Corpos de Anna Gutu e Mingmar Sherpa são retirados do Shishapangma

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Em outubro de 2023 uma grande tragédia abalou a comunidade de montanhistas internacional. Uma sequência de avalanches atingiu montanhistas que estavam tentando chegar ao cume do Shishapangma (8027m), deixando quatro vítimas fatais. Elas eram as promissora alpinistas estadunidense Anna Gutu e Gina Marie e os nepaleses Tenjen (Lama) Sherpa e Mingmar Sherpa.

Anna Gutu

Mingmar Sherpa a esquerda.

As duas montanhistas disputavam qual delas seria a primeira mulher estadunidense a concluir o projeto 14×8000. Ambas estavam com 13 cumes acima de 8 mil metros e faltava apenas esta montanha para alcançar o 14°.
No início dessa semana, uma equipe de montanhistas liderada por Nirmal Purja escalou o Shishapangma com o objetivo de recuperar os corpos de Anna e Mingmar.
Após três dias e três noites, a equipe de busca conseguiu baixar os corpos que foram entregues as suas respectivas famílias. Purja, contou em suas redes sociais que a operação não foi fácil. Segundo ele foi necessário abrir uma nova rota até o local do acidente e dos 9 integrantes que começaram o resgate, apenas 3 permaneceram até o final.
“Nunca senti esse nível de exaustão. Mas eu me sinto orgulhoso de ter cumprido essa missão”, declarou. O montanhista agradeceu ainda as autoridades chinesas pela licença especial para escalar a montanha e aos mais de 30 voluntários que ajudaram a transportar os corpos até o ponto de embarque em um veículo.
Os corpos de Gina e Tenjen continuam na montanha.

Errata

A foto atribuida anteriormente a Mignmar Sherpa é de Tenjen Sherpa que estava na montanha com Gina e ainda não foi encontrado.

Tenjen Sherpa

 

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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