Brittany Goris é a primeira mulher a livrar via épica em Joshua Tree

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Entre os praticantes de escalada tradicional o Parque Nacional de Joshua Tree nos EUA é reconhecido por suas linhas desafiadoras. E foi lá que Brittany Goris realizou sua última conquista. Ela encadenou a via The Stingray graduada em 4.13d (10b brasileiro), uma fenda de dedos famosa por ser uma das mais difíceis do mundo e com pouquíssimas repetições. Assim, Goris se tornou a primeira mulher a conseguir esse feito.

Goris equipando a via.

A via foi conquistada em 1988 por Hidetaka Suzuki. Entretanto a sua primeira ascensão em livre aconteceu apenas 22 anos depois, quando em 2010 Sonnie Trotter conseguiu chegar a sua parada sem nenhuma queda. Na época, Trotte declarou que essa via só perderia para a Cobra Crack (Squamish) em questões de dificuldade. Após isso, a via foi encadenada apenas mais cinco vezes, por Mason Earle (2014) e Matt Segal e Will Stanhope (2015), Prithipal Khalsa (2020) e agora por Brittany Goris.

Mais de dois meses de persistência

No último dia 07/02, após dois meses e quase cinquenta tentativas, Goris comemorou a cadena. Para isso, ela trabalhou a via com Khalsa que também conseguiu a cadena duas semanas antes.

Goris relatou em seu blog pessoal que quando conheceu o parque em 2015, achou inacreditável que alguém pudesse escalar aquelas fendas “machuquentas”.  Mas ao ficar frente a frente com Stingray no final de 2019, sentiu-se seduzida e desafiada a tentar escalar essa via. “Quando vi pela primeira vez, meu queixo caiu”, contou a escaladora.

Após a conquista, a escaladora agradeceu os parceiros e contou estar muito realizada. “Quase dois meses de esforço, e com um dedo tão inchado e no limite de uma lesão que o apelidamos de “El Gigante”, entretanto na quarta tentativa do dia eu finalmente mandei The Stingray, uma das vias mais difíceis, se não a mais difícil que já fiz”, relatou Goris em suas redes sociais.

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Sobre o autor

Maruza Silvério

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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