Fogo começou na região de Sangarini-Kamwanga e avançou em direção ao Planalto de Shira no Kilimanjaro. Por isso, autoridades mobilizaram equipes para combater as chamas e suspenderam temporariamente as rotas Lemosho e Londorosi
Um novo incêndio está atingindo o Monte Kilimanjaro, na Tanzânia, poucos dias depois de outro grande incêndio ter queimado uma extensa área da montanha. O novo foco começou por volta de 27 de setembro, na região de Sangarini-Kamwanga, avançando em direção ao Planalto de Shira, dentro do Parque Nacional do Kilimanjaro.
Diante do avanço das chamas, a Tanzania National Parks Authority (TANAPA), responsável pela administração do parque, determinou a suspensão temporária das rotas Lemosho e Londorosi, duas das principais vias utilizadas por montanhistas para chegar ao cume do Kilimanjaro.

O incêndio formou uma enorme nuvem de fumaça. Imagem capturada do vídeo de @mountkilimanjaro
Assim, os montanhistas que tinham expedições programadas por essas rotas estão sendo direcionados para outros acessos à montanha, entre eles Machame, Marangu e Rongai, conforme informações divulgadas pelas autoridades.
Combate ao incêndio continua
As equipes de combate permanecem mobilizadas na região de Shira. Até o momento, segundo informações divulgadas por um jornal local, grande parte da área atingida já foi controlada. No entanto, ainda existem pontos com fogo ou fumaça sob a vegetação.
Mais de 135 bombeiros foram enviados para participar da operação. Ao mesmo tempo, o trabalho reúne diferentes órgãos e grupos, incluindo a TANAPA, o Corpo de Bombeiros e Resgate, serviços florestais, forças de segurança, comunidades locais e operadores do turismo.
Além das equipes terrestres, também está sendo utilizada uma viatura com capacidade para transportar aproximadamente 5 mil litros de água, especialmente nas áreas próximas às estradas.
Entretanto as condições encontradas na montanha dificultam o trabalho das equipes. Entre os fatores apontados pelas autoridades estão os ventos fortes e a presença de vegetação seca e altamente inflamável.
Segundo Angela Nyaki, responsável pelo KINAPA, a vegetação predominante em algumas áreas do Planalto de Shira pode favorecer a rápida propagação das chamas. Além disso, a região teria passado vários anos sem registrar incêndios significativos, permitindo o acúmulo desse material combustível.
Segundo grande incêndio em setembro
O incêndio na região de Sangarini-Kamwanga ocorre poucas semanas depois de outro episódio de grandes proporções atingir o Kilimanjaro.
No início de setembro, as chamas afetaram na região de Kikererwa, próxima à fronteira entre Tanzânia e Quênia. O combate levou quase duas semanas e, segundo autoridades tanzanianas, mais de 1.800 hectares de vegetação foram destruídos, área equivalente a mais de 18 km², aproximadamente 2.521 campos de futebol.

Monte Kilimanjaro visto desde a trilha de Machame, a qual não foi afetada pelo incêndio. Foto: Pedro Hauck
Posteriormente, o incêndio foi declarado controlado. Entretanto, o novo episódio mostra que diferentes setores da montanha voltaram a ser afetados pelo fogo ainda no mesmo mês.
Apesar disso, os dois incêndios ocorreram em regiões distintas do parque e, até o momento, não há indicação de que estejam diretamente relacionados.
Causa do incêndio ainda não foi determinada
Até o momento, as autoridades não divulgaram uma causa oficial para o incêndio na região de Sangarini-Kamwanga. Da mesma forma, ainda não foi divulgada uma estimativa oficial da área destruída pelo novo incêndio. As informações disponíveis indicam que os trabalhos de combate e monitoramento continuam.
Até agora, também não há registro oficial de mortes ou feridos relacionados a este segundo episódio.
Rotas permanecem parcialmente afetadas
O incêndio não provocou o fechamento completo do Kilimanjaro. A medida anunciada pela TANAPA é direcionada especificamente às rotas Lemosho e Londorosi, enquanto Machame, Marangu e Rongai permanecem como alternativas para as expedições.
Ainda assim, a situação pode mudar conforme a evolução do incêndio e das condições meteorológicas. Por isso, montanhistas com expedições programadas para os próximos dias devem acompanhar os comunicados oficiais da TANAPA e confirmar previamente as condições de acesso com seus operadores.







