O Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu (PR), recebe de 5 a 8 de novembro o 4º Congresso Brasileiro de Trilhas e o 1º Congresso Pan-Americano de Trilhas. O encontro reúne quem caminha, mantém percursos e trabalha com conservação e turismo de natureza.
A programação conjunta inclui o 3º Seminário Técnico-Científico da Rede Brasileira de Trilhas. A proposta é aproximar a experiência de campo da pesquisa e das decisões que determinam como os caminhos são implantados, sinalizados e mantidos.
Por que isso interessa a quem vai para a montanha?
Uma trilha bem cuidada faz diferença muito antes de o montanhista avistar o cume. Drenagem, orientação, acesso e manutenção influenciam tanto a experiência de quem caminha quanto os impactos sobre o ambiente. É esse trabalho, frequentemente pouco visível para o visitante, que coloca o encontro no radar de praticantes e clubes.
Entre os temas anunciados estão conservação, gestão da paisagem e desenvolvimento de atividades ligadas às trilhas. A organização prevê debates, oficinas e intercâmbio entre participantes de diferentes países. A expectativa divulgada é de cerca de dois mil participantes de mais de 20 países — uma previsão, não um público já contabilizado.
Da caminhada à conservação
As trilhas de longo curso também podem conectar comunidades, áreas protegidas e oportunidades de trabalho. Para que essa aproximação funcione, não basta traçar uma linha no mapa: os percursos precisam de gestão e participação de quem vive no território.
A Rede Brasileira de Trilhas, responsável pela organização, atua com voluntários e instituições parceiras. O congresso oferece uma oportunidade para conhecer projetos e discutir os desafios de manter caminhos acessíveis sem transformar a visitação em pressão excessiva sobre a natureza.
Bicicletas e convivência nos caminhos
Uma das discussões que chegam ao evento é a Carta Pinho Bravo, elaborada após um seminário sobre bicicletas em unidades de conservação. Segundo a Aliança Bike, a apresentação e a abertura do documento para adesões estão previstas durante o congresso.
O tema interessa também aos caminhantes: percursos compartilhados exigem planejamento, sinalização e soluções para reduzir conflitos. A discussão trata de como organizar esse uso; não significa que todas as trilhas dos parques estejam liberadas para bicicletas.
Como participar
- Quando: 5 a 8 de novembro de 2026.
- Onde: Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu, Paraná.
- Organização: Rede Brasileira de Trilhas.
- Programação e inscrições: consulte a página oficial e o manual do congressista. O seminário possui link próprio de inscrição; confira as condições de cada atividade antes de reservar a viagem.
Informações: Rede Brasileira de Trilhas, plataforma oficial de inscrições e Aliança Bike.







