Resgate recupera 15 corpos após avalanche no acampamento base do Himlung Himal

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Dez socorristas liderados por Pasang Kaji Sherpa recuperaram oito corpos na quinta-feira; um trabalhador continua desaparecido após avalanche atingir o acampamento base em 27/09

Após Mingma G suspender as buscas, as equipes de resgate da Associação Nacional de Guias de Montanha do Nepal (NMA) seguiram com novas tentativas e recuperaram 15 dos 16 trabalhadores de alta altitude soterrados por uma avalanche no acampamento base do Himlung Himal, no Nepal.

Equipes trabalhando na retirada dos corpos soterrados. Foto: NNMGA

Em  01/10, uma equipe formada por dez socorristas e liderada por Pasang Kaji Sherpa, guia de montanha certificado pela IFMGA, encontrou mais oito corpos. Com isso, o número de vítimas recuperadas chegou a 15. No entanto, um trabalhador permanece desaparecido, e as buscas continuam.

A avalanche ocorreu em 27/09, quando uma forte nevasca atingiu o acampamento base do Himlung Himal. A massa de neve caiu sobre as estruturas utilizadas como cozinha e refeitório, onde os trabalhadores estavam se preparando para o início da temporada de expedições comerciais.

Trabalhadores foram soterrados dentro das tendas

Ao todo, 16 trabalhadores estavam nas estruturas atingidas pela avalanche, sendo 14 funcionários da cozinha e dois guias de escalada.

De acordo com o relato de Chheten Lama Bhote, um dos sobreviventes, as pessoas que conseguiram escapar estavam posicionadas um pouco mais afastadas na encosta e não foram atingidas diretamente pela massa de neve.

Diferentemente de outros acidentes provocados por avalanches em áreas de montanha, neste caso os trabalhadores não foram arrastados pela neve encosta abaixo. Eles foram soterrados enquanto estavam dentro das barracas do acampamento.

Área do acampamento soterrado. Foto: Mingma G – NNMGA

Essa circunstância também permitiu que os socorristas concentrassem os trabalhos nas estruturas do acampamento base para localizar as vítimas.

Acampamento estava sendo preparado para a temporada

Antes da avalanche, 21 pessoas da Himalayan Holidays e seis da Imagine Nepal estavam no acampamento base. Entre os integrantes da Himalayan Holidays, sete sobreviveram. Já da equipe da Imagine Nepal, quatro pessoas escaparam do acidente.

As identidades dos oito corpos recuperados mais recentemente ainda não foram divulgadas. Mas, anteriormente, entretanto, sete das vítimas já haviam sido identificadas. São elas: Chhebi Bhote, Pasang Bhote, Ghanashyam Rai, Suraj Rai, Birendra Gurung, Aash Gurung e Kalam Budha.

Além disso, sete dos corpos recuperados foram transportados de helicóptero para Katmandu, onde devem seguir os procedimentos necessários para identificação e posterior entrega às famílias.

Operação mudou de liderança

A Associação Nacional de Guias de Montanha do Nepal iniciou a operação de busca e resgate logo após a avalanche. Inicialmente, a missão foi liderada por Mingma Gyalje Sherpa, conhecido como Mingma G, que comandou uma equipe formada por oito guias certificados pela IFMGA.

Durante essa primeira fase da operação, quatro trabalhadores foram resgatados. Posteriormente, porém, as condições meteorológicas obrigaram a equipe a suspender os trabalhos por um dia.

A pedido das famílias das vítimas e da Himalayan Holidays, a operação foi então retomada com uma nova equipe. Pasang Kaji Sherpa e Bikram Karki foram mobilizados para dar continuidade às buscas e à recuperação dos corpos.

As equipes seguiram nas buscas escavando a neve em uma operação manual. Foto: NNMGA

Com a retomada dos trabalhos, os socorristas conseguiram localizar mais oito vítimas na quinta-feira, elevando para 15 o número de corpos recuperados.

Apesar do avanço da operação, um dos 16 trabalhadores atingidos pela avalanche continua desaparecido. Assim, as equipes permanecem mobilizadas no acampamento base do Himlung Himal em busca da última vítima.

 

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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