Depois de quase 300 emails rolando por pouco mais de 3 meses finalmente chegou o dia da nossa tão esperada trip ao Parque Nacional do Caparaó.
Depois de quase 300 emails rolando por pouco mais de 3 meses finalmente chegou o dia da nossa tão esperada trip ao Parque Nacional do Caparaó.
Pra um país celebrado por suas paisagens tropicais, maio/julho sempre foi sinônimo de montanha. Próximo de sampa há a extensa Serra da Mantiqueira, q alem de refugio invernal oferece um sem-número de opções de caminhadas de todo tipo. Uma delas é a Mauá/Itamonte, q atravessa em 3 dias moderados parte desta enorme serra, contorna o + antigo pq nacional do pais (Itaitaia) e proporciona visuais belíssimos de montanhas, vales e é agraciada c/ muitas nascentes de água cristalina.
A pernada segue pela estradinha de terra, q desce suavemente pelas encostas montanhosas p/ noroeste. Há muitos pequenos platozinhos ideais p/ pernoite, mas a idéia é ficar do lado do rio, no fundo do vale, cujas águas são audíveis do alto . Algumas pequenas casinhas e fazendinhas são transpostas através de porteiras, onde o Maromba se divertia atazanando as vaquinhas. O sol vai lentamente esparramando seus últimos raios pelas montanhas qdo chegamos ao Rio Aiuruoca, deixando o vale razoavelmente escuro antes mesmo de anoitecer. Antes da rústica ponte, o convidativo gramado de um campinho de futebol sera nosso camping improvisado daquele dia cansativo.
Foi qdo meu gde amigo da OBB, o Bastos, sussurrou uma possível travessia pela Serra de Ouro Branco, no Espinhaço, q surgiu a semente desta caminhada, mas o estopim mesmo foi constatar – após estudar mapas e pesquisar na net – q esta pernada era bem comum durante o &ldquo,Ciclo do Ouro&ldquo,, pois se localiza num trecho q serviu de palco natural às cidades ao redor, durante a Inconfidência Mineira. Coincidência mais q oportuna, tomamos o feriado de Independência pra percorrer este trecho histórico, saindo de Ouro Branco ate atingir Ouro Preto, cortando as montanhas mineiras em 4 dias moderados, quiçá revivendo um dos mais ricos momentos da historia do Brasil. E com muito carrapato.
No dia 25/06/2010, voltamos ao Equador na esperança de encontrar um clima mais favorável, já que julho é uma temporada boa na parte andina do Equador, país que realmente me deixou fascinado por sua natureza exuberante.
Embora o tempo no Sul tenha se mostrado madrasta – chove quase todas as semanas tenho ido a Praia Grande desde meu retorno do Peru.
Outono passado estive pela primeira vez na região do Vale do Rio Anhangabaú, gde tributário do Rio Quilombo situado na região serrana de Paranapiacaba. Entretanto, aquele bate-volta à suas mansas nascentes fora tão breve q mal deu pra arranhar o local, deixando-nos com mais vontade de lá retornar. Vontade esta satisfeita parcialmente neste ultimo domingo, onde palmilhando outra picada menos usada – e nos valendo inevitavelmente de lances de vara-mato e escalaminhada – fomos dar noutro setor mais acidentado (e encachoeirado) do Anhangabaú. O resultado foi uma bate-volta puxado do qual tiramos finalmente conclusões a respeito dos programas montanheiros possíveis nesta região menos conhecida da ilustre vila inglesa. Pernadas q até mesmo os monitores/guias de Paranapiacaba desconhecem.
Quando estivemos no alto da Pedra da Esplanada poucos meses atrás, outra pedra vizinha nos despertou bastante o interesse pelo seu contorno gracioso e arredondado, detentora de um cume projetando-se mais além e acima de um enorme paredão rochoso. Sim, era o Pico do Garrafão, mas não àquele da Serra dos Órgãos (RJ) ou o de Itamonte (MG). Era o seu modesto homônimo de Mogi das Cruzes (SP) q desta nos chamava até seu largo topo através de sua majestosa face sudoeste repleta de musgo, gramíneas, bromélias e mata nebular, quase mil metros acima do nível do mar.
Nesta ultima segunda (21/06), na boa companhia dos amigos e parceiros de cordada, Paulo Henrique Munhoz PH, Marcos Palhares Tatu e Hermes Pereira Soldado, terminamos a conquista na Pedra Paulista em Itaguaçu (ES), totalizando 800 metros de escalada! Algo que superou absurdamente nossas expectativas, tanto no quesito extensão de via, quanto a fatos de achar que seria uma linha fácil e rápida de se conquistar. Tudo um grande engano, o que gerou o nome da via: Nada é o que parece ser.