Desperto, invariavelmente, às 6, depois duma noite mal dormida. Passei frio, o tal saco de dormir que Kaloca me emprestou, feito pra agüentar 15º C, não é lá dos melhores. Sei lá, como meu amigo agüentou o frio quando foi escalar o Aconcágua.
Desperto, invariavelmente, às 6, depois duma noite mal dormida. Passei frio, o tal saco de dormir que Kaloca me emprestou, feito pra agüentar 15º C, não é lá dos melhores. Sei lá, como meu amigo agüentou o frio quando foi escalar o Aconcágua.
Existem pessoas q gostam de Mozart, outras q curtem Iron Maiden. Algumas apreciam ambos. Há quem opte por boteco a restaurante, assim como gostar mais de cinema a teatro. Enfim, o pto é q há gosto genuíno pra td, e de forma ampla podemos estender o conceito tb ao montanhismo. Se há quem curta trilhas fáceis e batidas, da mesma forma há quem se veja inclinado a perrengues de dificuldade maior, menos conhecidos. Ou ambos até. A Serra de Paranapiacaba preenche estes dois requisitos a contento, seja pela Trilha do Vale do Rio Mogi como pela subida ao Pico do Itaguacira, sendo aqui ilustrados por dois momentos distintos, quase consecutivos. Dois tempos q alternam vales profundos e picos apontando pro céu nesta bela e pitoresca região serrana próxima à urbe paulistana.
Três dias depois de ter percorrido a Trilha do Mogi voltávamos novamente à Paranapiacaba. Não tem jeito. A serra tem uma tendência a nos chamar. Porém nosso propósito é outro: subir ao alto do Pico do Itaguacira, tb conhecido como Pedra Grande de Quatinga, com as precárias infos q dispúnhamos e uns poucos pontos plotados pelo GPS do Nando. Diz a lenda q o Pico de Itaguacira (pedra afiada, em tupi-guarani), um enorme granito de 1196m encravado no alto da Serra do Mar, é o pto mais alto de Mogi das Cruzes e tem varios acessos partindo de Paranapiacaba, porem pouco conhecidos. Bem, era ver pra crer.
Estou de volta para contar como foram nossos primeiros dias na África e no Kilimanjaro.
Uma noite de céu estreladíssimo é a recompensa quando sou obrigada a sair da barraca, na madrugada, atendendo aos apelos da minha bexiga aflita.
Estou de volta para contar (em partes, como diria Jack) como foi colocar em prática a idéia de escalar a montanha mais alta da África e mais alta montanha isolada da terra: o Monte Kilimanjaro. Ele mesmo, o vulcão das neves eternas, imortalizado por Ernest Hemingway. Hoje, infelizmente, essas neves já não são tão eternas.
Ao contrario do q possa parecer, a Serra do Mar q circunda Mogi das Cruzes não apenas nos brinda com fundos e verdejantes vales repletos de rios e cachus de água límpida. A região tb oferece uma contrapartida q aponta pro céu, de gdes alturas e bela vista do litoral. São picos e pedras q destoam do manto verde esmeralda no alto da serra. Um deles é a Pedra do Sapo q mediante uma trilha relativamente fácil, nos proporciona impressionante panorâmica de Bertioga do alto de seus 990m. Mas td q é fácil pode ser dificultado. Dessa forma, emendando varias picadas sucessivas completamos uma grande travessia de quase 20km q circunda o imponente monólito rochoso, q alem do visu oferece um agradável e diferenciado programa de fds, ideal prum belo dia de sol.
Anunciada, desde que cheguei, a tal greve nacional dos transportes (deve-se à indignação provocada por mudanças na legislação, aplicando severas multas a infrações de trânsito), não surte o efeito retumbante anunciado pelos líderes sindicais. Foram tímidos os paros, em Lima: apenas 50% dos motoristas não puseram seus veículos nas calles. Aqui em Huaraz, também a paralisação foi parcial. Mesmo assim gorou o passeio que eu planejara fazer até Chavin, outro sítio arqueológico.
Fui obrigada a dormir, sexta-feira, em Guarulhos já que meu vôo pra Lima sairá sábado, às 8 e 30 da matina.
Acordamos com uma preguiça enorme…Fazia frio fraco de zero grau. Mesmo assim, sem opção de escolhe lá fui eu de novo pra fora pra emagrecer um pouco, comum pra mim ahahahah.