Polêmica placa de boas-vindas no Everest é retirada

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No início da temporada, uma placa dando boas-vindas instalada no início da área do Acampamento Base do Everest gerou debates acalorados entre os montanhistas. Entre os membros mais puristas da comunidade de montanhismo, o principal argumento era que ela causava poluição visual. Já outros reclamaram do local onde ela foi colocada: exatamente a pedra com um grafite vermelho onde pessoas do mundo todo tiravam fotos.

A placa sendo retirada.

Com a repercussão nas redes sociais, funcionários do Município Rural de Khumbu, Pasang Lhamu, removeram a placa. A administração do município também pretende restaurar a pedra que era, até esta temporada, o tradicional marco do Acampamento Base do Everest.

Segundo Mingma Chhri Sherpa, presidente do município, relatou ao Everest Chronicle, o painel foi instalado após o deslocamento da pedra devido à erosão do solo no acampamento base. Ele disse ainda que o aquecimento global, o aumento de montanhistas e até mesmo a remoção do gelo para montar barracas estão contribuindo para o derretimento do gelo, causando forte erosão do solo e deslocando pedras.

De acordo com o município, quase 60.000 montanhistas completaram a trilha em 2023. Durante a temporada de escalada do Everest, o local chega a abrigar cerca de 2 mil pessoas de uma só vez, em uma verdadeira cidade de barracas habitadas por montanhistas, guias, Sherpas, carregadores e outros trabalhadores de montanha.

A placa instalada e retirada pelo Munícipio.

 

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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