Mulher sobrevive após passar parte da noite congelante agarrada a uma árvore no penhasco

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A norte-americana Hope Lloyd de 46 anos terá uma história de sobrevivência incrível para contar. Ela escapou ilesa após cair em um penhasco próximo ao cume da montanha South Dix, no estado de Nova York, nos EUA. Durante a queda ela conseguiu se agarrar a um pequeno pinheiro uma espécie de Abeto e pedir socorro.

Região onde aconteceu o acidente.

O acidente aconteceu um dia após o Natal, em 26/12, quando a montanhista decidiu caminhar sozinha pela região. O resgate foi acionado por ela mesmo por volta das 17 horas. No entanto, devido às chuvas e neve constante as equipes de resgate só conseguiram chegar até a vítima oito horas após o pedido de socorro.

“Achei que poderia ter morrido congelada. Havia ventos de 70 quilômetros por hora lá em cima”, disse Hope Lloyd. Enquanto esperava pelo resgate ela enfrentou temperaturas na casa dos 30º C negativos. A equipe de resgate orientou que ela ficasse se movendo para frente e para traz para não sofrer uma hipotermia. Hope também conseguiu se proteger com um cobertor de emergência.

Apesar de ser experiente e conhecer bem a montanha, Hope preferiu permanecer no local do que tentar sair sozinha pois estava ventando muito e muito escorregadio. Dois guardas florestais alcançaram a vítima por volta de 1h30. Eles lhe deram líquidos quentes, comida e roupas secas e logo a ajudaram Hope no trajeto de volta até seu carro. Eles chegaram a base da montanha as 6h30.

Apesar da noite congelante, ela sofreu apenas esfoliações leves e não precisou ser hospitalizada.

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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