Marca europeia arrecada cordas usadas para reciclagem

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A marca de equipamentos outdoor da Suíça, a Mammut , está promovendo uma campanha de reciclagem das cordas de escalada usadas que estão sendo descartadas. O projeto chama-se o Close The Loop e esta sendo desenvolvido em parceria com a organização de proteção climática Protect Our Winters (POW).

Cordas de Escalada – Fonte: Alta Montanha

Desde o início da campanha, lançada o inicio do verão europeu desse ano, cerca de 758 quilos de corda já foram recolhidos. A intenção da marca é reutilizar a matéria das cordas em novos produtos e também tornar os esportes de montanha mais sustentáveis.

A ideia é utilizar as cordas para a produção do Econyl, um fio de náilon super-resistente e com as mesmas características do fio de náilon feito de matérias-primas fósseis. Esse processo já é realizado pela empresa parceira Aquafil, que produz os fios a partir da reciclagem de redes de pesca velhas há mais de dez anos e agora quer também utilizar o equipamento de escalada para obter o material. Assim, os fios obtidos serão empregados na confecção de outros produtos da marca.

Por enquanto, as coletas de corda são realizadas apenas na Europa e a marca busca analisar as pegadas ecológicas dos materiais. No Brasil, ainda não há a possibilidade de reciclar as cordas. Todavia é comum a reutilização de cordas usadas de escalada para fazer a marcação de trilhas e até mesmo para a produção de artesanato.

Tapete feito com corda de escalada usada.

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Sobre o autor

Maruza Silvério

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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