Casos de febre maculosa aumentam em SP. Saiba como se prevenir contra os carrapatos transmissores da doença

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Nos últimos dias foram registradas três mortes causadas por Febre Maculosa no estado de São Paulo. A doença é transmitida pelo carrapato-estrela, que é facilmente encontrado em regiões rurais, áreas silvestres e até mesmo em montanhas. O inseto é um velho conhecido de montanhistas e aventureiros.

O carrapato pode ser encontrado em áreas rurais ou silvestres.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Paraná “a febre maculosa é uma doença infecciosa, febril aguda e de gravidade variável. Ela pode variar desde as formas clínicas leves e atípicas até formas graves, com elevada taxa de letalidade”. Os principais sintomas são febre alta e repentina, dores de cabeça intensas, mal-estar, vômito, diarreia, inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e sola dos pés e gangrena nos dedos e orelhas. Se não for tratada adequadamente, pode evoluir para óbito.

A doença é causada por uma bactéria normalmente hospedada, transportada e transmitida pelo carrapato-estrela, um inseto muito comum nas regiões rurais ou de mata no sul e sudeste do Brasil. No entanto também pode ser encontrados em outras regiões do país. Ele tem o tamanho de um feijão quando adulto, e cor amarronzada.  A febre maculosa é transmitida pela picada do animal ou pelo contato com o sangue que ele ingeriu.

Como se prevenir contra os carrapatos

Para evitar a contaminação de Febre Maculosa é necessário evitar o contato com o carrapato-estrela. Para isso é recomendado o uso roupas adequada como calças e camisetas manga longa, bem como botas ao entrar em áreas silvestres ou que haja a ocorrência de carrapatos. Outra dica é usar roupas claras, pois torna mais fácil a visualização dos parasitas.

Carrapato-estrela, transmissor da bactéria causadora da Febre Maculosa. Foto: Prefeitura de Jundiaí

Segundo médicos, o carrapato não transmite a doença de imediato, pois precisa de um tempo em contato com a pele para fazer a transmissão da bactéria.  No entanto, quanto mais rápido ele for retirado, menor a chance da contaminação. Por isso, é recomendado fazer uma vistoria por todo o corpo, com atenção especial as costas e regiões com presença de pelos e cabelos, assim que a pessoa retornar de uma área silvestre ou rural.

Caso encontre um carrapato grudado à pele recomenda-se que ele seja retirado com muito cuidado, de preferência com uma pinça e luvas. Não se deve tirá-lo direto com as mãos nem esmagá-lo com a unha, pois o contato com o sangue ingerido pelo animal também pode transmitir a doença. Recomenda-se jogá-lo em um pote com álcool ou no vaso sanitário e dar descarga.

Usar repelentes com proteção contra carrapato e tomar banho com remédios para combater piolhos também pode ajudar. Outra dica importante é vistoriar e retirar os parasitas de animais domésticos que possam ter entrado em contato com os carrapatos.

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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