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A Ferradura do Elefante
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Durante minhas andanças pela Cachu do Elefante – região serrana de Mogi das Cruzes – sempre tive curiosidade em conhecer a notória “Trilha do Mirante”, picada q nasce à beira do asfalto da SP-98 e num piscar de olhos alcança a mais famosa queda do Rio Itapanhaú. Bem, esta dúvida foi sanada neste último domingo num circuito relativamente “sussa”, resultado da emenda desta vereda com outra bem conhecida. Um roteiro em formato de “ferradura” q percorre td “Trilha do Mirante” até margens do Itapanhaú, pra então cruzá-lo com cautela até a Cachu do Elefante, e finalmente retornar ao asfalto através da tradicional “Mogi-Bertioga”. Um circuito q não é nenhuma novidade, e sim apenas mais uma desculpa pra cair no mato afim de curtir um banho refrescante, ideal pra este inicio de verão.

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O Elefante do ABC
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Juntinha a apenas 33km da capital paulistana, a pacata Ribeirão Pires detém um atrativo q além de ser o pto turistico mais alto, é um dos q proporciona a melhor vista da região. Próximo à divisa com Suzano, o Morro da Pedra do Elefante é um pequeno serrote doméstico coroado com uma imponente formação granítica cujo formato lembra o desajeitado e simpático paquiderme. Situada a mil metros de altitude e acessível mediante trilha leve, o local tb é utilizado para pratica de escalada e rapel, além de ser mais uma ótima opção natureba pruma manhã de domingo ensolarado numa montanha de facílimo acesso. E o melhor, não demandar dificuldade técnica alguma apesar do desnível vencido não ir além dos 200m.

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A Trilha dos Seis Ranchos – Relato Denúncia
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Sempre me perguntei o q haveria naqueles contrafortes montanhosos opostos q cercam o Rio Anhangabaú, além do Rio Quilombo. A distância, o duplo desnível de quase 400m e a ausência de trilhas perenes desmotiva td e qq exploração a menos q seja com pernoite. Nem os guias/monitores de Paranapiacaba conhecem e mto menos se atrevem a meter as caras naquela região. Mas foi provado q aquele setor é repleto de “Ranchos“, definição usual q se dá por lá aos acampamentos de palmiteiros ou caçadores ilegais. E essa foi a proposta deste último domingo: uma árdua pernada de 10hrs ininterruptas q não apenas contempla seis destes “refúgios“ improvisados – uns desativados e outros em perfeito estado de conservação – como tb percorre o extremo norte da crista da Serra do Quilombo, incluindo um dos seus picos mais elevados, o Pico do Quilombo, pra depois retornar pelo acidentado Rio Anhangabaú, via Cachoeirão. Eis a “Trilha dos Seis Ranchos“, um circuito pesado pra ninguém botar defeito numa Paranapiacaba q poucos conhecem. A não ser os próprios extrativistas ilegais.

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A Trilha dos Seis Ranchos – Final
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Enfim, as 13:10 a trilha nos leva aos limites da Faz. Quilombo, onde as nascentes do Anhangabáu correm na forma de um pequeno, raso e manso córrego. Ao invés de cruzar o rio e prosseguir pela trilha rumo ao emaranhado de estradas de reflorestamentos da fazenda, simplesmente agora nossa rota é acompanhar o rio. E assim fazemos, alternando as margens ou saltando de pedra em pedra vamos avançando pelo rio, cruzando com bucólicos remansos, poços cristalinos e as vezes pequenos cânions lajeados fáceis de transpor.

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Mãe Catira – Farinha Seca
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Quem desce a Estrada da Graciosa, famosa vereda de paralelepípedos graníticos q interliga o planalto curitibano ao litoral, não deixa de se encantar com o enorme e verdejante cadeia montanhosa q ladeia a sinuosa estrada desde seu inicio. Falamos da Serra da Farinha Seca, q embora na carta surja agregada a Serra da Graciosa, na verdade é um único acidente geográfico q recebeu dois nomes por confundir-se com a estrada homônima. Independentemente disso, formam uma única e majestosa cumeada de 10kms q se espicha a partir do Morro Mãe Catira e finda no Morro da Balança.

