O que são alimentos liofilizados?

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Ir para a montanha leve e arriscar passar fome ou levar comida sobrando e muito peso? Essa é uma dúvida cruel para montanhistas que gostam de realizar atividades com mais de um dia em ambientes naturais. No entanto, ela pode ser facilmente resolvida com os alimentos liofilizados, e te livrar da maldição do macarrão instantâneo. Com eles é possível se alimentar de forma adequada, melhorando o desempenho durante as atividades sem precisar carregar peso em excesso. Mas o que são e como funcionam os alimentos liofilizados? Preparamos esse artigo para você entender melhor sobre esse tipo de alimentação e escolher a melhor forma de se nutrir na montanha.

Os alimentos liofilizados são fáceis de transportar e de preparar.

O que é um alimento liofilizado?

Os liofilizados, também chamados de comida de astronauta, nada mais são do que comidas comuns desidratadas. Porém eles continuam com alto teor nutritivo e são de fácil preparo e consumo.

Uma das vantagens que se destaca nos liofilizados é que não é necessário utilizar conservantes químicos neles, além disso é possível manter a textura e sabor original do alimento. Eles também são bastante utilizados no montanhismo por serem leves, fáceis de transportar e por não precisarem de refrigeração.

Como é feito o alimento liofilizado?

Apesar de, em linhas gerais, o alimento liofilizado ser uma comida desidratada, ele passa por um processo diferente da simples desidratação. O controle da umidade nesses casos é feita através do processo de sublimação, na qual a água dos alimentos congelados passam diretamente do estado sólido para o estado gasoso.

A sublimação mantem o alimento com os mesmos nutriente, porém com uma duração muito maior.

Assim são mantidas as propriedades nutritivas dos alimentos, além de ser uma ótima alternativa para os elementos sensíveis ao calor como proteínas e vitaminas. Ou seja, é possível liofilizar carne bovina, frango, peixe, além de frutas, vegetais e grãos sem que eles percam o valor nutritivo. 

Esse é um processo tecnológico que garante que o alimento possa ser conservado por um longo tempo e por isso, o valor dos liofilizados não é tão baixo quando da comida normal. Mas se você pensar na praticidade de ter eles e comê-los esporadicamente, essa pode ser uma opção que vale a pena, principalmente na montanha onde seu déficit calórico é mais alto.

Como preparar um alimento liofilizado?

Qualquer alimento que possa ser congelado, pode se tornar um liofilizado. Assim, as marcas possui uma ampla variedade de alimentos que podem ser consumidos in natura ou preparados de forma rápida e fácil.

As frutas como banana, morango, coco, jaca, abacaxi ou os snacks como os chips de batata doce ou de abóbora caramelizada normalmente vem prontas para o consumo. No entanto, vale destacar que você precisará se hidratar corretamente, pois esses alimentos não te fornecerão água.

Nossa parceira Ana Wanke cozinhando liofilizados na montanha.

Também é possível encontrar pratos mais completos com proteínas como carne de panela com purê de batata, strogonoff de frango, canja de galinha, macarrão a bolonhesa, feijoada entre outros. Também há diversas opções de pratos vegetarianos, veganos ou sem glúten para quem possui alguma restrição alimentar. Entre eles a Sopa de Feijão com Macarrão, Macarrão Funghi, Risoto de brócolis, arroz com milho ou ervilha, entre outros. E ainda há pratos doces como arroz doce e açaí.

Para preparar esses alimentos é necessário adicionar um pouco de água fervente no próprio pacote, mexer com uma colher, fechar o zíper do pacote e aguardar por alguns minutos antes de servir. Ou seja, não é necessário levar uma panela para isso, apenas um recipiente para esquentar a água.

Além disso, a dica para deixar a comida ainda mais gostosa é adicionar temperos que você costuma comer ou acha interessante.

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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