Confira como foi a participação brasileira na World Climbing Series, em Santiago.

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A brasileira, Anja Köhler, teve o melhor desempenho e terminou na 20ª colocação da Guiada na etapa chilena, que encerrou o calendário mundial de 2026. Além dela, a seleção brasileira contou com seis atletas nas modalidades Guiada e Velocidade, incluindo o retorno das mulheres brasileiras às disputas internacionais de Velocidade após sete anos.

A escalada esportiva brasileira encerrou sua participação na última etapa da World Climbing Series (WCS) de 2026 com mais um resultado importante de Anja Köhler. A competição foi realizada entre os dias 23 e 25/10, em Santiago, no Chile, e reuniu atletas de todo o mundo nas modalidades Guiada e Velocidade. O principal destaque brasileiro foi a classificação de Anja para a semifinal feminina de Guiada que chegou as seminfinais. A atleta diz ter ficado muito feliz com a sua terceira semifinal dentro da mesma temporada.

Anja durante a competição no Chile. Foto: Benja Acuña / World Climbing

Durante a semifinal, disputada no domingo, 25/10, a brasileira alcançou a 20ª colocação, com pontuação de 28+, conforme os resultados oficiais da competição. Embora não tenha avançado à final, a classificação representou mais um resultado expressivo em uma temporada marcada por conquistas internacionais e pela evolução da atleta entre algumas das principais competidoras do mundo.

Anja Köhler consolida temporada de conquistas internacionais

Apesar de não avançar para a final dessa competição, a participação em Santiago encerrou um ano especialmente importante para Anja. Além das três semifinais alcançadas na World Climbing Series em 2026, a brasileira conquistou resultados expressivos em outras competições internacionais.

Um dos principais destaques ocorreu nos Jogos Sul-Americanos de Santa Fé, na Argentina, onde Anja conquistou a medalha de ouro no Boulder e a prata na Guiada. Com o título no Boulder, ela também garantiu uma vaga nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, em 2027. Além disso, a atleta conquistou a medalha de prata na etapa da Pan America Series realizada em Salt Lake City, nos Estados Unidos.

Brasil participa com seis atletas em duas modalidades

Além de Anja Köhler, a seleção brasileira contou com outros cinco atletas na etapa chilena da World Climbing Series. Na Guiada masculina, Davi Peres representou o país e ficou com a 32ª posição. Já na Velocidade, o Brasil foi representado por Pedro Egg que finalizou a competição na 31ª posição, Caio Egg em 44º lugar, Deborah Albuquerque que conseguiu o 35º e foi seguida por  Rachel Uezu que fechou a disputa em 36º lugar.

Davi Perez competindo na Guiada. Foto: Benja Acuña / World Climbing

A presença de Deborah Albuquerque e Rachel Uezu também marcou um momento importante para a escalada brasileira. Isso porque a etapa de Santiago representou o retorno de atletas brasileiras às disputas femininas de Velocidade na WCS após sete anos. A última participação havia ocorrido em 2019, quando Bianca Castro competiu nas etapas de Villars, na Suíça, e Chamonix, na França.

Debórah Albuquerque representando o Brasil na Velocidade. Foto: Benja Acuña / World Climbing

Assim, além de encerrar o calendário internacional da temporada, a competição chilena abriu espaço para a retomada da participação feminina brasileira nessa modalidade, ampliando a presença nacional no circuito.

Pedro Egg competindo na velocidade. Foto: Benja Acuña / World Climbing

Santiago encerra a temporada internacional de 2026

Realizada no Parque Bicentenario, em Santiago, a etapa reuniu alguns dos principais nomes da escalada esportiva mundial entre os dias 23 e 25 de outubro. Na Guiada feminina, a eslovena Janja Garnbret conquistou o ouro, seguida pela italiana Laura Rogora e pela também eslovena Rosa Rekar. Já na disputa masculina, o suíço Jonas Utelli ficou com o título e foi seguido por Putra Tri Ramadani da Indonésia em segundo lugar e Neo Suzuki do Japão em terceiro.

Na modalidade Velocidade, a China ficou com o topo do pódio tanto masculino como feminino. Entre os homens, Zhao Yicheng garantiu a medalha de ouro, seguido pelo indonésio Raharjati Nursamsa, que ficou com a prata, e pelo japonês Omasa Ryo, medalhista de bronze. Assim, o pódio masculino foi inteiramente ocupado por atletas asiáticos.

Por outro lado, entre as mulheres, a chinesa Deng Lijuan garantiu a medalha de ouro ao derrotar Emma Hunt, dos Estados Unidos. O terceiro lugar ficou a norte-americana, Isis Rothfork, que conquistou o primeiro pódio de sua carreira.

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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