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Mãe Catira – Farinha Seca _ Final
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Após um tanto abandonamos o riacho e passamos a escalaminhar o ultimo trecho em meio a quiçaça lenhosa e muita bromélia, pra então emergir nos 1438m no topo do 00B, já no Tapapui, por volta das 17:30. Não deu nem tempo de descansar direito em meio à mata arbustiva ressequida, apenas pra apreciar o belo visual do mar de nuvens q cobria td ao nosso redor deixando apenas visíveis os cumes próximos, tanto da crista percorrida como do q ainda faltava. Por esparsas brechas nas nuvens vislumbramos as magníficas paredes do Morro Sete, as encostas do Pequeno Polegar e do Farinha Seca na vertente oposta. Sem mto esforço, avistavam-se neste &ldquo,marzão&ldquo, tb as &ldquo,ilhas&ldquo, do Ibitiraquire e do Marumbi, respectivamente ao norte e ao sul. Uma pequena clareira em meio à espessa vegetação parecia ser o único lugar decente pra pernoite no topo. No entanto um forte e frio vento começou a castigar o cume, ameaçando nos varrer dali. Isso bastou pra desestimular td e qq idéia de pernoite com bivake por ali. Sim, ninguém carregava barraca a não ser a Vi e o Fabio! Decidimos então prosseguir adiante rumo ao selado entre o Tapapui e Farinha Seca, por sinal bem mais protegido e confortável.

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O Desafio das Cinco Grandes Quedas
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Cinco quedas, três rios e dois afluentes. Já a algum tempo esses eram os fatores q queria juntar numa única equação q rendesse uma pernada tão refrescante qto derradeira pela Serra do Meio, na borda do planalto da divisa de Sto André e R Gde da Serra. Visitar uma ou duas das cinco maiores quedas mais representativas da região é programa viável de um dia. Mas e todas de uma vez só? Já percorrera o Rio das Areias, Solvay e Vermelho de tds as formas possíveis, mas ainda faltava uma peça no quebra-cabeça do intrincado emaranhado de picadas locais q juntasse td num único roteiro: a vereda q interligasse a Cachu dos Grampos à Fumaça sem necessidade de descer o vale ou de retornar ao asfalto. Pois bem, a resposta veio através da dica soprada por amigos e q coloquei a prova neste último domingo num circuito de um dia cheio q contempla as 5 maiores quedas da Serra do Meio: Solvay, Escondida, Grampos, Tartaruguinha e Fumaça.

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A Trilha das Bikes de Paranapiacaba
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Paranapiacaba é um local q agrada a gregos e troianos, e isso vale tb pros praticantes de esportes outdoor. Por ser um local q agrega as mais diversas tribos, é natural q existam roteiros q incluam a galera das &ldquo,duas rodas&ldquo,, seja ela motorizada ou não. Foi assim q percorremos na sola a lendária &ldquo,Trilha das Motos&ldquo,. Como não poderia deixar de ser, existe tb uma versão reservada às magrelas q atende pelo nome óbvio de &ldquo,Trilha das Bikes&ldquo,, picada q sempre ignorei em minhas andanças. Até agora. A vereda fora uma antiga (e precária) estrada em desuso q corta a cumeada de reflorestamentos do serrote paralelo à Estrada do Taquarussu. De extensão relativamente curta (6km), é possível esticar o programa emendando outra árdua trilha próxima, a da Pedra Grande. O resultado foi um puxado circuitão intermunicipal q percorre altas paisagens q vão além dos limites e atrativos tradicionais da pitoresca vila inglesa.

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Trilha dos Tubos 2 – Travessia Taiaçupeba-Manoel F
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Sem vontade de me embrenhar nalgum perrengue casca-grossa e mto menos com tempo de programar previamente um, este último domingo resolvi meter as caras nalguma coisa &ldquo,sussa&ldquo, e sem mta ralação. Vasculhando cada canto da memória imediatamente me veio à mente a lembrança dum recente bate-volta realizado ao longo de uma antiga adutora q corta longitudinalmente o trecho oeste da carta de Mogi das Cruzes, uma tal &ldquo,Trilha dos Tubos&ldquo,. &ldquo,Pq não inverter a carta desta vez e tomar o sentido contrário, isto é, sentido leste?&ldquo,, pensei. Pronto, já havia definido em cima da hora o q fazer. Dessa forma surgiu este perrenguinho &ldquo,light&ldquo, q parte no distrito de Taiaçupeba e finda 12kms depois no bairro Manoel Ferreira, já às margens da SP-98, ou rodovia Mogi-Bertioga.

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