A Bolívia sempre me atraiu, seja por suas montanhas, seja por seu povo que luta para manter viva a sua cultura.
A Bolívia sempre me atraiu, seja por suas montanhas, seja por seu povo que luta para manter viva a sua cultura.
Situada ao sopé da Serra do Mar na baixada santista de Cubatão, a Usina Henry Borden gera a energia necessária pras suas atividades graças a força dos rios q despencam do planalto rumo litoral. Paralelo à mesma, o Rio das Pedras igualmente despeja seu conteúdo cristalino serra abaixo na mesma proporção, desta vez oferecendo não energia e sim um espetáculo natural traduzido sob a forma de uma maravilhosa cachoeira, a Cachu do Paraíso, visível até da Rod. Anchieta. O q poucos sabem é q esta magnífica queda dágua é mais acessível do q se imagina, através de trilha q não dá nem uma hora de pernada moderada partindo do asfalto.
Sempre pensei em fazer algo diferente mas achava que faltava experiência, até que um dia estava revendo as fotos de montanha com a esposa e ela simplesmente me deu uma sacudida, me falando que não entendia como eu não procurava algo maior para fazer. Só no Ibitiraquire eu já tinha passado por: um ciclone extratropical que destruiu minha barraca, temperaturas congelantes e fora todas as noites em que me embrenhei na mata sozinho…
Paranapiacaba está repleta de lugares e recantos pitorescos, principalmente daqueles q atendem por nomes curiosos q ninguém sabe exatamente precisar localização (ou até veracidade de sua existência), mas q certamente td mundo já ouviu falar. Um deles é uma tal Trilha do Macaco, vereda da qual sempre ouvi falar mas nunca soube de fato onde ficava, supostamente situada nas entranhas serranas do Vale do Quilombo e q faria uma rápida interligação da vila inglesa ao rio homônimo. Além disso, a vereda levaria a belíssimos remansos situados entre o bucólico Piscinão do Quilombo e o tradicional Poço das Moças, o q por si já é bem estimulante. Colhendo infos aqui e ali, este último domingo empreendemos uma legitima busca à supracitada e misteriosa picada, realizando então uma variante pauleira da tradicional Volta na Serra, com direito até a subida ao topo da ilustre Pedra do Índio.
Avançando em meio ao emaranhado arbustivo, em pouco mais de meia hora, aproximadamente, encontrei mato amassado: era a picada de descida, uhuhu!! Qdo todos chegaram fiz questão de deixar a mochila ali e subir novamente por esse caminho até interceptar a picada da crista, onde havíamos andado no dia anterior para poder deixar registrado um tracklog correto. Dito e feito, subi até interceptar o caminho por onde havíamos andado no dia anterior e marquei devidamente o ponto correto de descida, por sinal, imperceptível, e voltei de encontro aos amigos que me aguardavam preocupados achando que eu havia demorado muito. Seguimos descendo tranquilos e confiantes que a picada permaneceria assim definida e nos levaria facilmente à aldeia.
A Juatinga é mais uma dentre outras maravilhas naturais que fazem a fama do estado do Rio de Janeiro. Belas e despoluídas praias e vegetação exuberante em meio a muitas montanhas tornam o lugar especialmente atraente para quem curte atividades na natureza. Por tudo isso lá estive algumas vezes fazendo circuitos parciais e completos pela orla marítima, mas faltava conhecer os 3 pontos culminantes da regiao e, de preferência, traçar algum roteiro novo que englobasse o que a Juatinga oferece de melhor: praias, cachoeiras e poços, matas e, principalmente, montanhas…
Com uma súbita frente fria neste ultimo fds jogando literalmente água abaixo na minha programação original, o jeito foi apelar pra minha tradicional carta na manga: o infalível Plano B. Este consiste em programas sussas e convencionais q geralmente a gente sempre empurra com a barriga pra fazer sempre depois, devido à facilidade e proximidade. No caso, retornar a Paranapiacaba e buscar emendar 3 roteiros clássicos: dois localizados no Pq Natural das Nascentes e outro no Núcleo Itutinga-Pilões, do Pq Est Serra do Mar. Me refiro, respectivamente, ao Tanque do Gustavo, Trilha da Pontinha e Poço Formoso, q além de se situarem em extremos opostos da vila inglesa guardam outra característica peculiar em comum: são trips proibidas q, dependendo, requerem de guia ou monitor ambiental.
A idéia era descobrir uma picada q me foi soprada a um tempo e emendar algum outro programa junto pra tornar o feriado produtivo. A Trilha dos Grampos era uma vereda q apenas ouvira comentar de leve, mas agora com alguma info mais concreta decidi tentar encontrá-la. Ah, sim. A picada em questão supostamente interligaria o asfalto (q ruma sentido Paranapiacaba) diretamente à Cachu dos Grampos, situada no Rio Vermelho, sem necessidade de percorrer td leito pedregoso (como costumo fazer) deste sinuoso e simpático regato, localizado na borda de planalto da Serra do Meio. Por se tratar de uma busca até relativamente breve e simples, decidi estica-la indo até o Poção da Garganta, pra depois subir o rio até a Cachu dos Grampos e então retornar pela suposta misteriosa picada.
Durante minha primeira visita a Mairiporã, município paulista distante 30km da capital, uma placa com um interessante ícone de cachu indicando uma tal Sete Quedas instigou minha curiosidade a ponto de saber do q se tratava. Contudo, a escassez de tempo naquele bate-volta impediu minha ida à cachu e portanto deixei proutra ocasião. Pois bem, estes dias estando à toa (e sem idéia melhor) resolvi fugir um pouco do pólo Mogi-Paranapiacaba e fui lá conferir a dita cuja – tb conhecida como Cascatinha – às cegas, ou seja, sem qq informação. Pois bem, antes tivesse pesquisado mais no Google a respeito daquele atrativo local, pois o bate-volta resultou num programa urbanóide demais e frustrante, por assim dizer – onde a viagem e os detalhes da mesma foram mto mais interessantes q o destino em si.
Visível da janela da minha casa – situada no alto de uma colina na zona oeste da capital paulistana – o Pico do Jaraguá destoa da horizontalidade da metrópole elevando-se elegantemente sob a forma de um pequeno serrote q recorta o horizonte com seus dois picos apontando pro céu, no extremo oeste da cidade. De altitude acanhada (1135m) se comparada a outros points e dificuldade zero de acesso ao cume, o Pico do Jaraguá é bate-volta clássico de iniciação à aventura na montanha mais próxima q os paulistanos tem à disposição, inclusive deste q vos escreve aqui. Após séculos de ausência no local, aproveitei um dia claro pra lá retornar e constatar poucas novidades, mas tb avaliar novas possibilidades de pernadas pouco ortodoxas pela região. Independente disso, o Pico do Jaraguá continua sendo não apenas mais um cartão-postal da metrópole, mas tb o pto mais alto da cidade de São Paulo.