Mulher atravessa deserto do Saara caminhando

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A escocesa apaixonada por aventuras, Alice Morrison, percorreu mais de 2 mil quilômetros no deserto do Saara a pé. A aventureira de 57 anos decidiu conhecer o Marrocos de uma forma diferente, explorando as terras inóspitas. Assim, ela, seus guias e os camelos enfrentarão a escassez de água, as noites congelantes do deserto, animais peçonhentos e tempestades de vento.

Alice Morrison e um dos camelos que a acompanhou.

Em fevereiro, pouco antes do mundo parar, Alice completou a maior travessia de sua vida. Ela levou 78 dias para ir do Rio Dra na costa do Marrocos até a fronteira da Mauritânia. Durante o percurso ela contou com o apoio de três guias experientes em deserto, Brahim Ahalfi, Lhou, Addi Bin Youssef e seis camelos.

Os camelos além de carregar os suplementos, a água e os equipamentos de camping também mostravam onde estavam alguns poços de água. Nas áreas extremamente secas em que não havia poços naturais, eles caminhavam ao lado de estradas para pedir água aos caminhões pipas que passavam.

Uma caminhada em ziguezague

A média de caminhada por dia era de 25 quilômetros. Porém, devido a necessidade de buscar comida eles precisaram passar por algumas cidades dentro do Saara com desvios de até 100 km da rota. Percorrendo o deserto em ziguezague.

Atravessando o deserto.

Todavia, durante os dois meses e meio lidando com a escassez de água, foi impossível tomar banho. Porém, para Alice o maior desafio eram os ventos. “Eles eram implacáveis, absolutamente excruciantes e muito, muito fortes”, disse ela.

Entre os perigos do deserto estavam os animais peçonhentos, como escorpiões e cobras. Mas,  a equipe também enfrentou as dunas de área movediça e as minas terrestres em algumas áreas no fim da caminhada.

Alice tem em seu currículo de aventura o Desafio de Snowdon, a travessia da costa da Costa Rica, a escalada no Kilimanjaro, e a escalada em gelo nos Andes entre outros.  Assim, ela também foi a primeira mulher a percorrer o Marrocos em uma caminhada acompanhando o Rio Dra.

Ao terminar o desafio de atravessar o Saara caminhando disse: “A melhor coisa que um aventureiro pode ter é uma memória muito curta e um nível muito alto de otimismo”. Assim ela já planeja sua próxima aventura, que será subir as montanhas do Atlas, de Nador, no norte.

 

 

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Redação - AM

Texto publicado pela própria redação do Portal.

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