cabo o tempo todo. Em alças convencionais, passe a mão por baixo da abertura, traga-a para baixo e segure a manopla, deixando a fita apoiar o punho e a base da mão. Ajuste o comprimento para ficar confortável, conforme o manual. Essa orientação consta do guia de bastões da REI.

Não aperte a alça a ponto de comprimir a mão. Se surgir dor, interrompa o uso e confira o ajuste. Dor persistente merece avaliação profissional, em vez de insistir num movimento desconfortável.

O sistema Shark da LEKI

Alguns modelos da LEKI utilizam a Shark Frame Strap Mesh, uma alça que envolve a mão e se conecta a uma empunhadura compatível. Segundo a ficha oficial da LEKI, ela é destinada ao sistema Shark. Não é uma peça universal para todo bastão da marca nem para alças convencionais.

Exemplo do sistema de empunhadura e alça da LEKI. Ele não equipa todos os bastões. Foto: Divulgação Leki.

O encaixe permite conectar e desconectar a alça da empunhadura. A LEKI orienta pressionar o botão de liberação e retirar o encaixe. Não confunda essa operação com uma garantia de soltura automática em qualquer queda: o funcionamento e os recursos de segurança variam entre sistemas. Leia o manual do modelo.

A alça pode ser desengatada da empunhadura compatível. Foto: detalhe do sistema LEKI. Foto: Divulgação LEKI.

Quando guardar os bastões

Usar um par oferece dois pontos adicionais de apoio. Em trechos que exigem as mãos para progressão, guarde e prenda os bastões à mochila de modo que não fiquem soltos nem atrapalhem os movimentos. Pratique essa transição antes de chegar ao trecho difícil.

Há bastões de comprimento fixo e ajustável, telescópicos e dobráveis. Nem todo bastão de corrida tem altura única, e nem todo modelo ajustável é apropriado para qualquer carga ou terreno. Compare a faixa de tamanho, a empunhadura, o peso e a finalidade indicada pelo fabricante.

Opções com estoque na Loja AltaMontanha

Para quem procura bastões ajustáveis com alças convencionais, estas opções estavam disponíveis na consulta desta revisão:

  • Naturehike Trail Lite: modelo telescópico em alumínio 6061, com trava externa. A ficha da loja informa faixa de 62–135 cm e peso de 255 g por unidade.
  • Naturehike Lightweight Carbon UL: modelo dobrável com alumínio e fibra de carbono, aproximadamente 225 g e 36 cm guardado. Há versões com ajuste de 103–120 cm e 115–135 cm.

Ambos são vendidos por unidade e não utilizam o sistema Shark. Para formar um par, compre duas unidades e escolha a faixa que atende à sua estatura.

Um bom ajuste torna o equipamento mais confortável e útil. Condicionamento, atenção ao terreno e técnica continuam importantes; nenhum bastão elimina o risco de quedas ou lesões.

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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