Não se tem notícias de Matheus Amorim desde o dia 10 de fevereiro.
Não se tem notícias de Matheus Amorim desde o dia 10 de fevereiro.
O bairro do Morro Grande, zona norte de Sampa, deve seu nome a um pequeno serrote desgarrado da Cantareira que foi intensamente explorado na década de 30, trazendo desenvolvimento a região. Contudo, vinte anos se passaram e a então Pedreira Morro Grande (que depois viria a se chamar Anhangüera) parou de britar e na década de 80 e fechou por completo. Após 30 anos abandonada, toda essa mancha verde em meio a urbe de SP agora tem uma pequena chance de se tornar parque, com nascentes, lagos, trilhas, mirantes e até uma vila fantasma datada de tempo áureos. Aproveitei meio período pra conferir num rolê urbano-natureba este rincão de pitoresca e curiosa história, cujo futuro parece melancolicamente incerto.
A menos de 20km de Londrina, o Parque Estadual Mata dos Godoy preserva um dos poucos fragmentos que restaram da floresta nativa, abrigando inúmeras espécies de plantas e animais. Parte integrante da antiga Faz. Sta Helena, de propriedade da família Godoy, hoje o PEMG é um dos maiores pontos turísticos da cidade, reconhecido como maior patrimônio natural norte paranaense. Como apenas 10% do parque é liberado a visitação (relatado noutra ocasião), desta vez fui percorrer parte dos 90% restantes numa puxada travessia de 20km que singrou seu quadrante oeste e teve de tudo: estrada de chão, trilha, banho em cachoeira, subida de rio, perdidos e muito rasga-mato. Pernadinha de responsa nesta pouco conhecida unidade de conservação situada no Terceiro Planalto Paranaense.
Já vi gente no cume faz tempo, mas não sei de onde sai a trilha não!, respondeu um tiozinho quando indaguei do acesso aquele morro bonito e proeminente, vizinho do maciço principal da Serra do Mursa. Foi o que bastou pra estudar o possível acesso daquela elevação respeitável, porém desgarrada, da maior vedete natureba de Várzea Paulista (SP). Me refiro ao Mursinha, morrote selvagem e menos visado pelos andarilhos que percorrem sua serra mais ilustre. Mas o que a maioria desconhece é que a trilha é relativamente fácil, e demanda menos de hora de caminhada num caminho fechado. Mas o esforço vale a pena: vista privilegiada do alto dos 1020m do patinho feio da Serra do Mursa. Programinha rústico ideal prum domingo sem programação.
A marca de equipamentos de montanha Conquista, do consagrado escalador Edmilson Padilha, está fazendo uma rifa de produtos para ajudar o escalador Edson Struminski, o Dubois, que está com câncer e precisa de ajuda para pagar o tratamento.
Edson Struminski, o Dubois, é um dos mais experientes escaladores paranaenses. Conquistador de centenas de vias de escalada e pertencente a uma geração que modernizou a escalada em rocha, ele introduziu novos conceitos e se destacou pela luta pela conservação das Unidades de Conservação.
Ela é uma impressionante elevação de afloramento granítico que não passa despercebida pra quem transita pela Rod. Fernão Dias (SP-381), na altura de Bragança Paulista e Extrema. Situada pouco antes da divisa paulista-mineira, coroada por duas torres e com bela panorâmica vista de todo entorno, o Morro do Guaripocaba é mais um simpático serrote que esconde matas, grutas e nascentes. Por isso é palco pra várias atividades ao ar livre, sejam elas a pé ou em duas rodas. E alcançar os 1270m do seu ponto culminante é a coisa mais fácil do mundo. Basta apenas disposição, óleo-de-peroba e três horas moderadas.
São mais duas formações no sul de Minas, uma região vazia de gente, mas afortunada por seus incríveis visuais de vales e serras, com um magnífico cordão de montanhas.
Nos esportes alpestres da porção costeira do Paraná, ocorrem freqüentes assédios privilegiados. Por exemplo, temos a fase Marumbi, seguida do Pico Paraná, vindo depois o Prata, mais tarde o Farinha Seca, modernamente o Ciririca e recentemente o Arapongas, constituído por um grup de designações de aves canoras regionais. Região hoje reservada à elite dos exploradores ambientalistas, cuja presença se faz necessária no afã de coibir a figura terrível do palmiteiro clandestino.
Não, esta coluna não abandonou ainda o sul de Minas. E por uma boa razão: as muitas e belas montanhas que existem lá. Até hoje nem conheço todas as principais. Descrevo aqui duas delas, são trilhas simples, mas bem interessantes.