Você leu antes sobre algumas travessias litorâneas, mas eram trajetos curtos se comparados com este, o famoso trek Porto Seguro-Prado.
Você leu antes sobre algumas travessias litorâneas, mas eram trajetos curtos se comparados com este, o famoso trek Porto Seguro-Prado.
Mesmo sendo um dos municípios com maior densidade demográfica e urbana da Região Metropolitana de São Paulo, Mauá guarda uma desconhecida e curiosa Área de Proteção Ambiental. É o Parque Ecológico da Gruta de Santa Luzia, que também atende pelo nome de Parque Nascentes do Tamanduateí. Criado em 1975 pra preservar não apenas a dita cuja como também o remanescente de Mata Atlântica, o lugar ainda tem uma pitoresca gruta envolta em lendas, uma enorme pedra repleta de misticismo e muitas trilhas interessantes pra palmilhar. Uma que inclusive alcança o ponto culminante desta bucólica área de conservação. Eis aqui minhas impressões desta grata surpresa natureba situada no miolo do Grande ABC, num rolê de meio período que foi além do mero passeio no parque.
Não deu nem dois meses do rolê numa vereda a margem da antiga E.F. Sorocabana que lá estou novamente afim de fuxicar outro caminho que se embrenha dentro da Reserva Florestal do Morro Grande, região de Cotia (SP). Disposto a aproveitar mais um dia claro de calor e sol, de preferencia com um refrescante tchibum, desta vez andamos um pouco mais pela ferrovia até a Trilha das Palmeiras, também conhecida como Picada do 106. Um rolezinho de menos de 20kms que emenda asfalto, estrada de chão, trilho, trilha e muito brejo, mas que nos leva a isolados balneários naturebas do espelho dágua da Represa Pedro Beicht.
O Aconcágua é uma experiência importante na vida de um montanhista. Sua considerável altitude de 7.000m, a dureza do planalto desértico à sua volta, o clima seco, ventoso e imprevisível e o acampamento base relativamente pequeno e elevado são fatores que dificultam a aclimatação e a ascensão.
De setembro a novembro de 2015 participei da mais longa expedição a montanhas andinas da minha vida, uma expedição de 2 meses onde fiz 12 cumes, 4 deles de acima de 6 mil metros e o resto montanhas de 5 mil, dentre elas várias virgens. Neste artigo farei um relatório destas ascensões com os dados colhidos até agora com vários montanhistas que conhecem bem a região.
Rios acima do nível normal devido a chuva no dia anterior, tempo terrivelmente instável, chão traiçoeiro esfarelando sob nossos pés, apoios sensíveis e quebradiços ao mero toque e vara-mato por encostas tão íngremes qto espinhentas. Não bastasse, escalada exposta num paredão liso de quase 20m com uma cachu furiosa caindo do lado, quase lambuzando nosso cangote! Pois é, o que era pra ser apenas um programa sussa de vistoria da Trilha das Tartaruguinhas vereda que interliga o Rio das Areias ao Rio Vermelho, tornou-se uma perrengosa aventurinha por conta das condições adversas impostas. Roteiro já relatado noutras ocasiões, eis a Ferradura do Rio Vermelho, via Tartaruguinhas, em sua versão pauleira!
Acabei de falar da Ilha Grande na coluna anterior. Penso que seria interessante contar algumas histórias que conheci nas minhas visitas. Não vou falar de coisas amáveis, pois há histórias tristes por trás da alegria tropical da ilha.
Situado as margens da Rod. Castelo Branco, o Jardim Belval é um pacato bairro de Barueri (SP) cuja origem remonta a um loteamento que se desenvolveu com a chegada da EF Sorocabana. Contração carinhosa de Belo Vale, o bairro ainda surpreende fazendo jus ao nome, embora sua urbanização tenha sepultado boa parte de suas belezas naturais. Eis mais uma brincadeirinha matinal, breve e sussa que, bem no meio da cidade, revela uma bela queda cercada de muito verde. Aliás, local que por pouco não se tornou área de proteção ambiental e cujo nome teria sido Parque Natural Municipal Cachoeira do Belval.
Meses atrás realizei um ferrotrekking de Caucaia do Alto até Aldeinha pelo miolo da Reserva Florestal do Morro Grande, paraíso ecológico repleto de mananciais responsáveis pelo abastecimento de Sampa. Ao largo dos 20kms percorridos não pude deixar de reparar nas inúmeras picadas nascendo da ferrovia, indo em todas as direções. Pra onde essas trilhas vão dar?, foi o pensamento que ficou. Pra sanar essa dúvida retornei lá pra xeretar picada por picada, afim de mapear esses caminhos que tanto poderiam dar em nada como levar a alguma surpresa natureba, tipo cascatinha, remanso lacustre ou até um acampamento caçador. Este é o primeiro breve relato dos vindouros rolês nesta enorme mancha verde, repleta de mata nativa e bichos silvestres a apenas uma hora da Metrópole.
O convite do Rodrigo para rever o Wilson no cume do Arapongas me pegou desprevenido e fora da forma física ideal para o tamanho da empreitada. A montanha não é das mais altas, mas a aproximação é longa e o declive cruel, sem entrar no mérito da vegetação que a protege. Mas foi exatamente esta vegetação infernal que mais pesou na decisão de retornar ao Arapongas dez anos após pisarmos seu cume pela primeira vez em 2006.