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Aventuras
O Rio Cubatão de Cima
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Há tempos q o Nando comentava comigo suas intenções exploratórias dum rio selvagem na Serra do Mar santista q, por algum motivo qq, terminava sempre sendo adiada. Até agora. Como “água mole em pedra dura”, ele finalmente me convenceu em acompanhá-lo numa investida pelos tortuosos meandros do ribeirão Cubatão de Cima.

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Pico Agudo de Sapopema e Serra Grande de Ortigueira
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Todos os montanhistas e trekkers que conheço costumam manter um “caderninho” onde registram sua “lista de desejos” ou “afazeres”, aquelas aventuras que povoam seus imaginários aventureiros e desejam fortemente realizar algum dia na vida. Esse caderninho tem o condão, geralmente, de ser o fio condutor que leva à transformação destes sonhos em projetos e depois fazem destes projetos realidade. Por isso, além do próprio sonho costumam registrar outras informações relativas a eles, como dados de acesso e localização, dicas e quaisquer outras informações julgadas importantes. Não raro, mapas e até fotos são anexadas no tal caderninho, que hoje, obviamente com o avanço da informática, toma muitas vezes a forma de um arquivo eletrônico.

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Cachu do Caetê e praia dos Góes
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O Rio Caetê é um dos vários cursos dágua q despencam da verdejante muralha da Serra do Mar e rasgam a Área Continental de Santos, justificando seu nome q, em tupi-guarani, significa “mato grande”. Aproveitando uma dica soprada durante a visitação do Rio Cabuçu, localizado paralelamente no mesmos etor, fomos desta vez não apenas conferir este belo ribeirão, como tb nos refrescar numa simpática e pouco conhecida cachoeira. De facílimo acesso e bastante próxima da rod. Rio-Santos, a Cachu Caetê (ou Cachu do Morro, como tb é conhecida) é ótima pedida prum domingo de sol. Programa rápido q pode ser emendado com algum outro roteiro próximo. Q no nosso caso foi a rústica Praia do Góes, no Guarujá.

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Perrengue no Vale do Preguiça
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O Rio dos Macacos é o maior tributário do Rio Mambu, situado entre os municípios de Embu Guaçu e Itanhaém, as margens do Núcleo Curucutu do P E Serra do Mar. Além de suas águas abastecerem a majestuosa Cachu do Funil, o Rio dos Macacos notabiliza-se principalmente por cavar um estreito cânion durante td seu trajeto até sua foz. E foi justamente este imponente desfiladeiro, q atende pelo nome de Vale do Preguiça, q acabamos palmilhando na tentativa de aceder à Cachu do Funil por sua vertente leste. O resultado da empreitada foi um circuitão q desceu td um afluente do Macacos até o fundo do vale, percorreu um trecho considerável deste cânion virgem até seu vértice, na Cachu do Funil, e finalmente retornou por sua picada “oficial”. Um circuitão casca-grossa com escalaminhada, vara-mato, pernoite improvisado, chuva e mto frio q sequer arranhou parte dum cânion q decerto nunca teve pés aos sopé de seus imponentes paredões.

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A Pedra Branca de Araraquara
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Montanha imponente que se destaca soberana na paisagem de quem trafega pela BR-376, na divisa PR-SC, a Pedra Branca de Araraquara só é comparável ao Corcovado de Ubatuba (SP) e a Pedra do Frade (RJ) em beleza, grandiosidade e proximidade ao mar. Contudo, difere destes picos apenas por ser um maciço desgarrado do planalto e não ter um topo rochoso ou descampado. Ainda assim, as características da conquista dos 1230m de seu escarpado cume são bem similares a estes picos mais notórios. Pernada curta, porém exigente e pouco freqüentada, este majestuoso maciço pode ser vencido até mediante árduo bate-volta. Ou fazer quiném a gente: utilizando dois dias com pernoite no alto, saboreando sem pressa suas largas vistas e vastos horizontes, q se estendem desde a Baia de Guaratuba até a enorme muralha da Serra do Quiriri.

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Cinco dias acima dos 4.000m
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Sendo um idioma muito prático, o inglês tem adjetivos que resumem frases inteiras do português. A palavra breathtaking, que significa “de tirar o fôlego”, é um exemplo. E foi ajudando a guiar um grupo de turistas ingleses num trekking de 5 dias ao redor do nevado Ausangate, no Peru, que compreendi o que é deparar-se com uma paisagem literalmente breathtaking. Um destes momentos é quando atingimos o topo do passo Palomani, que com 5200 metros é o ponto mais elevado do caminho: o oxigênio já nos faltava naturalmente devido à altitude, e a beleza daquele cenário de picos nevados que apreciávamos ali roubava qualquer restinho de fôlego que ainda tínhamos.

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Um Kilimanjaro de aniversário
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Kilimanjaro, ponto mais alto da África com 5895m, imponente e gigante como poucas obras da natureza no mundo. Depois de muitos meses de preparação, finalmente cheguei na semana onde iria enfrentar o maior desafio da minha vida. Subimos pela rota Machame, a mais difícil e das mais longas, e também mais cheia, porém com o melhor perfil de aclimatação, o que não atenuaria vencer os desafiantes 1200m verticais do dia do cume.

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A Cachu do Quilombinho
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Afluente menor do majestuoso Rio Quilombo, o Rio Quilombinho corresponde ao primeiro gde córrego q cruza a “Trilha dos Carvoeiros”, despencando serra abaixo de forma tão imperceptível qto discreta. Negligenciado e até desprezado em prol de outras veredas do entorno, o trajeto deste simpático regato detém uma respeitável queda q não deve me nada as q pontilham a tradicional “Volta na Serra”, e q guarda gde semelhança com outra cachu mais notoria da região, a Pedra Lisa. Falamos da Cachu do Quilombinho, queda de relativo facil acesso q foi apenas uma das atrações dum circuitao pesado (e quase 500m de desnível) q percorreu td Rio Quilombinho ate o fundo do vale q lhe empresta o nome, e retorna pela vereda do “Rancho 71”.

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Montanhista de segunda viagem
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Existe alguma montanha fácil de escalar? Esta pergunta pode gerar respostas diversas de montanhistas diversos, a partir da formação e experiência de cada um. Alex Cuadros, guia peruano que me levou pela primeira vez a um cume, responderia “não” – ou melhor, “no”. Influenciado pela tradição andina de venerar as montanhas como divindades – chamadas apus – ele prefere termo “acessível” para picos que não apresentam dificuldades técnicas para sua ascensão. E ressalta que esta acessibilidade é quase que “concedida” pelo próprio apu, que, numa atitude amigável, permite que nós reles mortais alcancemos suas alturas.

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Travessia Leste-Norte do Monte Kenya, pelo Pico Lenana (4.985m)
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O Monte Kenya é a segunda montanha mais alta da África, tratando-se na verdade de um maciço composto de diversos picos, sendo os mais altos Batian (5199m) e Nelion (5188m), alcançáveis apenas através de escaladas técnicas de longas cordadas, e o Point Lenana (4985m), 5º ponto mais alto da África e o mais popular por ser de fácil acesso técnico. Subimos por uma variante da pouco usada rota Chogoria, e descemos pela popular rota Sirimon, em 6 dias e 5 noites.

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