Conheça as Meias que combatem o chulé!

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Ao usar um calçado por muitas horas, como em uma caminhada de longa distância, suor e umidade podem favorecer o mau odor nos pés. Meias apropriadas ajudam no conforto e na gestão dessa umidade, mas não eliminam o suor nem garantem acabar com o chulé.

Meias adequadas à atividade podem ajudar no controle da umidade e no conforto dos pés.

O mau odor costuma estar associado ao acúmulo de suor e à atividade de bactérias. Calçados que permanecem úmidos e abafados podem agravar o problema. Há também outras causas possíveis, como infecções por fungos; o cheiro, sozinho, não permite identificar a causa.

Por isso, a escolha da meia deve acompanhar cuidados com os pés e com o calçado. Material, espessura, construção, ajuste e possibilidade de trocar por um par seco fazem diferença durante uma travessia.

Algodão, merino ou fibras sintéticas?

O algodão absorve umidade e pode funcionar em usos cotidianos, mas costuma demorar mais a secar. Em caminhadas longas, essa característica merece atenção. Isso não significa que todo produto de algodão cause chulé ou que uma meia sintética resolva o problema sozinha.

Meias de merino e misturas de fibras sintéticas são opções comuns para atividades outdoor. Elas podem ajudar a lidar com o suor, mas o resultado depende também da construção da meia, da ventilação do calçado e das condições de uso.

Meias de merino

A lã merino vem de ovelhas dessa raça e é usada em meias técnicas por suas características de conforto, isolamento e gestão da umidade. Normalmente é combinada com outras fibras para ajuste e resistência. A espessura e o percentual de lã variam: confira a composição antes de escolher uma peça para calor ou frio.

A Meia Lorpen Merino Hike Light Crew é uma opção disponível na Loja AltaMontanha. Segundo a ficha, tem 60% de lã, 37% de poliamida e 3% de elastano, cano médio e reforços nos dedos e no calcanhar. Compare o volume dentro da sua bota e escolha o tamanho correspondente ao seu pé.

As famosas ovelhas de Merino.

Meias de poliamida e poliéster

Essas fibras aparecem em diferentes misturas, ajudando a combinar resistência, secagem e ajuste. A estrutura da malha também importa. Uma meia muito apertada, com dobras ou volume inadequado ao calçado pode causar desconforto, mesmo quando usa fibras técnicas.

A Lorpen Pro Trek Coolmax Light Crew é outra opção disponível. A ficha descreve construção T3, com Coolmax EcoMade, poliamida, Tencel e elastano, além de cano médio e costura plana na ponta. Essa construção busca gerenciar a umidade; não é uma meia impermeável nem uma garantia de manter o pé seco em qualquer condição.

Fibras e construção da malha influenciam o ajuste, a ventilação e a secagem das meias.

Cuidados que acompanham a escolha da meia

  • Lave os pés diariamente e seque bem, inclusive entre os dedos.
  • Leve pares limpos e secos para trocar durante a caminhada, conforme a necessidade.
  • Deixe calçados úmidos secarem antes de usá-los novamente, sempre que possível.
  • Lave e seque as meias de acordo com a etiqueta; não use uma peça ainda úmida por falta de planejamento.
  • Teste meia e bota juntas antes de uma travessia: evite dobras, excesso de volume e compressão.

Se o mau odor não melhorar com os cuidados ou estiver afetando seu dia a dia, procure avaliação de um profissional de saúde. Trocar a meia pode ajudar no conforto, mas não substitui identificar e tratar uma eventual causa.

Para aprofundar a escolha, leia Meias e prevenção de bolhas nos pés.

Referências: NHS: causas e cuidados para o mau odor nos pés; fichas dos modelos Lorpen indicados acima.

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Sobre o autor

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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