Kami Rita Sherpa supera recorde novamente escalando o Everest pela 29ª vez

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O guia de montanha Kami Rita Sherpa chegou ao cume do Everest (8848m) pela 29ª vez.  Com isso ele bateu o seu próprio recorde, e continua sendo a pessoa que mais vezes esteve no topo do mundo.

Kami Rita Sherpa no topo do Everest em 2023.

Kami Rita e sua equipe alcançaram o cume em 12/05. Apesar do feito admirável, o segundo colocado nessa lista não está muito distante. Pasang Dawa Sherpa chegou  a ficar empatado com Kami Rita no ano passado com 27 cumes cada um. No entanto, o recordista escalou uma segunda vez em 2023, chegando em 28 cumes e agora abriu vantagem de mais um cume.

Ele está com 54 anos e a primeira vez que esteve no cume do Everest foi em 1994. Atualmente além dos 29 cumes no Everest, Kami Rita também possui 13 cumes em outras montanhas acima dos 8 mil metros, totalizando 43 cumes nessa altitude.

Kami Rita agradeceu a todos que estiveram com ele e também aos Doutores da Cascata de Gelo que abriram a rota para que outros montanhistas pudessem chegar ao cume. “Juntos, desafiamos os limites e inspiramos outros a atingirem os seus próprios picos de grandeza. Esta cimeira não é apenas um triunfo pessoal; é um testemunho do poder da resiliência, do trabalho de equipa e do espírito humano. Um brinde a aceitar desafios, a perseguir sonhos e a escalar novos cumes”, disse o recordista.

Montanhistas estrangeiros

Entre os estrangeiros, o recorde de maior número de cumes no Everest pertence a Kenton Cool que alcançou o topo do mundo pela 18ª vez também em 12/05. O montanhista inglês de 50 anos que também é guia de montanha estava acompanhado por Dorji Gyaljen Sherpa, que chegou ao cume pela 22ª vez.

“Pode não ter sido o tempo que queríamos (nuvens espessas e sem vistas), mas Dorji Gyaljen Sherpa, Pasang, os gêmeos e eu estávamos no topo do mundo na manhã de domingo”, comemorou Cool.

Kenton Cool no topo do mundo.

 

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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