Grupo de resgate pede para que “Não subam a montanha nessa Páscoa”

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O Grupo de Resgate em Montanha (GRM) de Joinville em Santa Catarina fez um apelo, pedindo para que as pessoas não subam o Monte Crista nessa Páscoa. Essa montanha é um tradicional local de peregrinação durante o feriado e o grupo auxilia os peregrinos em resgates. Todavia, nesse ano, o GRM não irá realizar o plantão para ajudar as pessoas em caso de alguma emergência da montanha.

O Monte Crista atrai muitos visitantes durante a Páscoa

De acordo com o grupo há dois principais motivos para que a população não de arrisque subindo as montanhas da região. Em primeiro lugar eles alertam que “o montanhismo é uma atividade que pressupõe riscos e um acidente neste momento sobrecarregará ainda mais nosso sistema de saúde, além do que, estar em um hospital já é correr risco de infecção”, escreveram.

A caminhada até o cume do Monte Crista leva de seis a oito horas. O GRM alerta que muitas pessoas se perdem na trilha, ou se machucam após quedas e outros acidentes.

O segundo motivo é a aglomeração que pode haver na montanha, que também aumenta os riscos de contágio por Covid-19. Em anos anteriores, mais de 900 visitantes subiram a montanha de uma vez durante os feriados.

Na última semana, a cidade teve um aumento nos casos de Coronavírus e voltou a ser o epicentro de contágio de Santa Catarina. Atualmente, os hospitais de Joinville estão com uma taxa de ocupação de 94% para as UTIs adulto e 83% dos leitos de enfermaria.

 

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Sobre o autor

Maruza Silvério

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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