40 anos da escalada de Messner em solitário no Everest

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Há exatos 40 anos, em 20 de agosto de 1980, Reinhold Messner conquistava um dos seus maiores feitos. Ele alcançou o cume do Everest em meio à temporada de monções, em três dias, por uma rota pouco escalada até o momento, sem oxigênio e completamente sozinho. Apenas Messner conseguiu esse feito. Todos os outros montanhistas que tentaram escalar o Everest nessas mesmas condições, não foram bem-sucedidos. Não à toa, ele é reconhecido como umas lendas do montanhismo mundial.

Messner apontando o cume do Everest após a sua escalada em 1980.

Todavia para conseguir essa façanha, Messner precisou chegar aos seus limites físicos como contou em entrevista essa semana para a revista DW. “Lá você não pode compartilhar suas preocupações e medos. Isso é difícil de suportar, porque os humanos não foram feitos para ficarem sozinhos “, falou Messner sobre o fato de escalar em solitário a maior montanha do mundo.

“Eu estava tão exausto no cume que caí na neve e me afastei. Felizmente, depois de uma hora sem fôlego, tive forças para levantar e descer.”

Como estratégia de ataque ao cume, Messner decidiu deixar todos os equipamentos e mochila no último acampamento a 8220 metros de altitude. Todavia ao chegar ao cume, ele se deparou com o mal tempo e conta que sentiu medo de se perder em meio a neve.  “Se não tivesse encontrado meus rastros, que estavam apenas ligeiramente cobertos pela neve, quando voltasse, teria me perdido lá. Por isso tentei subir um pouco mais rápido”, diz Messner.

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Sobre o autor

Maruza Silvério

Maruza Silvério é jornalista formada na PUCPR de Curitiba. Apaixonada pela natureza, principalmente pela fauna e pelas montanhas. Montanhista e escaladora desde 2013, fez do morro do Anhangava seu principal local de constantes treinos e contato intenso com a natureza. Acumula experiências como o curso básico de escalada e curso de auto resgate e técnicas verticais, além de estar em constante aperfeiçoamento. Gosta principalmente de escaladas tradicionais e grandes paredes. Mantém o montanhismo e a escalada como processo terapêutico para a vida e sonha em continuar escalando pelo Brasil e mundo a fora até ficar velhinha.

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