IAT fecha trilha clandestina de acesso ao Pico Paraná e aplica multas de R$ 23 mil

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O Instituto Água e Terra (IAT) fechou uma trilha clandestina que permitia o acesso irregular ao Parque Estadual Pico Paraná, no Paraná. A passagem ilegal utilizava um terreno limítrofe à Unidade de Conservação (UC), localizada entre os municípios de Campina Grande do Sul e Antonina.

O local é uma propriedade vizinha ao Parque Estadual. Foto: IAT.

O responsável pela área foi notificado e recebeu três Autos de Infração Ambiental (AIAs), que somam R$ 23 mil. Entre as infrações identificadas estão a facilitação de acesso ilegal ao parque, o descumprimento de embargo da trilha e a obstrução de ações de fiscalização.

A trilha foi descoberta durante uma força-tarefa realizada pelo órgão ambiental entre os dias 24 e 31/03, que fiscalizou diversas Unidades de Conservação do estado. Além da autuação, equipes do IAT bloquearam o acesso irregular e instalaram placas para orientar os visitantes sobre as entradas oficiais do parque.

Segundo o coordenador da operação e chefe do escritório regional do IAT em Maringá, Antônio Carlos Cavalheiro Moreto, a fiscalização será intensificada ao longo do ano. “Vamos intensificar, ao longo deste ano, a fiscalização dentro e no entorno das Unidades de Conservação do Paraná. O foco é orientar os turistas para que não sejam induzidos ao erro, como nesse caso da trilha ilegal ao Pico Paraná”, afirmou.

Fiscais e colaboradores do IAT estiveram no local. Foto: IAT.

O IAT reforça que o acesso ao parque deve seguir regras específicas. Para visitar o Pico Paraná de forma legal, é obrigatório realizar cadastro em uma das bases da Unidade de Conservação, informando dados pessoais, contatos de emergência e horário de início da atividade. Ao final da visita, o registro deve ser encerrado na base.

Em áreas montanhosas, como o Pico Paraná, as exigências são ainda maiores. O visitante deve informar condições de saúde, preparo físico, experiência em ambientes de montanha e portar equipamentos de segurança, como lanternas e apitos. O descumprimento dessas normas pode dificultar ações de resgate e gerar penalidades.

De acordo com o decreto federal nº 6.514/2008, condutas em desacordo com as regras das Unidades de Conservação podem resultar em multas que variam de R$ 500 a R$ 10 mil.

Fiscalização reforçada

As ações de controle no Pico Paraná têm sido intensificadas nos últimos meses. Durante o Carnaval, o IAT, em parceria com o Corpo de Bombeiros e a Polícia Ambiental, orientou cerca de 300 visitantes sobre segurança e boas práticas na montanha.

Já em outra operação recente, realizada em conjunto com o Batalhão de Polícia Ambiental, 15 pessoas foram multadas por acessarem o parque por trilhas clandestinas.

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Com aumento de 93,7% no número de visitantes nos últimos cinco anos, o Parque Estadual Pico Paraná tem se consolidado como um dos principais destinos de montanhismo do Brasil. A unidade abriga o ponto mais alto da região Sul do país, com 1.877 metros de altitude, além de outros picos que exigem caminhadas entre 3,5 km e 10 km.

A área também se destaca pela biodiversidade, com vegetação composta por espécies como bromélias, orquídeas e árvores de grande porte, além da presença de animais como bugios, quatis, jaguatiricas e até grandes felinos ameaçados de extinção, como a onça-pintada e a suçuarana.

O parque permanece aberto diariamente, com base de atendimento funcionando 24 horas.

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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