Você já deve estar cansado de tanta travessia, pensando se não dá para escrever sobre agradáveis trilhas curtas. Sim, porém antes considere esses caminhos tão especiais- falo a seguir de quatro regiões, mas claro que existem muitas outras.
Você já deve estar cansado de tanta travessia, pensando se não dá para escrever sobre agradáveis trilhas curtas. Sim, porém antes considere esses caminhos tão especiais- falo a seguir de quatro regiões, mas claro que existem muitas outras.
Sapopema é um pacato município situado a 100km de Londrina (PR) e cujo nome deriva da árvore homônima que significa raiz chata, em dialeto indígena. Fundada em 1960, seu atrativo principal é o Salto das Orquídeas, conjunto de respeitáveis quedas q o Córrego Lajeado Liso escancara ao largo do seu trajeto pelo Terceiro Planalto antes de desaguar no Rio Tibagi. Este é meu retorno ao lugar após 5 anos, uma vez que naquela ocasião o péssimo tempo impossibilitou sequer chegar perto do então furioso rio. Mas com boa previsão meteorológica este é um programa sussa prum bate-volta pra Sapopes, nome carinhoso pelo qual o município é tb conhecido. No caso, mais um desses pequenos e refrescantes achados q quebrantam a aparente monotonia das paisagens do interior paranaense, com direito a trilha no mato, escalaminhada e até ataque de abelhas.
Idealizada na década de 60 pelo lendário montanhista paranaense Vitamina (Henrique Schmidlin), mas conquistada somente nos idos de 90 pelo Máfia (Paulo César Souza) e o Dalinho (Dálio Zippin Neto) a Alpha-Ômega recebe este nome por percorrer a Serra do Marumbi do começo ao fim.
A Vila de Paranapiacaba, portal de entrada de dezenas de trilhas na Serra do Mar, há 50 quilômetros da capital paulista, passa por reformas com o objetivo de ser declarada patrimônio da humanidade pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). O local integra a lista indicativa brasileira de patrimônio mundial da entidade e recebeu o incentivo do Programa de Aceleração do Crescimento-Cidades Históricas para que 250 imóveis sejam restaurados.
Desde a ultima investida em 2012 na A.O., com o tempo úmido e visibilidade próxima a zero, falei pra mim mesmo; voltarei em breve pra me esquecer desse mau tempo e curtir o visual desta travessia tão pesada, mas tão prazerosa. Alguns feriados vieram, mas ora eram problemas climáticos, (no leste paranaense a umidade é uma presença quase constante), ora eram problemas de agenda do pessoal envolvido, ou até mesmo a prioridade para outras travessias mais fáceis que estavam na pauta. Com algum tempo de atraso devido a vários adiamentos, no feriado de corpus Christi de 2015, conseguimos montar a equipe e agendar a travessia.
Em 9 de maio último a Federação Paranaense de Montanhismo, FEPAM, reuniu interessados para discutirem o problema da abertura e manutenção de trilhas em montanhas do Paraná. Em princípio o tema é relevante em função dos rumos que estas atividades vêm tomando nas mais frequentadas montanhas da Serra do Mar, mas fica a dúvida se não seria mais produtivo e urgente tratar antes das questões de Máximo Impacto que ameaçam nossas montanhas.
Vivendo quase todos em sua diminuta área insular, boa parte dos santistas desconhece a área continental do município, ou até mesmo alguns locais só acessíveis pelo mar e q mal aparecem nas cartas e plantas oficiais de Santos (SP). É o caso da vasta planície banhada pelos rios Diana e Jurubatuba, dois cursos dágua de características bem diferentes que escondem surpresas pro andarilho tão bisbilhoteiro quanto decidido. E foi num rolê de reconhecimento de menos de 20km com pernoite que vasculhamos as possibilidades trekkeiras do entorno destes dois charmosos rios, típicos de planície costeira. Como bônus, um pitoresco e imperdível passeio em meio a imensidão do mangue, passando por um vilarejo caiçara q, no período de menos de 1hr, nos faz esquecer q estamos do lado do maior porto da América Latina e nos remete a qq comunidade pescadora do Superagüi.
O ano de 2014 foi repletos de realizações tanto no montanhismo brasileiro quanto no mundial. Confira o que rolou de destaque neste ano:
Se engana quem acha que não existem terremotos no Brasil. Apesar de não perceptíveis, eles ocorrem bastante e influenciam na evolução do relevo, inclusive montanhas.
A alma do montanhismo não se limita somente a exploração de novos lugares, ainda mais para aqueles com limitações financeiras, ou de tempo hábil para destinos mais distantes.